“O Povo, tendo esgotado todo o sofrimento, romperá em excessos.”

Joaquim Felício dos Santos sobre protesto dos moradores do Tijuco contra o fiscal dos diamantes Caetano Pinto Ferraz em 1826

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 319

“Há um encanto infindável neste torrão, que se chama Distrito Diamantino, todo coberto de alpestres, serranias alcantiladas, escabrosas, escavadas de profundos abismos e insondáveis precipícios; com seus campos cortados, perfurados, revolvidos pelos trabalhos da mineração, semelhante a uma imensa chaga do globo. Todo filho daqui, em qualquer parte e posição em que se veja, lembra-se de sua pátria com um vivo sentimento de saudade.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 280

“Cada um pode fazer alguma coisa. Qualquer coisa, menos ficar em pura contemplação do abismo. Se cada um fizer um pequeno gesto que seja, diariamente, para tirar esse país do pântano, acabará por encontrar eco. O comício de um homem começa com ele mesmo. Sobe no caixote de sua consciência e grita.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 18/10/1984

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 78

“Foi com prazer que fitei o céu confuso de S. Paulo, o céu garoento. O céu que eu adoro. Porque foi debaixo deste céu, que sofri, lutei e venci.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 271 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“São Paulo é irmão do norte porque é filho do Brasil. Irmão legitimo porque o Brasil, não tem filho bastardo.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 142 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“… Contemplava extasiada o céu cor de anil. E eu fiquei compreendendo que eu adoro o meu Brasil.”

Carolina Maria de Jesus  

Livro: Quarto de despejo: diário de uma favelada (Editora Ática, 2014 / 10ª edição 2021 – Publicado originalmente em 1960) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 35 | A edição respeita fielmente a linguagem da autora, que muitas vezes contraria a gramática, incluindo a grafia e a acentuação das palavras, mas que por isso mesmo traduz com realismo a forma de o povo enxergar e expressar seu mundo.

“… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.”

Carolina Maria de Jesus  

Livro: Quarto de despejo: diário de uma favelada (Editora Ática, 2014 / 10ª edição 2021 – Publicado originalmente em 1960) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 29 | A edição respeita fielmente a linguagem da autora, que muitas vezes contraria a gramática, incluindo a grafia e a acentuação das palavras, mas que por isso mesmo traduz com realismo a forma de o povo enxergar e expressar seu mundo.

“Evém o mineiro. Ele não olha: espia. Não presta atenção: vigia só. Não conversa: confabula. Não combina: conspira. Não se vinga: espera. Faz parte de seu decálogo, que alguém já elaborou. No mais, é confiar desconfiando. Dois é bom, três é comício. Devagar que eu tenho pressa.”

Fernando Sabino  

Livro: A chave do Enigma (Ed. Record, 2001) | Autor: Fernando Sabino | Página: 212 – Crônica: “A chave do enigma”

“Sim, Adão foi feito de barro – e é no barro que a gente humilde do Vale do Jequitinhonha, nos confins de Minas Gerais, recupera para o homem a pureza perdida, a inocência anterior à sua expulsão do paraíso.”

Fernando Sabino  

Livro: A chave do Enigma (Ed. Record, 2001) | Autor: Fernando Sabino | Página: 195 – Crônica: “Adão foi feito de barro”