“Para não descartar inteiramente nosso livre-arbítrio, creio que se pode admitir que a sorte seja árbitra da metade dos nossos atos, mas que nos permite o controle sobre a outra metade, aproximadamente. Comparo a sorte a um rio impetuoso que, quando enfurecido, inunda a planície, derruba árvores e edifícios, remove terra de um lugar para depositá-la em outro. Todos fogem diante da sua fúria, tudo cede sem que se possa detê-la. Contudo, apesar de ter essa natureza, quando as águas correm quietamente é possível construir defesas contra elas, diques e barragens, de modo que, quando voltem a crescer, sejam desviadas por um canal, para que seu ímpeto seja menos selvagem e devastador.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Páginas: 145 e 146
🔖 Outra citação que expressa a mesma ideia:
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