“Quem está de luto encontra-se totalmente junto ao outro amado.”
Byung-Chul Han
Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 92
“Ao assumir a finitude da vida, podemos reavaliar nosso comportamento, nossas escolhas, e proceder a uma diferente hierarquização de valores.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 371
“Uma característica dos indivíduos maduros é saber integrar a possibilidade da morte no cotidiano da sua vida. E, quando falamos em morte, nos referimos não só ao sentido literal mas às diversas ‘mortes’ ou perda que permeiam nossas vidas.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 356
“Perdi muitos amigos, assim como a meus pais. Entretanto, veio-me uma compreensão muito aguda de que na verdade não os perdi. Aquele momento que eu partilhei com eles teve uma qualidade de duração que ainda agora perdura em mim. O que aquele momento me deu permanece em mim, e há nele uma espécie de sugestão de imortalidade.”
Joseph Campbell
Livro: O poder do mito (Palas Athena, 1990) | Autor: Joseph Campbell com Bill Moyers | Página: 238
“Mas, ela se foi, e eu fiquei abandonado, perdido, só. Sem ela, nada sou. Por isso, choro; não porque ela se foi, mas porque eu fiquei. Estou só.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 144 | Krishnamurti sobre a morte da pessoa amada.
“Dizem que os vivos devem perdoar os mortos. Porque todos nós temos os nossos momentos de fraquesa.”
Carolina Maria de Jesus
Livro: Quarto de despejo: diário de uma favelada (Editora Ática, 2014 / 10ª edição 2021 – Publicado originalmente em 1960) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 34 | A edição respeita fielmente a linguagem da autora, que muitas vezes contraria a gramática, incluindo a grafia e a acentuação das palavras, mas que por isso mesmo traduz com realismo a forma de o povo enxergar e expressar seu mundo.
“(…) em nós há alguma coisa que a morte não pode destruir, (…).”
Arthur Schopenhauer
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 54 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“Minha alma nasceu de alguma coisa; por isso ela não irá para o nada, uma vez que ela vem de algo.”
Theophrastus Paracelsus
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 51 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“Do nada, nada vem, e nada pode ser revertido ao nada.”
“Ex nihilo nihil fit, et in nihilum nihil potest reverti.”
Antiga sentença
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 50 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“A planta e o inseto morrem no fim do verão; o animal e o homem, ao cabo de alguns anos: a morte ceifa incansavelmente. Entretanto, é como se não fora no todo assim, tudo existe sempre no seu lugar e na sua ocasião, exatamente como se tudo fosse imperecível. A planta sempre verdeja e floresce, o inseto zumbe, o animal e o homem subsistem em indestrutível juventude, e as cerejas, que já saboreamos mil vezes, nós as temos novamente diante de nós a cada verão. Também os povos permanecem como indivíduos imortais, mesmo se às vezes mudam de nome. Sua conduta, suas ações, seu sofrimento são sempre os mesmos em todos os tempos, ainda que a história pretenda nos contar sempre algo novo: ela é como um caleidoscópio, que em cada volta nos apresenta uma configuração nova, entretanto, na verdade, são sempre os mesmos elementos diante dos nossos olhos. Desse modo, impõe-se-nos irresistivelmente o pensamento de que o nascimento e a morte não afetam em nada a essência verdadeira das coisas: esta permanece ilesa, é portanto imperecível, e permanece em cada ser, continuamente e sem fim.”
Arthur Schopenhauer
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Páginas: 40 a 41 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“Contemplai no outono o pequeno mundo dos insetos: vereis como um prepara seu leito para dormir o longo e letárgico sono do inverno; o outro tece seu casulo para passar o inverno sob a forma de uma crisálida e despertar um dia, na primavera, mais perfeito e mais jovem; a maioria, enfim, que tenciona repousar no braço da morte, só se inquieta para preparar um abrigo adequado para o seu ovo, de onde, um dia, ressurgirá sob uma nova forma. Que é isso senão a grande doutrina de imortalidade da natureza, que gostaria de nos ensinar que entre sono e morte não há diferença radical, (…).”
Arthur Schopenhauer
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 39 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“(…) a força que antes animava uma vida agora apagada é a mesma que é ativa na vida agora florescente.”
Arthur Schopenhauer
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 32 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
“A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A ‘reverência pela vida’ exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir.”
Rubem Alves
Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Páginas: 101 a 102 – Crônica: “Sobre a morte e o morrer”
“Há uma morte feliz. É aquela que acontece no tempo certo. O rei, transbordante de felicidade pelo nascimento do seu primeiro neto, convidara todos os poetas, gurus e magos do reino a ir ao palácio a fim de escreverem num livro de ouro seus bons desejos para a criança. Um sábio de muito longe, desconhecido, escreveu: ‘Morre o avô, morre o pai, morre o filho…’. O rei, enfurecido, mandou prendê-lo no calabouço. A caminho do calabouço, passou o rei, que o amaldiçoou pelas palavras escritas. O sábio respondeu: ‘Majestade, qual é a maior tristeza de um avô? Não é, porventura, ver morrer seu filho e neto? Qual é a maior tristeza de um pai? Não é, porventura, ver morrer o filho? (…) Felicidade é morrer na ordem certa.”
Rubem Alves
Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 28 – Crônica: “Um único momento”
Esta história é repetida no mesmo livro, na página 154 – Crônica: “Tenho medo”
“Em grande parte da cultura ocidental, o personagem original da natureza da morte foi encoberto por vários dogmas e doutrinas até o ponto em que se separou de vez da sua outra metade, a vida. Fomos ensinados, equivocadamente, a aceitar a forma mutilada de um dos aspectos mais básicos e profundos da natureza selvagem. Aprendemos que a morte é sempre acompanhada de mais morte. Isso simplesmente não é verdade. A morte está sempre no processo de incubar uma vida nova, mesmo quando nossa existência foi retalhada até os ossos.”
Clarissa Pinkola Estés
Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Página: 158
“A Mente humana não pode ser absolutamente destruída com o Corpo, mas dela permanece algo que é eterno.”
Benedictus de Spinoza
Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 553
“Não há nenhuma coisa em que o homem livre pense menos do que na morte, e sua sabedoria não é uma meditação sobre a morte, mas sobre a vida.”
Benedictus de Spinoza
Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 483
“Julguei bom, inclusive, tomar um banho. Porque ouvira que a palavra banho [balineum] deriva dos gregos chamarem de balaneion aquilo que rechaça a angústia da mente.”
Santo Agostinho
Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 250 | Contexto: Santo Agostinho após a morte da mãe, procurando modos de confortar a tristeza de seu coração.