“O que apenas se preserva, sucumbe. O que cresce, se preserva.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 258
“Nos tempos de Nietzsche a juventude burguesa ainda queria parecer velha. Naquela época, juventude era antes uma desvantagem na carreira. Recomendavam-se meios de fazer a barba crescer mais depressa, óculos eram símbolo de status. Imitavam-se os pais usando colarinho duro, os adolescentes eram enfiados em casacas e aprendiam a andar da maneira comedida.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 293
“Nós (temos de) nos tornar os melhores aprendizes e descobridores de tudo o que é regrado e necessário no mundo: temos de ser físicos, para podermos ser criadores em todos os sentidos, enquanto até aqui todas as avaliações e ideais se construíram sobre desconhecimento da Física ou em contradição com ela. Por isso mesmo: Viva a física! E viva ainda mais aquilo que nos força até ela: a nossa honestidade.”
Nietzsche
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Páginas: 266 a 267
“Música é um rumor vazio que só pelas lembranças de infância, associações de imagens, sensações corporais, aos poucos é carregada de significado.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 182 | Em relação a música clássica, especialmente de Wagner e Beethoven que Nietzsche apreciava.
“Esse quebrar-se a si mesmo, esse zombar da própria natureza (…), ao qual as religiões deram tanta importância, é na verdade um altíssimo grau de vaidade. Toda a moral do Sermão da Montanha faz parte disso: o ser humano tem verdadeiro prazer em violentar-se com exigências exageradas, e depois endeusarem sua alma com esse algo tirânico e exigente. Em toda moral ascética o ser humano reza para uma parte de si mesmo como um Deus, e por isso necessariamente tem de demonizar a outra parte.”
Nietzsche
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Páginas: 177 a 178
“Quando uma cultura envelhece e o círculo de todos os sentimentos naturais foi percorrido incontáveis vezes, deve-se encontrar uma nova espécie de encantos na vida. Talvez o cristianismo fosse um novo encanto da vida. Ele oferecia ao convertido um drama espiritual de pecado e redenção.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Páginas: 176 a 177 | Os textos em itálico são trechos da obra de Nietzsche.
“Especialmente no cristianismo, existe a tendência de sentir-se pecador. De onde vem esse sentimento, o que há por trás dele? É espantoso que o ser humano se considere mais negro e pior do que realmente é.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 176 | O texto em itálico é um trecho da obra de Nietzsche.
“A paixão pelo pensamento faz Nietzsche organizar sua vida de modo a ter sempre o que pensar. Ele não quer apenas produzir frases que possam ser citadas, mas fazer da sua vida uma base de citações para seu pensar.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 166
“A total irresponsabilidade do ser humano por seu agir e sua essência é a gota mais amarga que o cognoscente tem de engolir.”
Nietzsche
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 160
“Assim em sequência tornamos o ser humano responsável por seus efeitos, depois por suas ações, depois por seus motivos, e finalmente pela sua essência. Finalmente descobrimos que também essa essência não pode ser responsável, na medida em que é uma consequência totalmente necessária e nasce dos elementos e influências de coisas passadas e presentes: portanto o ser humano não pode ser responsabilizado por nada, nem pela sua essência, nem por seus motivos, nem por suas ações nem por seus efeitos. Com isso entendemos que a história dos sentimentos morais é a história de um engano, o engano da responsabilidade.”
Nietzsche
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 160
“Para Michelangelo era certo que a ideia da figura que se esculpe já pré-existe na pedra; basta remover o supérfluo, e ela há de aparecer.”
Rüdiger Safranski
Livro: Nietzsche: biografia de uma tragédia (Geração Editorial, 2017) | Autor: Rüdiger Safranski | Página: 157