“Deus não fará tudo, para não nos retirar o livre-arbítrio e a parte da glória que nos cabe.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 152
“(…) é prudente quem age de acordo com as circunstâncias, e da mesma forma e infeliz quem age opondo-se ao que o seu tempo exige.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Páginas: 146 e 147
“Para não descartar inteiramente nosso livre-arbítrio, creio que se pode admitir que a sorte seja árbitra da metade dos nossos atos, mas que nos permite o controle sobre a outra metade, aproximadamente. Comparo a sorte a um rio impetuoso que, quando enfurecido, inunda a planície, derruba árvores e edifícios, remove terra de um lugar para depositá-la em outro. Todos fogem diante da sua fúria, tudo cede sem que se possa detê-la. Contudo, apesar de ter essa natureza, quando as águas correm quietamente é possível construir defesas contra elas, diques e barragens, de modo que, quando voltem a crescer, sejam desviadas por um canal, para que seu ímpeto seja menos selvagem e devastador.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Páginas: 145 e 146
“Faz parte da natureza das coisas o fato de que jamais se tenta evitar uma dificuldade sem cair noutra; a prudência consiste em saber reconhecer a natureza dos inconvenientes, aceitando como bom o menos mau.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 134
“É também muito estimado o príncipe que age como verdadeiro amigo ou inimigo declarado; isto é, que se declara sem reserva em favor de uns e contra outros, política que é sempre mais útil do que a da neutralidade.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 132 | Príncipe: governante
“Os soberanos – especialmente os que são novos – encontram em geral maior utilidade naquelas pessoas que originalmente inspiravam suspeita do que naquelas que no começo lhes inspirava confiança.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 126
“(…) os fins justificam os meios.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 109
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 236
“Nada é mais necessário do que a aparência de religiosidade. De modo geral, os homens julgam mais com os olhos do que com o tato: todos podem ver, mas poucos são capazes de sentir.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Páginas: 108 e 109
“(…) os homens são tão pouco argutos, e se inclinam de tal modo às necessidades imediatas, que quem quiser enganá-los encontrará sempre quem se deixe enganar.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 107 | Arguto: capacidade de perceber rapidamente as coisa mais sutis.
“(…) deve o príncipe valer-se das qualidades da raposa e do leão, pois o leão não sabe se defender das armadilhas, e a raposa não consegue defender-se dos lobos. É preciso, portanto, ser raposa para reconhecer as armadilhas, e leão para afugentar os lobos.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 107 | Príncipe: governante
“Quem quiser praticar sempre a bondade em tudo o que faz está fadado a sofrer, entre tantos que não são bons.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 96
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 238
“O modo como vivemos é tão diferente daquele que deveríamos viver, que quem despreza o que se faz e se atém ao que deveria ser feito aprenderá a maneira de se arruinar, e não a defender-se.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 96
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 238
“As injúrias devem ser cometidas todas ao mesmo tempo, de modo que, sendo sentidas por menos tempo, ofendam menos. Os benefícios, por sua vez, devem ser concedidos gradualmente, de forma que sejam mais bem apreciados.”
Maquiavel
Livro: O Príncipe (Ed. Martin Claret, 2006 – Escrito em 1513) | Autor: Nicolau Maquiavel | Página: 69
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 239