“Podes dizer: ‘Falas de uma maneira e ages de outra’. Essas mesmas censuras, (…) também foram feitas a Platão, Epicuro e Zenão. Eles também não procuravam apregoar o modo como viviam e, sim, o modo como se devia viver.”

 Sêneca

Livro: Da vida retirada; Da tranquilidade da alma; Da felicidade (L&PM, 2025 – Escrito no século I) | Autor: Lúcio Anneo Sêneca | Página: 118

🔖 Leia outras citações que falam o oposto:

“Como escreve Catão (…) proclamar de si mesmo que nunca fazia mais do que quando não fazia nada, e nunca se encontrava menos só que quando estava só.”

Catão – Político Romano (234–149 a.C.)

Livro: Da república (Vozes, 2020 – Escrito por volta do ano 380 a.C.) | Autor: Marco Túlio Cícero | Página: 21

“O destino do homem não é uma fatalidade… A suposição de que fatalidade e destino são a mesma coisa merece ser chamada de fatalismo.”

Max Scheler em Ordo amoris

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmunt Bauman | Página: 260

“A vida do peregrino é uma viagem em direção à realização, mas ‘realização’ nesta vida é equivalente à perda de sentido. Viajar em direção à realização dá sentido à vida do peregrino, mas o sentido que dá tem algo de um impulso suicida; esse sentido não pode sobreviver à chegada ao destino.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 197

“A escolha se dava, em outras palavras, entre a verdade fadada a impotência e a potência fadada a ser infiel à verdade.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 63

“O exílio é para o pensador o que o lar é para o ingênuo; é no exílio que o distanciamento, modo de vida habitual da pessoa que pensa, adquire valor de sobreviência.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 58

“Quanto menos um pensamento puder ser explicado em termos familiares, que façam sentido para os homens e mulheres imersos em sua busca diária de sobrevivência, tanto mais próximo fica dos padrões da humanidade; quanto menos puder ser justificado em termos de ganhos e usos tangíveis ou das etiquetas de preço afixadas a ele no supermercado ou na bolsa de valores, tanto maior seu valor humanizante.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Páginas: 56 a 57

“O que emerge no lugar das normas sociais evanescentes é o ego nu, atemorizado e agressivo à procura de amor e ajuda. Na procura de si mesmo e de uma sociabilidade afetuosa, ele facilmente se perde na selva do eu… Alguém que tateia na bruma de seu próprio eu não é mais capaz de perceber que esse isolamento, esse ‘confinamento solitário do ego’, é uma sentença de massa.”

Ulrich Beck – Sobre a mortalidade da sociedade industrial

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 51