“O ser humano moralmente maduro é aquele que consegue ter uma consciência própria independente da sociedade em que foi criado e agir para modificar as leis que julga injustas, mesmo que elas não o atinjam diretamente.”

Lawrence Kohlberg – pesquisador que desenvolveu uma teoria sobre julgamento moral

Livro: Corrupto! (Larousse do Brasil, 2007) | Autor: Júlio Emílio Braz | Página: 126

“A verdadeira revolução se faz com consciência e não com armas.”

Júlio Emílio Braz

Livro: Corrupto! (Larousse do Brasil, 2007) | Autor: Júlio Emílio Braz | Página: 97

“É algo aterrador… ouvir os crimes monstruosos que se cometem diariamente e escapam sem punição… Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Todos aqui podem ser subornados. Um homem pode tornar-se marujo ou médico, ou assumir qualquer profissão, se puder pagar o suficiente. Foi asseverado com gravidade por brasileiros que a única falha que eles encontraram nas leis inglesas foi a de não poderem perceber que as pessoas ricas e respeitáveis tivessem qualquer tipo de vantagem sobre os miseráveis e os pobres.”

Charles Darwin – Trecho de diário com anotações feitas durante sua passagem e estadia no Rio de Janeiro, no dia 03/07/1831

Livro: Corrupto! (Larousse do Brasil, 2007) | Autor: Júlio Emílio Braz | Página: 7

“O Povo, tendo esgotado todo o sofrimento, romperá em excessos.”

Joaquim Felício dos Santos sobre protesto dos moradores do Tijuco contra o fiscal dos diamantes Caetano Pinto Ferraz em 1826

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 319

“O povo sempre foi bom em todos os tempos e lugares; os encarregados de dirigi-lo são quase sempre quem o levam a desvariar.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 274

“Pobre povo! Sempre alegre, folgazão, descuidado, impressionável, na embriaguez de um momento de alívio julgava-se feliz e livre do despotismo; (…). O presente o inebriava, e não deixava enxergar através dos atos (…).”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 195

“Por esta razão foi aqui proibido o exercício da advocacia. O alvará citado diz: ‘Sou servido prohibir que dentro do districto das terras diamantinas possa residir bacharel algum formado, debaixo das penas de ser remetido á sua custa ao Rio de Janeiro e de seis mezes de cadêa debaixo de chave nas prisões d´aquella Relação. Excluo porém os que forem naturaes das referidas terras, com tanto que n´ellas não exercitem a advocacia, porque exercitando-a incorrerão nas sobreditas penas’.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 135

🔖 Leia outra citação que aborda o mesmo tema:

“A desigualdade era o preço da civilização.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 196

“O hipercapitalismo atual dissolve totalmente a existência humana numa rede de relações comerciais. Já não existe nenhum âmbito da vida que consiga se eximir da degradação provocada pelo comércio. O hipercapitalismo transforma todas as relações humanas em relações comerciais. Ele arranca a dignidade do ser humano, substituindo-a completamente pelo valor de mercado.”

Byung-Chul Han

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 127

“A sociedade disciplinar ainda está dominada pelo não. Sua negatividade gera loucos e delinquentes. A sociedade do desempenho, ao contrário, produz depressivos e fracassados.”

Byung-Chul Han

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Páginas: 24 a 25

“Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 36

“Se isso for traição, então vamos aproveitá-la ao máximo.”

Patrick Henry (um dos pais fundadores dos Estados Unidos), sobre uma possível acusação de traição contra o governo de Sua Majestade  

Livro: Pense e enriqueça (BestSeller, 2023 – Primeira edição 1937) | Autor: Napoleon Hill | Página: 196

“Confiando, pois, a terceiros esse trabalho, não viu que no inventário desapiedosamente incluíram e foram avaliadas, como quaisquer trastes de seminário, as santas imagens, havia tantos anos expostas à contemplação de nossos antepassados. Santo Inácio, São Bento, São Bernardo, os crucifixos, a Virgem da Boa Morte, a Senhora das Dores, e esta com as suas roupas e adornos; nenhuma escapou a tanta profanação, quando, por direito civil e também por direito romano, sem se falar no canônico, as coisas religiosas, as imagens sagradas estão fora do comércio; e não têm valor. E, com efeito, imagine-se a venerável figura da Mater Dolorosa, que todos os anos percorria a cidade, na comemoração dos Passos, valendo 40$000 aos olhos de seus devotos comovidos e prosternados! De uma tal espécie de profanação não usaram os oficiais do juízo que inventariaram e avaliaram os bens do Santuário de Congonhas em agosto de 1827.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 127 a 128 e 31 a 32

“(…), enfim, um badulaque de coisas irrisórias, até objetos que hoje escandalizam, como foram os escravos. Eram oito, dos quais o Simão, rebolo, com 50 anos de idade, valia mais que todos os outros e dava 150$000; um Paulo, cabinda e mentecapto, 10$000; um João, merfembe, 84 anos, 20$000; e um de 96 anos, sem valor, Jaquim, angola!”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 127 | Rebolo: etnia do norte da Angola – Cabinda: provincia de Angola – Mentecapto: desprovido de inteligência

“(…) a própria natureza humana, quando os abusos tocam ao extremo, conspira a bem da ordem, procurando por instinto de conservação, sujeitar-se às leis como necessidade comum.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 114

“E porque no suplicante concorre o defeito de ser casado com mulher parda, e semelhantes pessoas não são admitidas em irmandades de brancos, inda que ordinárias, nem nas Ordens Terceiras, nem ainda para porteiro da câmara, que serve só para tocar sino e levar recados, muito menos deve ser admitido o suplicante à ocupação em que foi provido, para levar adiante do cabido a insígnia do mesmo nas funções do culto divino; e a vista do mesmo se assentou que o reverendo procurador deste cabido faça os requerimentos necessários a fim de suspender a provisão; cujos defeitos provavelmente Sua Excelência ignorava.”

Acórdão (decisão judicial) de 15 de abril de 1751 – Sobre o crime do Padre Amaro

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 91

“A desigualdade social e econômica, evidentemente, permanece, pois é inerente ao Estado-nação. O padre Júlio Maria, propagador de uma reforma católica, explicitou: ‘em toda sociedade há necessariamente desigualdades que contrariam o orgulho e a vaidade humana. Há em toda sociedade cabeças que pensam e braços que executam, juízes e jurisdicionados: há em toda sociedade o que se chama uma hierarquia, a qual repousa sobre as desigualdades. Ora, a lei promulga as desigualdades, mas só a religião as faz aceitar. Portanto, meus amigos [ou seja, membros das elites], sustentem todos a Religião. Trabalhemos todos para que no Brasil o Estado e a Igreja se entrelacem, como podem e devem fazê-lo, no interesse do povo e para a salvação da Pátria’.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) – apud OLIVEIRA, José Carlos de

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 24 | Padre Júlio Maria (1.878 – 1944)