“Como escreve Catão (…) proclamar de si mesmo que nunca fazia mais do que quando não fazia nada, e nunca se encontrava menos só que quando estava só.”

Catão – Político Romano (234–149 a.C.)

Livro: Da república (Vozes, 2020 – Escrito por volta do ano 380 a.C.) | Autor: Marco Túlio Cícero | Página: 21

“O destino do homem não é uma fatalidade… A suposição de que fatalidade e destino são a mesma coisa merece ser chamada de fatalismo.”

Max Scheler em Ordo amoris

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 260

“A vida do peregrino é uma viagem em direção à realização, mas ‘realização’ nesta vida é equivalente à perda de sentido. Viajar em direção à realização dá sentido à vida do peregrino, mas o sentido que dá tem algo de um impulso suicida; esse sentido não pode sobreviver à chegada ao destino.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 197

“A escolha se dava, em outras palavras, entre a verdade fadada a impotência e a potência fadada a ser infiel à verdade.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 63

“O exílio é para o pensador o que o lar é para o ingênuo; é no exílio que o distanciamento, modo de vida habitual da pessoa que pensa, adquire valor de sobreviência.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 58

“Quanto menos um pensamento puder ser explicado em termos familiares, que façam sentido para os homens e mulheres imersos em sua busca diária de sobrevivência, tanto mais próximo fica dos padrões da humanidade; quanto menos puder ser justificado em termos de ganhos e usos tangíveis ou das etiquetas de preço afixadas a ele no supermercado ou na bolsa de valores, tanto maior seu valor humanizante.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Páginas: 56 a 57

“O que emerge no lugar das normas sociais evanescentes é o ego nu, atemorizado e agressivo à procura de amor e ajuda. Na procura de si mesmo e de uma sociabilidade afetuosa, ele facilmente se perde na selva do eu… Alguém que tateia na bruma de seu próprio eu não é mais capaz de perceber que esse isolamento, esse ‘confinamento solitário do ego’, é uma sentença de massa.”

Ulrich Beck – Sobre a mortalidade da sociedade industrial

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 51

“A verdade que torna os homens livres é, na maioria dos casos, a verdade que os homens preferem não ouvir.”

Herbert Sebastian Agar – A Time for Greatness, 1942

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 28

“Interrupção, incoerência, surpresa são as condições comuns da nossa vida. Elas se tornam mesmo necessidades reais para muitas pessoas, cujas mentes deixam de ser alimentadas… por outra coisa que não mudanças repentinas e estímulos constantemente renovados… Não podemos mais tolerar o que dura. Não sabemos mais fazer com que o tédio dê frutos.

Assim, toda a questão se reduz a isto: pode a mente humana dominar o que a mente humana criou?”

Paul Valéry

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 7

“Oh! Meu Deus! Quanto os homens se fazem surdos á voz da verdade!”

Joaquim Felício dos Santos, 1815

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 318