“Continuava ensinando-me deveres sociaes. A mulher voluvel não deve casar-se o casamento é um ato muito sério. A mulher não deve ser exigente com o esposo. Deve conformar-se com as posses e ser participante na luta que a vida nos concede. Eu ficava horrorizada com as propostas e fui ficando sosinha.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 264 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito. | Carolina falando sobre as lições da mãe.

“Na verdade, o que pretendem os opressores ‘é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os oprime’, e isto para que, melhor adaptando-os a esta situação, melhor os dominem.”

Paulo Freire citando Simone de Beauvoir  

Livro: Pedagogia do oprimido (Paz e Terra, 2023 – Escrito em 1968, durante seu exílio no Chile) | Autor: Paulo Freire | Página: 84

“Há, por outro lado, em certo momento da experiência existencial dos oprimidos, uma irresistível atração pelo opressor. Pelos seus padrões de vida. Participar destes padrões constitui uma incontida aspiração. Na sua alienação querem, a todo custo, parecer com o opressor. Imitá-lo. Segui-lo.”

Paulo Freire   

Livro: Pedagogia do oprimido (Paz e Terra, 2023 – Escrito em 1968, durante seu exílio no Chile) | Autor: Paulo Freire | Página: 68

“A verdadeira escuta é um ato político, porque ela suspende os lugares constituídos para colocar todo centro e poder nas palavras que estão efetivamente sendo ditas, independentemente de quem as está pronunciando. Quando as práticas feministas insistem na importância da interrupção da fala da mulher pelo homem (manterrupting), do silenciamento, na desclassificação (gaslighting), na tradução ou apropriação de ideias (bropriating), na determinação do sentido da conversa (mansplaining) que os homens habitualmente impõem às mulheres, elas extão denunciando exatamente isso. É daí que veio a noção de ‘lugar de fala’, (…).”

Christian Dunker e Cláudio Thebas  

Livro: O palhaço e o psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas (Ed. Planeta, 2021) | Autores: Christian Dunker e Cláudio Thebas | Páginas: 96 a 97

“Percebi como essa atitude de ‘boa educação’ nas situações erradas realmente sufocava a mulher em vez de permitir que respirasse.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 381

“A mulher acelera, mas não para de recuar. Há mais desenhos de bordados não terminados, mais canteiros de flores não concretizados, mais caminhadas não feitas, mais bilhetes não escritos só para dizer ‘Eu me importo com você’, mais línguas estrangeiras jamais aprendidas, mais aulas de música abandonadas, mais tecidos suspensos no tear numa espera interminável…”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 358

“A mulher precisa ter o cuidado de não permitir que o excesso de responsabilidade (ou de respeitabilidade) roubem o tempo necessário para seus êxtases, improvisos e repousos criativos. Ela deve simplesmente fincar o pé e dizer não à metade do que ela acredita ser seu ‘dever’.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 351

“A aniquilação através de excessos, ou seja, os comportamentos exagerados, é a reação da mulher que está faminta por uma vida que tenha significado e faça sentido para ela.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 265

“Defender apenas um tipo de beleza é de certo modo não observar a natureza. Não pode haver apenas um tipo de ave cantora, apenas uma variedade de pinheiro, apenas uma qualidade de lobo. Não pode haver apenas um formato de seio, de cintura, um tipo de pele.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 232

“Se você alguma vez foi chamada de desafiadora, incorrigível, saliente, esperta, insubmissa, indisciplinada, rebelde, você está no caminho certo.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 228

“A frieza é o beijo da morte para a criatividade, para os relacionamentos, para a própria vida. Algumas mulheres agem como se conseguir ser fria fosse um grande feito. Não é. É um ato de ira defensiva.”

Clarissa Pinkola Estés

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Páginas: 212 a 213

“(…) ser nós mesmas faz com que nos isolemos de muitos outros e, entretanto, ceder aos desejos dos outros faz com que nos isolemos de nós mesmas.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 102

“Foi atribuída à curiosidade feminina uma conotação negativa, enquanto a masculina era chamada de curiosidade investigativa. As mulheres eram abelhudas, enquanto os homens eram indagadores. Na realidade, a trivialização da curiosidade das mulheres, que faz com que elas se assemelhem mais a espiãs chatas e maçantes, representa uma negação do insight, da intuição e dos pressentimentos das mulheres.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 67

“Esse treinamento básico para que as mulheres ‘sejam boazinhas’ faz com que elas ignorem sua intuição. Nesse sentido, elas de fato recebem instruções específicas para que se submetam ao predador.”

Clarissa Pinkola Estés 

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 64

“Quando são cortados os vínculos de uma mulher com sua fonte de origem, ele fica esterilizada, e seus instintos e ciclos naturais são perdidos, em virtude de uma subordinação à cultura, ao intelecto ou ao ego – dela própria ou de outros.”

Clarissa Pinkola Estés  

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 22

🔖 Leia outra citação sobre o selvagem dentro de nós: