“A arte é um negócio como outro qualquer.”
Andy Warhol
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 418
“Em termos de artes, não podemos falar em progresso. O conceito de progresso envolve ideias de melhoria e ultrapassagem, absolutamente estranhas ao mundo artístico. A arte do século XX não é melhor nem pior que a arte grega ou renascentista. É apenas diferente, porque responde a questões colocadas pelo homem e cultura atuais.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 409
“Quando vemos, no entanto, num filme, uma cena com tempo ruim, vemos a qualidade da cor, a força do vento, da chuva ou da neve, a vegetação, os ruídos ou o silêncio, a névoa, a qualidade da luz e inúmeros outros detalhes que nos são mostrados pelas câmeras e que nos causam um determinado sentimento. Essa informação estética não pode ser traduzida nem para a linguagem verbal nem para qualquer outra sem ser mutilada, isto é, sem perder parte de sua significação.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 406
“Na Idade Média, por exemplo, na medida em que a maior parte da população dos feudos era analfabeta, a arte serviu para ensinar os principais preceitos da religião católica e para relatar as histórias bíblicas.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 400
“O que fica escondido é o fato de que, ao selecionar as imagens que vão ser mostradas, ao cortá-las, ao montá-las numa determinada ordem, a produção telejornal já mutilou a realidade, já a interpretou e nos mostra o produto final manipulado como se fosse o fato em si. É o naturalismo a serviço da ideologia dominante.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 396
“Com a dissolução da atitude naturalista, os artistas passam a menosprezar o assunto ou tema das suas obras para valorizar o fazer a obra de arte. Qualquer assunto serve, ou mesmo nenhum assunto, como é o caso da arte abstrata e da música atonal.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 395
“O conceito de belo, como já dissemos, é eminentemente histórico. Cada época, cada cultura, tem o seu padrão de beleza próprio.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 391
“Numa sociedade em decadência, a arte, para ser verdadeira, precisa refletir também a decadência. Mas, a menos que ela queira ser infiel à sua função social a arte precisa mostrar o mundo como passível de ser mudado. E ajudar a mudá-lo.”
Ernst Fischer
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 390
“Chorar ao assistir a um drama ou ao ouvir uma música não é sinal de que estejamos acolhendo a obra através do sentimento. Podemos estar fazendo uma catarse das nossas emoções.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 388
“Quanto mais ampla for essa convivência quanto aos tipos de arte, aos estilos, às épocas e aos artistas, melhor. É só através desse contato aberto e eclético que podemos afinar a nossa sensibilidade para as nuances e sutilezas de cada obra, sem querer impor-lhe o nosso gosto e os nossos padrões subjetivos, que são marcados historicamente pela época e pelo lugar em que vivemos, bem como pela classe social a que pertencemos.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 387 a 388
“O espectador, através do seu acolhimento, atualiza as possibilidades de significado da arte e testemunha o surgimento de algumas significações contidas na obra. Outros a verão, e outros significados surgirão. Todos igualmente verdadeiros.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 381
“Nós passamos a ser a medida absoluta de tudo, e essa atitude só pode levar ao dogmatismo e ao preconceito.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 380
“A criatividade não é um dom que uns têm e outros não. É uma capacidade que todos nós podemos desenvolver (…).”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 377