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“Na família burguês vão se tecendo os papeis destinados a cada elemento. O pai é o provedor da casa, aquele que garante a subsistência da família, e seu espaço é público (o trabalho e a política). A mulher, ‘protegida’ pelo homem, desempenha o papel biológico que lhe é destinado e fica confinada ao lar.

A consequência disso é a chamada dupla moral, isto é, a existência de uma moral para a mulher e outra para o homem.

Para que a mulher possa desempenhar seu papel de mãe, a educação da menina é orientada como se ela fosse um ser assexuado. Sua vida sexual deve começar apenas no casamento e, muitas vezes, sem os ‘prazeres da luxúria’. A virgindade é valorizada, o adultério punido (até pouco tempo, inclusive no código penal) e sempre se aceitou com naturalidade as justificativas de ‘matar para lavar a honra’.

Por outro lado, a educação do menino é bem diversa, orientada mesmo para uma vida sexual precoce.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 363

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