Picuá é uma pequena peça oca, cilíndrica, de chifre ou de qualquer outra matéria, em que os mineiros costumam guardar os diamantes que extraem.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 282 – Nota de Rodapé

“Em consequência da favorável exposição da descoberta de diamantes do Serro Frio, foram estes procurados com maior avidez. Fizeram-se extensas especulações e chegaram à Europa em tal abundância, que se receou seriam muito depreciados. Para evitar isto espalhou-se de propósito o boato que os diamantes do Brasil eram decididamente inferiores aos orientais. Outros interessados no seu comércio negavam que fossem da América, e declaravam que eram o refugo das minas da Índia, enviados do Indostão a Goa e dali transmitidos ao Rio de Janeiro. Estas informações falsas excitaram na Europa um grande prejuízo contra os diamantes do Brasil; caíram logo nas mãos de poucas pessoas, que sabiam melhor manejar o negócio, as quais antevendo que o Governo não podia ficar indiferente, compraram todos os que lhe ofereceram, e tomaram o engenhoso expediente de ocultamente transmitirem os diamantes brasileiros a Goa, e daí a Bengala, onde eram batizados como legítimos diamantes orientais, comprados a altos preços e transmitidos à Inglaterra, onde se espalhavam pela Europa. Eram em toda a parte recebidos pelos consignatários manufatureiros de brilhantes como genuínos diamantes orientais. Trazidos assim a uma competência manifesta, achou-se que eram em nada inferiores às mais belas pedras de Golconda. O primeiro prejuízo foi logo abandonado pelo comércio, mas fez uma notável impressão nas pessoas pouco conhecedoras do diamante. Pode-se com verdade afirmar que a Europa depende quase que inteiramente do Brasil para o suprimento dos diamantes.”

João Mawe – Tratado dos Diamantes e Pedras Preciosas, 1807

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 78

“Por bando de 1 de março de 1743 foi proibido ‘as negras ou mulatas fôrras ou captivas, andarem com taboleiros pelas ruas ou lavras, só lhes sendo permittido venderem os gêneros comestíveis nos arraiaes e nos lugares que pra esse fim lhes forem marcados, sob pena de duzentos açoutes e quinze dias de prisão. No Arraial do Tijuco o Intendente designou a rua, que por essa razão foi chamada de Quitanda, denominação que até hoje ainda se conserva. Só aí é que se podia fazer o pequeno mercado das quitandeiras.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 77

“Luís Vaía foi tão bravo que se ficou chamando o Onça. Daí o ditado ‘desde os tempos do Onça’.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 77 | Luis Vaía: portguês, governador da Capitania do Rio de Janeiro de 1725 a 1732

“Numa viagem ao Japão no começo dos anos 1980, Jobs perguntou ao presidente da Sony, Akio Morita, por que todo mundo nas fábricas da empresa usava uniforme. ‘Ele ficou muito envergonhado e me disse que, depois da guerra, ninguém tinha roupas, e empresas como a Sony eram forçadas a dar aos empregados algo para usar todos os dias’.”

Walter Isaacson  

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 376

“O termo nazismo surge quando Hitler entra para o Partido Operário Alemão e muda o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista (Nationalsozialistiche Deutsche Arbeiterpartei), cuja abreviação passa a ser Nazi. Hitler também cria o estandarte da cruz gamada (suástica), símbolo do movimento.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291 a 292

“Seu verdadeiro nome era Arístocles, e foi apelidado de Platão por ter ombros largos.”

 Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 221

🔖 Leia um trecho de outro livro que fala sobre o mesmo fato:

“Vindos de todas as partes do mundo grego, os sofistas desenvolvem um ensino itinerante pelos locais em que passam, mas não se fixam em lugar nenhum. Para escândalo de seus contemporâneos, costumam cobrar pelas aulas. Por esse motivo, Sócrates os acusava de prostituição.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre Atenas no séc. V a.C.  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 220

“‘Nenhum grande progresso pode efetivamente se realizar se não tende finalmente para a evidente consolidação da ordem’. Abrindo um parêntese: não estranhe a familiaridade que provoca a menção dos termos ‘Ordem e Progresso’, pois o dístico da nossa bandeira é de inspiração positivista.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires – citando frase de Comte   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 182

“Importante nesse processo é a publicação da Enciclopédia, obra imensa cujos verbetes são confiados a diversos autores: Voltaire, D´Alembert, Diderot, Helvetius.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires – Sobre o Iluminismo   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 177

“É interessante notar que a ligação inicial entre filosofia e ciência por muito tempo persistiu na nomenclatura dos cientistas. Não raro se encontravam livros com o título de ‘Filosofia natural’ para se referir à física. (…) Além disso, a graduação do aluno que faz tese de doutoramento em qualquer área é conhecida como PhD, ou seja, Philosophiae Doctor.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 157

“(…) Arquimedes, que, ao descobrir a lei do empuxo, teria gritado ‘Eureca’, que em grego significa ‘descobri’.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 152

“A descoberta da penicilina foi acidental. Alexander Fleming estava cultivando colônias de bactérias e observou que elas morriam em torno de uma mancha de bolor formada casualmente. Investigando o novo fato, reconheceu fungos do gênero Penicillium. Por analogia, supôs que, se o bolor destruía as bactérias na cultura in vitro, poderia ser usado como medicamento para curar doenças no corpo vivo.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 103

“Seu nome não era realmente Platão, e sim Arístocles. Platão, que significa ‘amplo’, em referência à constituição física do filósofo, que tinha costas largas.”

Editora Astral Cultural    

Livro: Coleção saberes: 100 minutos para entender Platão (Astral Cultural, 2022) |  Página: 13

🔖 Leia um trecho de outro livro que fala sobre o mesmo fato:

“Eis a origem da ideia do sepultamento. É colocar alguém de volta no útero da mãe-terra, para o renascimento.”

Joseph Campbell     

Livro: O poder do mito (Palas Athena, 1990) | Autor: Joseph Campbell com Bill Moyers | Página: 226

“Há uma ideia antiga a respeito de ficar frenético, na guerra, de excitar os guerreiros antes da batalha. Eles deviam de fato entrar em estado de loucura durante a batalha – o frenesi da batalha.”

Joseph Campbell    

Livro: O poder do mito (Palas Athena, 1990) | Autor: Joseph Campbell com Bill Moyers | Página: 92

“Daltônico: um sujeito que confunde as cores. O nome vem de Dalton, que em 1794 fez essa espantosa descoberta: algumas pessoas confundem o verde com o vermelho, outras o amarelo com laranja.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 72