“Interrupção, incoerência, surpresa são as condições comuns da nossa vida. Elas se tornam mesmo necessidades reais para muitas pessoas, cujas mentes deixam de ser alimentadas… por outra coisa que não mudanças repentinas e estímulos constantemente renovados… Não podemos mais tolerar o que dura. Não sabemos mais fazer com que o tédio dê frutos.

Assim, toda a questão se reduz a isto: pode a mente humana dominar o que a mente humana criou?”

Paul Valéry

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 7

“Oh! Meu Deus! Quanto os homens se fazem surdos á voz da verdade!”

Joaquim Felício dos Santos, 1815

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 318

“Vinde pois, meu filho, segui-me, eu vos levarei somente junto destes sepulchros. É o caminho de todos os homens não há um que não passe por ele: vossos paes o trilharão, e vós também o trilhareis. Entrai um pouco durante a vida, onde se vos deve conduzir depois da morte. Considerai com descanso estes ossos secos, e mirrados e estes esqueletos horrendos, separai se vós podeis o pobre do rico, o nobre do mecânico, o príncipe do vassalo: achai por ventura alguma aparência de distincção, alguma sombra de belleza, algum resto de grandeza, e de fortuna? (…) Todos aqui são iguaes, todos andam de rojo na poeira, todos chamão-se mortos; todos tem por morada a terra, por ornamento a pudridão, por sociedade os bixos e o nada por riquezas.”

1815 – Trecho de sermão do padre João Floriano Corrêa de Sá na quarta-feira de cinzas

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 318

“Com efeito que bello ponto de vista para julgar dos falsos brilhos do mundo, do que a triste obscuridão do tumulo? Quanto o seu horrorozo silêncio, é uma eloquente refutação das vaidades do século! Quanto o seu lugubre espetáculo apaga as ideias de fantasmas especiosos! Lisongeiras distinções! Não; vós não tendes se não um atractivo débil, desde que vós chegaes às portas da morte.”

1815 – Trecho de sermão do padre João Floriano Corrêa de Sá na quarta-feira de cinzas

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Páginas: 317 a 318

“Mas depois tudo quanto há cansa, no fim tudo cansa…”

João Guimarães Rosa

Livro: Campo Geral (Global Editora, 2022 – Data da primeira publicação: 1964) | Autor: João Guimarães Rosa | Página: 96

“Quem deseja os fins, facilita os meios.”

Trecho de requerimento que apresenta queixas ao Governador, assinado por 30 pessoas do Tijuco

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 193

“Ninguém ignora o estado da velha sociedade europeia no século XVIII, combatida pelas doutrinas enciclopédicas, pela ciência, pela razão, pelos interesses e paixões populares. O mundo ia tomar uma nova face; todas as ideias, todas as instituições iam ser mudadas, e a França era o centro dessa imensa revolução. A filosofia tinha arvorado o seu estandarte contra o passado. Os princípios da igualdade dos homens, da soberania popular foram reconhecidas como dogmas incontestáveis: nobreza significou usurpação; sacerdócio, impostura; religião, prejuízo de educação: era o que se chamava filosofia.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 167

“Aos ativos falta usualmente a atividade superior […] e nesse sentido eles são preguiçosos. […] Os ativos rolam como rola a pedra, segundo a estupidez da mecânica.”

Nietzsche

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 53

“Não a vida ativa, mas só a vida contemplativa é que torna o homem naquilo que ele deve ser.”

Byung-Chul Han

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Páginas: 49 a 50

“Jamais se é tão ativo como quando, visto do exterior, aparentemente nada se faz, jamais se está menos só que quando se está só na solidão consigo mesmo.”

Provérbio de Cato

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 29

“Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertence às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade fortalecer em grande medida o elemento contemplativo.”

Nietzsche

Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 37

“As pessoas valem o que vale a afeição da gente, e é daí que o mestre Povo tirou aquele adágio que quem o feio ama bonito lhe parece.”

Machado de Assis 

Livro: Dom Casmurro (Jardim dos Livros, 2020 – Primeira publicação: 1899) | Autor: Machado de Assis | Página: 165

“(…) nem tudo o que dura dura muito tempo.”

Machado de Assis 

Livro: Dom Casmurro (Jardim dos Livros, 2020 – Primeira publicação: 1899) | Autor: Machado de Assis | Página: 154

“A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas, ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões.”

Machado de Assis 

Livro: Dom Casmurro (Jardim dos Livros, 2020 – Primeira publicação: 1899) | Autor: Machado de Assis | Página: 81

“O fim estava contido no começo.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 154

“(…), como no equilíbrio do universo, tudo tem seu lugar, e nada é casual nem insignificante.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 20

“Sem sombra de positivismo, posso, no entanto, confirmar por experiência a verdade de que ‘somos sempre e cada vez mais governados pelos mortos’. Porque nesse mundo emocional que o tempo acumula todos os dias nem o mais breve suspiro se perde, se ele foi dedicado ao aperfeiçoamento da vida. Muitas coisas se desprendem e perdem – ou parecem desprendidas e perdidas – ilimitado tempo; mas outros vêm, como heranças intactas, de geração em geração, caminhando conosco, vivas para sempre, vivas e atuantes, e não lhes podemos escapar, e sentimos que não lhes podemos resistir.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 19 | Dos anos 1889 a 1930 o Brasil foi influenciado pelo positivismo. O lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” é de inspiração positivista.

“Para mim foi uma grande surpresa descobrir que a maioria das coisas feias que eu via nos outros não passava de um reflexo da minha própria natureza.”

Filósofo não identificado

Livro: Pense e enriqueça (BestSeller, 2023 – Primeira edição 1937) | Autor: Napoleon Hill | Página: 333

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