“(…), é estranho pensar que, mesmo no tempo de Nosso Ford, a maioria dos jogos não tivessem mais acessórios que uma ou duas bolas, alguns bastões e talvez um pedaço de rede. Imaginem que tolice, permitir que as pessoas se dedicassem a jogos complicados não contribuíam em nada para aumentar o consumo. Atualmente, os Administradores não aprovam nenhum jogo novo, salvo se demonstrar que ele necessita, pelo menos, de tantos acessórios quanto o mais complicado dos jogos existentes.”

Aldous Huxley

Livro: Admirável mundo novo (Círculo do Livro, década de 1980 – 1ª Edição 1932) | Autor: Aldous Huxley | Página: 39

“(…) um comercial de TV mostra uma multidão de mulheres com uma variedade de penteados e cores de cabelos, enquanto o narrador comenta: ‘Todas são únicas; todas individuais; todas escolhem X’ (…). O utensílio produzido em massa é a ferramenta da variedade individual. A identidade ‘única’ e ‘individual’ – só pode ser gravada na substância que todo mundo compra e que só pode ser encontrada quando se compra. Ganha-se a independência rendendo-se.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 108

🔖 Leia outra citação que aborda o mesmo tema:

“Numa notável reversão da tradição milenar, são os grandes e poderosos que evitam o durável e desejam o transitório, enquanto os da base da pirâmide – contra todas as chances – lutam desesperadamente para fazer suas frágeis mesquinhas e transitórias posses durarem mais tempo.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 22 a 23

“Alguns dizem: ‘Deem aos consumidores o que eles querem’. Não é assim que eu penso. Nossa tarefa é descobrir o que eles vão querer antes de quererem. Acho que Henry Ford disse certa vez: ‘Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: ‘Um cavalo mais rápido!’’. As pessoas não sabem o que querem até que a gente mostra a elas. É por isso que nunca recorro a pesquisas de mercado. Nossa tarefa é ler coisas que ainda não foram impressas.”

Steve Jobs

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 583

🔖 Leia outras citações que expressam a mesma ideia:

“E quando bebemos Coca-Cola ‘porque refresca muita mais, Coca-Cola é isso aí’, bebemos o slogan, o costume americano, imitamos os jovens cheios de vida e alegria.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 64

“Imagens reforçadoras, decoração e música ambiente são usados para fazer com que lojas, escritórios e saguões de hotel funcionem como reforçadores condicionados, para aumentar a probabilidade de as pessoas voltarem de novo.”

B. F. Skinner  

Livro: Sobre o behaviorismo (Cultrix, 2006 – Primeira publicação: 1974) | Autor: B. F. Skinner | Páginas: 160 a 161

“Após adquirir diversas pequenas mercearias em 1934, Sylvan Goldman percebeu que seus clientes paravam de comprar quando suas cestas de compra ficavam pesadas demais. Isso o inspirou a inventar o carrinho de compras, que em sua forma inicial era uma cadeira dobrável equipada com rodas e um par de cestas de metal pesadas. O invento tinha um aspecto tão estranho que, de início, nenhum dos fregueses de Goldman estava disposto a usá-lo – mesmo depois de ele fabricar um suprimento mais do que adequado, colocar diversos carrinhos num local visível da loja e instalar cartazes descrevendo seu uso e benefícios. Frustrado e quase desistindo, experimentou mais uma ideia para reduzir a incerteza dos clientes – baseada na aprovação social. Contratou compradores para andar com os carrinhos pela loja. Como resultado, seus verdadeiros clientes começaram a imitá-los. Sua invenção arrebatou o país e ele morreu riquíssimo, com um património de mais de 400 milhões de dólares.”

Dauten, 2004         

Livro: As armas da persuasão (Sextante, 2023 – Primeira publicação: 1984) | Autor: Robert B. Cialdini | Página: 145

“Ao começar com um pedido extremo, que com certeza será rejeitado, um solicitante pode então recuar para um pedido menor (aquele que era desejado desde o início), que provavelmente será aceito porque parece ser uma concessão.”

Robert B. Cialdini         

Livro: As armas da persuasão (Sextante, 2023 – Primeira publicação: 1984) | Autor: Robert B. Cialdini | Página: 68

“Existe um princípio na percepção humana, o princípio do contraste, que afeta a forma como vemos a diferença entre duas coisas quando apresentamos uma após a outra. Em suma, se o segundo item for razoavelmente diferente do primeiro, é grande a probabilidade de vê-lo como mais diferente do que de fato é. Assim, se erguemos um objeto leve primeiro e depois um objeto pesado, acharemos o segundo objeto mais pesado do que se o tivéssemos erguido sem antes erguer o leve.”

Robert B. Cialdini

Livro: As armas da persuasão (Sextante, 2023 – Primeira publicação: 1984) | Autor: Robert B. Cialdini | Página: 21

“(…) um princípio padrão – um estereótipo – (…): caro é igual a bom. Muitas pesquisas mostram que pessoas em dúvida sobre a qualidade de um item costumam recorrer a esse estereótipo (…) O preço sozinho havia se tornado uma característica desencadeadora de uma percepção de qualidade após ter sido aumentado.”

Robert B. Cialdini 

Livro: As armas da persuasão (Sextante, 2023 – Primeira publicação: 1984) | Autor: Robert B. Cialdini | Página: 13