“A história é mais ou menos uma bobagem. Nós não queremos tradição. Queremos viver no presente, e a única história digna de interesse é a história que fazemos hoje.”

Henry Ford, 25 de maio de 1916 a um correspondente do Chicago Tribune

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 165

“A história do tempo começou com a modernidade. De fato, a modernidade é, talvez mais que qualquer coisa, a história do tempo: a modernidade é o tempo em que o tempo tem uma história.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 140

“A história das antigas religiões e escolas, como a dos partidos e revoluções modernas, nos ensina que o preço da sobrevivência é o envolvimento prático, a transformação das ideias em dominação.”

Theodor Adorno

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 58

“Não estamos no fim. Não estamos no começo do fim. Estamos no fim do começo.”

Winston Churchill

Livro: De vendedor de bananas a Rei da Graxa: a trajetória empreendedora de Luiz Maldonado (Procópio Consultoria Editorial, 2025) | Autor: Luiz Carlos Maldonado | Página: 138

“Houve exageração nas ideias e na vingança; mas o povo tinha sofrido tanto! Quem não desculpará os excessos de alguns anos em represália a séculos de sofrimento?”

Joaquim Felício dos Santos sobre a Revolução Francesa

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 168

“Depois de nós, o fim do mundo; nossos sucessores terão de lutar com grandes embaraços.”

Luís XV, Rei da França

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 168

“Julgo impossível que as grandes monarquias ainda subsistam por muito tempo. Tenho razões particulares para assim pensar, mas nem tudo convém dizer-se; demais todos sabem disto.”

Rousseau, 1760

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 167

“Ninguém ignora o estado da velha sociedade europeia no século XVIII, combatida pelas doutrinas enciclopédicas, pela ciência, pela razão, pelos interesses e paixões populares. O mundo ia tomar uma nova face; todas as ideias, todas as instituições iam ser mudadas, e a França era o centro dessa imensa revolução. A filosofia tinha arvorado o seu estandarte contra o passado. Os princípios da igualdade dos homens, da soberania popular foram reconhecidas como dogmas incontestáveis: nobreza significou usurpação; sacerdócio, impostura; religião, prejuízo de educação: era o que se chamava filosofia.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 167

“A lei de 3 de agosto de 1770, que regularizou os morgados em Portugal, (…) reconhece os inconvenientes dos morgados, como contrários à natureza do direito de propriedade, criando uma classe de bens sem verdadeiro proprietário, que deles possa dispor livremente; contrário à justiça e à equidade, lançando muitas vezes na miséria a maior parte dos filhos do mesmo pai, para dar ao primogênito o patrimônio da família, (…). A lei reconheceu estes inconvenientes, mas deixou os morgados subsistindo, como necessários, diz ela, nos governos monárquicos para o estabelecimento e conservação da nobreza, para que haja nobres, que possam com decência servir ao Rei e ao Reino, tanto na paz como na guerra. Isto é, sacrifiquem-se muito embora os interesses das outras classes, mas não se deslustre a da nobreza! É como então se legislava.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 128 | No morgado, os bens das famílias não podiam ser doados, divididos ou vendidos aos herdeiros, que ficavam em posse do filho mais velho, mantendo a concentração de terras, riquezas e consequentemente poder.

“Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 36

“Sem sombra de positivismo, posso, no entanto, confirmar por experiência a verdade de que ‘somos sempre e cada vez mais governados pelos mortos’. Porque nesse mundo emocional que o tempo acumula todos os dias nem o mais breve suspiro se perde, se ele foi dedicado ao aperfeiçoamento da vida. Muitas coisas se desprendem e perdem – ou parecem desprendidas e perdidas – ilimitado tempo; mas outros vêm, como heranças intactas, de geração em geração, caminhando conosco, vivas para sempre, vivas e atuantes, e não lhes podemos escapar, e sentimos que não lhes podemos resistir.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 19 | Dos anos 1889 a 1930 o Brasil foi influenciado pelo positivismo. O lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” é de inspiração positivista.

“Nesse vaivém em que se move a história, fluxo e refluxo do bem e do mal, vinga a boa natureza humana, e afinal se apura um saldo a favor da lenta mas indefectível espiral em que se aperfeiçoa.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 124

“E porque no suplicante concorre o defeito de ser casado com mulher parda, e semelhantes pessoas não são admitidas em irmandades de brancos, inda que ordinárias, nem nas Ordens Terceiras, nem ainda para porteiro da câmara, que serve só para tocar sino e levar recados, muito menos deve ser admitido o suplicante à ocupação em que foi provido, para levar adiante do cabido a insígnia do mesmo nas funções do culto divino; e a vista do mesmo se assentou que o reverendo procurador deste cabido faça os requerimentos necessários a fim de suspender a provisão; cujos defeitos provavelmente Sua Excelência ignorava.”

Acórdão (decisão judicial) de 15 de abril de 1751 – Sobre o crime do Padre Amaro

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 91

“Chateaubriand, comentando a Idade Média, aponta-lhes as antíteses e contradições: ignorância geral e obras geniais; guerra omnímoda e caridade perfeita; costumes corruptos e sentimentos angélicos; ódios atrozes e poesia divina; heresias e fé ardente; reis de estola e papas de espada.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 53

“O Imperador Valeriano, apertado por dinheiro, ordenou a confiscação dos objetos preciosos pertencentes à Igreja. Em consequência, o Prefeito Cornélio Seculares mandou intimar São Lourenço, arquidiácono da Igreja romana, a lhos entregar. O santo, porém, prevenido, os havia distribuído aos pobres, dizendo serem os verdadeiros donos. Preso, foi queimado numa grelha a 10 de agosto de 258, (…).”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 42

“As estatuas de bronze e os monumentos de mármore eram os recursos com que os homens contavam para insultarem os nevoeiros da história e atalharem o esquecimento da posteridade. Daqui em diante, porém, reconhecida a insuficiência destes meios, demanda-se a imortalidade mesmo em suas divinas regiões, onde o cinzel imparcial e severo da civilização talha monumentos eternos a seus gênios tutelares.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 16

“Os anos 60 produziram uma mentalidade anárquica que é ótima para imaginar um mundo que ainda não existe.”

 Bono

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 77

“Outra característica importante do totalitarismo é a concentração de todos os meios de propaganda, a fim de veicular a ideologia oficial dirigida ao ‘homem-massa’, forjando convicções inabaláveis. Isso garante uma forte base de apoio popular. Usa-se geralmente o apelo aos sentimentos, à imaginação, e não ao intelecto. Inúmeros recursos materiais e técnicos são empregados na manipulação da opinião pública, exaltando as criações dos líderes e tecendo deles um perfil psicológico característico da genialidade. Fotografias ampliadas e falas exaltadas completam o culto à personalidade. São feitos desfiles espetaculares, as pessoas cantam músicas especialmente produzidas e recitam slogans. Na verdade, tudo muito próximo a uma mitologia….”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294