“(…) em nós há alguma coisa que a morte não pode destruir, (…).”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 54 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Leia outra citação que expressa a mesma ideia:

…

“Minha alma nasceu de alguma coisa; por isso ela não irá para o nada, uma vez que ela vem de algo.”

Theophrastus Paracelsus 

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 51 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“Do nada, nada vem, e nada pode ser revertido ao nada.”

“Ex nihilo nihil fit, et in nihilum nihil potest reverti.”

Antiga sentença

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 50 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“(…), ao passo que o objetivo, a espécie, aparece como indestrutível, o subjetivo, constituído pela simples consciência de si desses seres, parece ser da mais breve duração e destinado à destruição incessante, para muitas vezes ressurgir do nada, de maneira incompreensível.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 48 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Leia outras frases que falam sobre a fragilidade do ser em pro da antifragilidade do coletivo:

…

“(…) é na espécie; e não no indivíduo, que se enraíza com tanta energia e força a vontade de vida. No indivíduo, pelo contrário, encontra-se apenas a consciência imediata: daí vem a ilusão de presumir-se diferente da espécie, e de então temer a morte. (…) Em conformidade com isso, encontramos a natureza, que enquanto tal é livre daquela ilusão do indivíduo, muito cuidadosa da conservação da espécie e indiferente ao desaparecimento dos indivíduos; para ela, estes são apenas meios e jamais os fins.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 47 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“A observação empírica nos leva a entender que todas as qualidades distintivas dos pais se reencontram na criança procriada e que, assim, superam a morte.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 44 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“Um castelo imenso, em cujo frontispício se lia: ‘não pertenço a ninguém, e pertenço a todo o mundo: vós lá estivestes antes de entrar, vós lá estareis ainda, quando de lá sairdes.”

Jacques le Fataliste de Diderot

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 43 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si | Frontispício: elemento decorativo da fachada.

🎵 Leia um trecho de música que fala uma sentença parecida:

…

“Não há mais do que um presente, e ele é sempre: pois é a forma única da existência real.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 42 (Nota de rodapé) – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Leia outras frases que falam sobre o presente:

…

“A despeito de milênios de morte e decomposição, nada ainda se perdeu, nenhum átomo de matéria, e muito menos uma só parcela do ser íntimo que se apresenta a nós como natureza.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 41 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“A planta e o inseto morrem no fim do verão; o animal e o homem, ao cabo de alguns anos: a morte ceifa incansavelmente. Entretanto, é como se não fora no todo assim, tudo existe sempre no seu lugar e na sua ocasião, exatamente como se tudo fosse imperecível. A planta sempre verdeja e floresce, o inseto zumbe, o animal e o homem subsistem em indestrutível juventude, e as cerejas, que já saboreamos mil vezes, nós as temos novamente diante de nós a cada verão. Também os povos permanecem como indivíduos imortais, mesmo se às vezes mudam de nome. Sua conduta, suas ações, seu sofrimento são sempre os mesmos em todos os tempos, ainda que a história pretenda nos contar sempre algo novo: ela é como um caleidoscópio, que em cada volta nos apresenta uma configuração nova, entretanto, na verdade, são sempre os mesmos elementos diante dos nossos olhos. Desse modo, impõe-se-nos irresistivelmente o pensamento de que o nascimento e a morte não afetam em nada a essência verdadeira das coisas: esta permanece ilesa, é portanto imperecível, e permanece em cada ser, continuamente e sem fim.”

Arthur Schopenhauer

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Páginas: 40 a 41 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“Contemplai no outono o pequeno mundo dos insetos: vereis como um prepara seu leito para dormir o longo e letárgico sono do inverno; o outro tece seu casulo para passar o inverno sob a forma de uma crisálida e despertar um dia, na primavera, mais perfeito e mais jovem; a maioria, enfim, que tenciona repousar no braço da morte, só se inquieta para preparar um abrigo adequado para o seu ovo, de onde, um dia, ressurgirá sob uma nova forma. Que é isso senão a grande doutrina de imortalidade da natureza, que gostaria de nos ensinar que entre sono e morte não há diferença radical, (…).”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 39 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“Sempre e por toda parte o verdadeiro símbolo da natureza é o círculo, porque ele é o esquema do retorno; com efeito, esta é a forma mais geral na natureza, a mais observada em todas as coisas, desde o curso das estrelas, até a morte e nascimento dos seres orgânicos, e o único capaz, na torrente incessante do tempo e de seu conteúdo, de servir de fundamento a uma existência permanente, isto é, uma natureza.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 39 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Assim como Schopenhauer, para Spinoza, a Natureza (que ele entende como Deus) é permanente, eterna:

…

“Ora, se a mãe de todas as coisas se preocupa tão pouco em largar sem proteção seus filhos entre mil perigos sempre ameaçadores, isso só pode ser porque ela sabe que, caso eles sucumbam, recaem em seu seio, onde estarão protegidos e, por isso, sua queda não é mais que uma brincadeira.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 35 a 36 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si | A mãe de todas as coisas: a natureza

“Seguramente não conhecemos nenhuma partida mais séria do que aquela na qual a vida e a morte são os jogadores: toda decisão sobre a sorte dessa partida é aguardada por nós com extrema tensão de espírito, com o maior interesse e o maior temor, pois, a nossos olhos, vale todo o nosso ser.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 35 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Leia outra citação que faz analogia da vida como um jogo:

…

“(…) Epicuro examinou a morte, e assim tinha toda razão em dizer que ‘a morte não nos concerne’; pois, disse ele que, quando somos, a morte não é, e quando a morte é, não somos mais (…).”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 28 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si