“Se então Pitágoras tinha razão quando, ao tentar acostumar os homens a absterem-se da crueldade e da violência em relação aos animais irracionais – costumava interceder junto aos passarinheiros, comprar pescados e ordenar que os peixes fossem soltos e proibir a matança de qualquer animal domesticado (…).”

Plutarco

Livro: Como tirar proveito dos seus inimigos (Vozes, 2023 – Escrito no século I) | Autor: Plutarco | Página: 48

“Em uma noite, usando um novo programa gráfico de código aberto chamado GIMP, Sergey criou a home page, escrevendo o novo nome da empresa em cores diferentes, criando um logo que parecia ter sido feito usando blocos de letras e transmitindo uma sensação de extravagância agradável. Sergey colocou um ponto de exclamação após o nome, assim como acontecia no Yahoo, outra empresa fundada por dois ex-alunos do doutorado em Stanford. ‘Ele queria que o logo fosse jovem e divertido’, comentou Page.”

Steven Levy 

Livro: Google a biografia (Universo dos Livros, 2012) | Autor: Steven Levy | Página: 44

“O colega de quarto de Page sugeriu que eles chamassem a ferramenta de ‘googol’. A palavra era um termo matemático que se referia ao número 1 seguido por cem zeros. Às vezes, a palavra ‘googolplex’ era usada de forma genérica para se referir a um número extremamente grande. ‘O número refletia a escala do que estávamos fazendo’, explicou Brian alguns anos mais tarde. ‘Na verdade, o nome se tornou uma melhor escolha posteriormente, pois agora tínhamos bilhões de páginas e imagens e grupos de documentos, além de centenas de milhões de buscas todos os dias’. Page escreveu a palavra errada, o que acabou dando certo, uma vez que o endereço na internet para o termo escrito da forma correta já estava em uso. ‘Google’ estava disponível. ‘Era fácil de digitar e memorizar’, afirmou Page.”

Steven Levy 

Livro: Google a biografia (Universo dos Livros, 2012) | Autor: Steven Levy | Página: 44

“Page cedeu a um pouco de vaidade ao nomear a parte do sistema que classificava os sites por meio de links de entrada: ele chamou de PageRank. Todavia, foi apenas uma vaidade ligeira; muitas pessoas entenderam que o nome era uma referência às web pages, e não a um sobrenome.”

Steven Levy 

Livro: Google a biografia (Universo dos Livros, 2012) | Autor: Steven Levy | Página: 28

Cras, em latim, quer dizer ‘amanhã’. A palavra também costumava ser semanticamente elástica, não muito diferente do famosamente vago mañana, para incluir o ‘mais tarde’ – o futuro como tal. Crastinus é o que pertence ao amanhã. Pro-crastinar é por alguma coisa entre as coisas que pertencem ao amanhã. Pôr algo lá implica imediatamente que o amanhã não é o lugar natural dessa coisa, que a coisa em questão não faz parte por direito do amanhã. Por implicação, ela faz parte de outro lugar. Qual? Obviamente o presente.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 195

Picuá é uma pequena peça oca, cilíndrica, de chifre ou de qualquer outra matéria, em que os mineiros costumam guardar os diamantes que extraem.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 282 – Nota de Rodapé

“Em consequência da favorável exposição da descoberta de diamantes do Serro Frio, foram estes procurados com maior avidez. Fizeram-se extensas especulações e chegaram à Europa em tal abundância, que se receou seriam muito depreciados. Para evitar isto espalhou-se de propósito o boato que os diamantes do Brasil eram decididamente inferiores aos orientais. Outros interessados no seu comércio negavam que fossem da América, e declaravam que eram o refugo das minas da Índia, enviados do Indostão a Goa e dali transmitidos ao Rio de Janeiro. Estas informações falsas excitaram na Europa um grande prejuízo contra os diamantes do Brasil; caíram logo nas mãos de poucas pessoas, que sabiam melhor manejar o negócio, as quais antevendo que o Governo não podia ficar indiferente, compraram todos os que lhe ofereceram, e tomaram o engenhoso expediente de ocultamente transmitirem os diamantes brasileiros a Goa, e daí a Bengala, onde eram batizados como legítimos diamantes orientais, comprados a altos preços e transmitidos à Inglaterra, onde se espalhavam pela Europa. Eram em toda a parte recebidos pelos consignatários manufatureiros de brilhantes como genuínos diamantes orientais. Trazidos assim a uma competência manifesta, achou-se que eram em nada inferiores às mais belas pedras de Golconda. O primeiro prejuízo foi logo abandonado pelo comércio, mas fez uma notável impressão nas pessoas pouco conhecedoras do diamante. Pode-se com verdade afirmar que a Europa depende quase que inteiramente do Brasil para o suprimento dos diamantes.”

João Mawe – Tratado dos Diamantes e Pedras Preciosas, 1807

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 78

“Por bando de 1 de março de 1743 foi proibido ‘as negras ou mulatas fôrras ou captivas, andarem com taboleiros pelas ruas ou lavras, só lhes sendo permittido venderem os gêneros comestíveis nos arraiaes e nos lugares que pra esse fim lhes forem marcados, sob pena de duzentos açoutes e quinze dias de prisão. No Arraial do Tijuco o Intendente designou a rua, que por essa razão foi chamada de Quitanda, denominação que até hoje ainda se conserva. Só aí é que se podia fazer o pequeno mercado das quitandeiras.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 77

“Luís Vaía foi tão bravo que se ficou chamando o Onça. Daí o ditado ‘desde os tempos do Onça’.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 77 | Luis Vaía: portguês, governador da Capitania do Rio de Janeiro de 1725 a 1732

“Numa viagem ao Japão no começo dos anos 1980, Jobs perguntou ao presidente da Sony, Akio Morita, por que todo mundo nas fábricas da empresa usava uniforme. ‘Ele ficou muito envergonhado e me disse que, depois da guerra, ninguém tinha roupas, e empresas como a Sony eram forçadas a dar aos empregados algo para usar todos os dias’.”

Walter Isaacson  

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 376

“O termo nazismo surge quando Hitler entra para o Partido Operário Alemão e muda o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista (Nationalsozialistiche Deutsche Arbeiterpartei), cuja abreviação passa a ser Nazi. Hitler também cria o estandarte da cruz gamada (suástica), símbolo do movimento.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291 a 292

“Seu verdadeiro nome era Arístocles, e foi apelidado de Platão por ter ombros largos.”

 Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 221

🔖 Leia um trecho de outro livro que fala sobre o mesmo fato:

“Vindos de todas as partes do mundo grego, os sofistas desenvolvem um ensino itinerante pelos locais em que passam, mas não se fixam em lugar nenhum. Para escândalo de seus contemporâneos, costumam cobrar pelas aulas. Por esse motivo, Sócrates os acusava de prostituição.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre Atenas no séc. V a.C.  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 220

“‘Nenhum grande progresso pode efetivamente se realizar se não tende finalmente para a evidente consolidação da ordem’. Abrindo um parêntese: não estranhe a familiaridade que provoca a menção dos termos ‘Ordem e Progresso’, pois o dístico da nossa bandeira é de inspiração positivista.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires – citando frase de Comte   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 182

“Importante nesse processo é a publicação da Enciclopédia, obra imensa cujos verbetes são confiados a diversos autores: Voltaire, D´Alembert, Diderot, Helvetius.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires – Sobre o Iluminismo   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 177

“É interessante notar que a ligação inicial entre filosofia e ciência por muito tempo persistiu na nomenclatura dos cientistas. Não raro se encontravam livros com o título de ‘Filosofia natural’ para se referir à física. (…) Além disso, a graduação do aluno que faz tese de doutoramento em qualquer área é conhecida como PhD, ou seja, Philosophiae Doctor.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 157