“As estatuas de bronze e os monumentos de mármore eram os recursos com que os homens contavam para insultarem os nevoeiros da história e atalharem o esquecimento da posteridade. Daqui em diante, porém, reconhecida a insuficiência destes meios, demanda-se a imortalidade mesmo em suas divinas regiões, onde o cinzel imparcial e severo da civilização talha monumentos eternos a seus gênios tutelares.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 16

“Em termos de artes, não podemos falar em progresso. O conceito de progresso envolve ideias de melhoria e ultrapassagem, absolutamente estranhas ao mundo artístico. A arte do século XX não é melhor nem pior que a arte grega ou renascentista. É apenas diferente, porque responde a questões colocadas pelo homem e cultura atuais.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 409

“Na Idade Média, por exemplo, na medida em que a maior parte da população dos feudos era analfabeta, a arte serviu para ensinar os principais preceitos da religião católica e para relatar as histórias bíblicas.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 400

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Basta entrarmos numa catedral gótica, com seus vitrais e seu espaço interior gigantesco, para sentimos o objetivo principal desse estilo: dar a ideia solene e teatral do sobrenatural, da infinita superioridade de Deus sobre os homens. O belo e o feio, para o homem medieval, correspondem ao bem ou ao mal. O belo agrada a Deus e o feio demonstra a inferioridade do Mundo Terreno sobre o Mundo Celeste.”

Flávio D´Aquino sobre a arte gótica do século XI a XIII  

Livro: Biblioteca Educação é cultura – Artes Plásticas I (Bloch, 1980) | Autor: Flávio D´Aquino | Página: 21

“Através dos seus sindicatos (as guildas), fornece enormes quantias para embelezar suas metrópoles com gigantescas catedrais, como a de Chartres – quase todas dedicadas a Nossa Senhora, cujo culto quase ultrapassava ao de Cristo.”

Flávio D´Aquino sobre a arte gótica do século XI a XIII  

Livro: Biblioteca Educação é cultura – Artes Plásticas I (Bloch, 1980) | Autor: Flávio D´Aquino | Página: 19

“Os temas têm a função de narrar à grande massa analfabeta a história cristã. Por isso, diz-se que a igreja era a Bíblia do Povo.”

Flávio D´Aquino sobre a arte românica do século IX a X  

Livro: Biblioteca Educação é cultura – Artes Plásticas I (Bloch, 1980) | Autor: Flávio D´Aquino | Página: 18

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“(…) embora a infeliz ilegibilidade de uma única palavra em seu manuscrito, e sua substituição por uma palavra errada realizada por seu primeiro editor, o imbecil Apellicon, tenha alterado por completo o sentido do capítulo (…).”

Charles S. Peirce sobre a tradução de um manuscrito de Aristóteles  

Livro: Semiótica (Perspectiva, 2010) | Autor: Charles S. Peirce (1839 – 1914) | Parágrafo: 144 – Página: 207

“Para Michelangelo era certo que a ideia da figura que se esculpe já pré-existe na pedra; basta remover o supérfluo, e ela há de aparecer.”

Rüdiger Safranski   

Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 157

🔖 Leia outra frase que narra a mesma idea de Michelangelo:

“Para que haja um solo amplo, fundo e generoso para a evolução das artes, a imensa maioria tem de trabalhar para uma minoria, para além da medida de sua indigência individual, submetida como escrava à necessidade da vida.”

Nietzsche

Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Páginas: 64 a 65

“Podemos nos lembrar que o governo puritano municipal fechou o teatro, em Stratford-Avon, enquanto Shakespare ainda estava vivo e ali residindo nos seus últimos anos. O ódio e desprezo de Shakespare pelos puritanos aparece em toda ocasião. Ainda em 1777, a cidade de Birminghan se recusou a licenciar um teatro porque ele conduzia à ociosidade e, dessa forma, seria desfavorável ao comércio.”

Ashley, Birminghan Trade and Commerce, 1913 

Livro: A ética protestante e o espírito do capitalismo (Martin Claret, 2013 – Textos escritos em 1904 e 1905) | Autor: Max Weber | Página: 1913