“Um excesso de compreensão ou zelo explicativo é tão nocivo e prejudicial quanto a falta de compreensão.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 131
“Dei a este ponto central o nome de si mesmo (Selbst). Intelectualmente, ele não passa de um conceito psicológico, de uma construção que serve para exprimir o incognoscível que, obviamente, ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreender. O si mesmo também pode ser chamado de ‘o Deus em nós’.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 112
“(…) a ação correta provém do pensamento correto, e não há possibilidade de cura ou de melhoria no mundo que não comece pelo próprio indivíduo.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 101
“Não há exemplo que possa convencer o leitor do mesmo modo que convenceu o indivíduo que passou pela experiência viva. Só lhe daremos crédito, à base de uma analogia com o que nós mesmos tenhamos experimentado.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Páginas: 96 a 97
“A maioria esmagadora dos homens é incapaz de colocar-se individualmente na alma do outro. Esta é uma arte rara, que não nos leva muito longe. Quando pensamos entender alguém, melhor do que aos outros, com a confirmação espontânea dessa pessoa, mesmo assim devemos confessar: no fundo, esse alguém é-nos estranho. É o outro. O melhor que podemos fazer é acolher essa leve ideia de uma alteridade, respeitá-la e evitar a grande estupidez de querer explicá-la.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 96
“Sempre partimos do pressuposto ingênuo de que somos os senhores em nossa própria casa. Deveríamos habituar-nos, no entanto, com a ideia de que mesmo em nossa vida psíquica mais profunda, vivemos numa espécie de casa cujas portas e janelas se abrem para o mundo: os objetos e conteúdos deste último atuam sobre nós, mas não nos pertencem.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Páginas: 81 a 82
“O hábito de interromper o afluxo do inconsciente, corrigi-lo ou criticá-lo reforçou-se pela tradição e pelo medo que se tem de admitir diante dos outros ou de si mesmo a angústia mobilizada pelas verdades insidiosas, compreensões arriscadas e constatações desagradáveis; o receio, enfim, de tudo que faz o homem fugir de si mesmo como um flagelo.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 78
“A atitude repressiva da consciência obriga, porém, que o outro lado se manifeste indiretamente, através de sintomas, quase sempre de caráter emocional. Só em momentos de um afeto avassalador, emergem à superfície fragmentos de conteúdos do inconsciente, sob a forma de pensamentos ou imagens.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 78
“Não é por acaso que da palavra ‘persona’ derivam os conceitos modernos de ‘pessoal’ e de ‘personalidade’. Assim como posso afirmar que meu eu é pessoal, ou que é uma personalidade, também posso dizer, no que se refere a minha persona, que constitui uma personalidade com a qual me identifico num grau maior ou menor.”
C. G. Jung
Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 72