“A rigor, as duas únicas pessoas que, segundo registra a história, se deram bem quando perderam o leme foram Colombo e Cabral.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 13/05/1992 109

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 109

“Dois corpos são duas possibilidades. E, se souberem, podem entre si, num ponto do dia, desencadear a aurora.”

Affonso Romano de Sant´Anna

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 96

“Cada um pode fazer alguma coisa. Qualquer coisa, menos ficar em pura contemplação do abismo. Se cada um fizer um pequeno gesto que seja, diariamente, para tirar esse país do pântano, acabará por encontrar eco. O comício de um homem começa com ele mesmo. Sobe no caixote de sua consciência e grita.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 18/10/1984

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 78

“Daltônicos de todo mundo, uni-vos! Somos uma minoria incompreendida, que precisa se organizar agora que todas as minorias já acharam o sentido político de suas vidas nesta década.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 74

“Eu, (…) confundo o verde, o vermelho, o rosa (…), enfim toda as cores a que tenho direito. Depende da incidência da luz e da cor que está por perto, porque as cores são safadinhas, ficam copulando umas com as outras ante os meus olhos perplexos.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985 

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Páginas: 73 a 74

“Daltônico: um sujeito que confunde as cores. O nome vem de Dalton, que em 1794 fez essa espantosa descoberta: algumas pessoas confundem o verde com o vermelho, outras o amarelo com laranja.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 72

“Ainda bem que lhe disseram: – lugar de daltônico é na Aeronáutica, é lá que eles precisam de gente assim, pois o daltônico é capaz de descobrir as camuflagens do exército inimigo.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 72

“Uma vez, (…) estávamos num congresso de escritores em Brasília. Assentados no auditório ouvíamos as doutas palavras que eram ditas no palco onde alguém proclamava as virtudes de um texto literário. A rigor, o texto em questão era a ‘Canção do exílio’, de Gonçalves Dias, que até dez anos atrás todos os brasileiros sabiam de cor, não exatamente por causa da ditadura recente, mas porque era texto que aparecia em todas a antologias escolares.

Quem tem mais de trinta anos e estudou português e não a famigerada comunicação e expressão se lembra dos primeiros versos: Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá, / As aves, que aqui gorjeiam, / Não gorjeiam como lá.”

Affonso Romano de Sant´Anna05/01/1989

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 53

🔖 Leia a Canção do Exilio completa:

“As mudanças, embora difíceis, quando assumidas sadiamente, são um momento de enriquecimento da vida.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 05/04/1992  

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 28

“O cronista é crônico, ligado ao tempo, deve estar enxarcado, doente de seu tempo e ao mesmo tempo pairar acima dele.”

Affonso Romano de Sant´Anna  

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 4

“Crônicas são como laranjas, podem ser doces ou azedas e ser consumidas em gomos ou pedaços, na poltrona de casa ou espremidas nas salas de aula.”

Carlos Eduardo Novaes  

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 3