“Não estamos no fim. Não estamos no começo do fim. Estamos no fim do começo.”

Winston Churchill

Livro: De vendedor de bananas a Rei da Graxa: a trajetória empreendedora de Luiz Maldonado (Procópio Consultoria Editorial, 2025) | Autor: Luiz Carlos Maldonado | Página: 138

“Houve exageração nas ideias e na vingança; mas o povo tinha sofrido tanto! Quem não desculpará os excessos de alguns anos em represália a séculos de sofrimento?”

Joaquim Felício dos Santos sobre a Revolução Francesa

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 168

“Depois de nós, o fim do mundo; nossos sucessores terão de lutar com grandes embaraços.”

Luís XV, Rei da França

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 168

“Julgo impossível que as grandes monarquias ainda subsistam por muito tempo. Tenho razões particulares para assim pensar, mas nem tudo convém dizer-se; demais todos sabem disto.”

Rousseau, 1760

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 167

“Ninguém ignora o estado da velha sociedade europeia no século XVIII, combatida pelas doutrinas enciclopédicas, pela ciência, pela razão, pelos interesses e paixões populares. O mundo ia tomar uma nova face; todas as ideias, todas as instituições iam ser mudadas, e a França era o centro dessa imensa revolução. A filosofia tinha arvorado o seu estandarte contra o passado. Os princípios da igualdade dos homens, da soberania popular foram reconhecidas como dogmas incontestáveis: nobreza significou usurpação; sacerdócio, impostura; religião, prejuízo de educação: era o que se chamava filosofia.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 167

“A lei de 3 de agosto de 1770, que regularizou os morgados em Portugal, (…) reconhece os inconvenientes dos morgados, como contrários à natureza do direito de propriedade, criando uma classe de bens sem verdadeiro proprietário, que deles possa dispor livremente; contrário à justiça e à equidade, lançando muitas vezes na miséria a maior parte dos filhos do mesmo pai, para dar ao primogênito o patrimônio da família, (…). A lei reconheceu estes inconvenientes, mas deixou os morgados subsistindo, como necessários, diz ela, nos governos monárquicos para o estabelecimento e conservação da nobreza, para que haja nobres, que possam com decência servir ao Rei e ao Reino, tanto na paz como na guerra. Isto é, sacrifiquem-se muito embora os interesses das outras classes, mas não se deslustre a da nobreza! É como então se legislava.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 128 | No morgado, os bens das famílias não podiam ser doados, divididos ou vendidos aos herdeiros, que ficavam em posse do filho mais velho, mantendo a concentração de terras, riquezas e consequentemente poder.

“Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 36

“Sem sombra de positivismo, posso, no entanto, confirmar por experiência a verdade de que ‘somos sempre e cada vez mais governados pelos mortos’. Porque nesse mundo emocional que o tempo acumula todos os dias nem o mais breve suspiro se perde, se ele foi dedicado ao aperfeiçoamento da vida. Muitas coisas se desprendem e perdem – ou parecem desprendidas e perdidas – ilimitado tempo; mas outros vêm, como heranças intactas, de geração em geração, caminhando conosco, vivas para sempre, vivas e atuantes, e não lhes podemos escapar, e sentimos que não lhes podemos resistir.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 19 | Dos anos 1889 a 1930 o Brasil foi influenciado pelo positivismo. O lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” é de inspiração positivista.

“Nesse vaivém em que se move a história, fluxo e refluxo do bem e do mal, vinga a boa natureza humana, e afinal se apura um saldo a favor da lenta mas indefectível espiral em que se aperfeiçoa.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 124

“E porque no suplicante concorre o defeito de ser casado com mulher parda, e semelhantes pessoas não são admitidas em irmandades de brancos, inda que ordinárias, nem nas Ordens Terceiras, nem ainda para porteiro da câmara, que serve só para tocar sino e levar recados, muito menos deve ser admitido o suplicante à ocupação em que foi provido, para levar adiante do cabido a insígnia do mesmo nas funções do culto divino; e a vista do mesmo se assentou que o reverendo procurador deste cabido faça os requerimentos necessários a fim de suspender a provisão; cujos defeitos provavelmente Sua Excelência ignorava.”

Acórdão (decisão judicial) de 15 de abril de 1751 – Sobre o crime do Padre Amaro

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 91

“Chateaubriand, comentando a Idade Média, aponta-lhes as antíteses e contradições: ignorância geral e obras geniais; guerra omnímoda e caridade perfeita; costumes corruptos e sentimentos angélicos; ódios atrozes e poesia divina; heresias e fé ardente; reis de estola e papas de espada.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 53

“O Imperador Valeriano, apertado por dinheiro, ordenou a confiscação dos objetos preciosos pertencentes à Igreja. Em consequência, o Prefeito Cornélio Seculares mandou intimar São Lourenço, arquidiácono da Igreja romana, a lhos entregar. O santo, porém, prevenido, os havia distribuído aos pobres, dizendo serem os verdadeiros donos. Preso, foi queimado numa grelha a 10 de agosto de 258, (…).”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 42

“As estatuas de bronze e os monumentos de mármore eram os recursos com que os homens contavam para insultarem os nevoeiros da história e atalharem o esquecimento da posteridade. Daqui em diante, porém, reconhecida a insuficiência destes meios, demanda-se a imortalidade mesmo em suas divinas regiões, onde o cinzel imparcial e severo da civilização talha monumentos eternos a seus gênios tutelares.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 16

“Os anos 60 produziram uma mentalidade anárquica que é ótima para imaginar um mundo que ainda não existe.”

 Bono

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 77

“Outra característica importante do totalitarismo é a concentração de todos os meios de propaganda, a fim de veicular a ideologia oficial dirigida ao ‘homem-massa’, forjando convicções inabaláveis. Isso garante uma forte base de apoio popular. Usa-se geralmente o apelo aos sentimentos, à imaginação, e não ao intelecto. Inúmeros recursos materiais e técnicos são empregados na manipulação da opinião pública, exaltando as criações dos líderes e tecendo deles um perfil psicológico característico da genialidade. Fotografias ampliadas e falas exaltadas completam o culto à personalidade. São feitos desfiles espetaculares, as pessoas cantam músicas especialmente produzidas e recitam slogans. Na verdade, tudo muito próximo a uma mitologia….”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294

“Em cada organismo o partido refaz a imagem de uma identidade social comum e elimina as possibilidades de divergências e oposição; estimula a arregimentação dos indivíduos para o partido; exalta a disciplina e mistifica a figura do chefe.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre os partidos Nazista e Fascista

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294

“O nazismo e o fascismo se desenvolvem sob o primado da ação. ‘A nossa doutrina é o fato’, afirma Mussolini em 1919, acrescentando que o fascismo não precisa da palavra, mas da disciplina. Só em 1929-1930 é que Mussolini achará necessidade de uma doutrina, mesmo assim muito imprecisa, sem preocupação com a coerência e exposição racional. Também para Hitler, na famosa obra Mein Kampf (Minha luta), o que mais importa é fazer uma autobiografia apaixonada e um apelo à ação, do que desenvolver uma clara discussão de princípios. Ambos querem desertar convicções, e não debater ideias. Os princípios não são tão importantes para eles quanto o envolvimento no sistema e a adesão a ele. A preponderância desse anti-intelectualismo fará descamar a ação para o fanatismo e a violência. Deriva daí uma visão irracionalista do mundo, calcada na promessa de ‘doação’ de uma sociedade melhor.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 292

“O termo nazismo surge quando Hitler entra para o Partido Operário Alemão e muda o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista (Nationalsozialistiche Deutsche Arbeiterpartei), cuja abreviação passa a ser Nazi. Hitler também cria o estandarte da cruz gamada (suástica), símbolo do movimento.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291 a 292

“O termo facismo, lançado por Mussolini, vem do italiano fascio, que significa ‘feixe’. Na Roma Antiga, os magistrados eram precedidos por funcionários, os littori, que empunhavam machados cujos cabos compridos eram reforçados por muitas varas fortemente atadas em torno da haste central. Os machados simbolizavam o poder do Estado de decapitar os inimigos da ordem pública; as varas amarradas representavam a unidade do povo em torno de sua liderança. Fascio são também organizações populares que surgem na Itália, desde o século XIX, formadas na luta em defesa dos interesses de determinadas comunidades. Em 1919, Mussolini funda os ‘fasci di combattimento’, que em seguida proliferam por toda a Itália.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291