“Luís Vaía foi tão bravo que se ficou chamando o Onça. Daí o ditado ‘desde os tempos do Onça’.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 77 | Luis Vaía: portguês, governador da Capitania do Rio de Janeiro de 1725 a 1732

“O Imperador Valeriano, apertado por dinheiro, ordenou a confiscação dos objetos preciosos pertencentes à Igreja. Em consequência, o Prefeito Cornélio Seculares mandou intimar São Lourenço, arquidiácono da Igreja romana, a lhos entregar. O santo, porém, prevenido, os havia distribuído aos pobres, dizendo serem os verdadeiros donos. Preso, foi queimado numa grelha a 10 de agosto de 258, (…).”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 42

“Na Roma antiga, quando um general vitorioso desfilava pelas ruas, contava a lenda que às vezes um servo ia a seu lado, repetindo-lhe as palavras memento mori, ‘lembras que vais morrer’. Esse lembrete da mortalidade ajudava o herói a manter a perspectiva das coisas e instilava alguma humildade nele.”

Walter Isaacson  

Livro: Steve Jobs: a biografia (Companhia das Letras, 2011) | Autor: Walter Isaacson | Página: 478

“Um grande pintor, tendo feito em algumas sessões o retrato de um freguês, teve que ouvir deste a objeção que o preço exigido era muito alto por algumas horas de trabalho. ‘Algumas horas’, respondeu o artista, ‘mas toda a minha vida’.”

Gusdorf, filósofo francês 

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 318

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Eu valho muito pouco, sou sincero, dizia o Um ao Zero, no entanto, quanto vales tu? Na prática és tão vazio e inconcludente quanto na matemática. Ao passo que eu, se me coloco a frente de cinco zeros bem iguais a ti, sabes acaso quanto fico? Cem mil, meu caro, nem um tico a menos nem um tico a mais. Questão de números. Aliás é aquilo que sucede com todo ditador que cresce em importância e em valor quanto mais são os zeros a segui-lo.”

Trissula

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 298

“Há muitos anos, um grande guerreiro se viu na situação de ter de fazer uma escolha que garantisse sua vitória no campo de batalha. Estava prestes a lançar seu exército contra um inimigo poderoso, cujo número de homens superava os seus. Ele posicionou os soldados nos barcos, navegou até o país inimigo, descarregou tropa e equipamentos e então deu a ordem para queimar os barcos que os trouxeram. Ele disse a seus homens antes da batalha: ‘Estão vendo os nossos barcos virando fumaça? Isso significa que nós não vamos deixar essa praia vivos a não ser que vençamos! Nós não temos escolha: ou ganhamos ou morremos!’ Ganharam.”

Napoleon Hill  

Livro: Pense e enriqueça (BestSeller, 2023 – Primeira edição 1937) | Autor: Napoleon Hill | Página: 45

“Uma mulher aflita se dirigiu ao santo e sábio hindu Ramakrishna, dizendo: ‘Ó, Mestre, não sei se amo a Deus’. E ele perguntou: ‘Não há nada, então, que você ame?’ Ela aí respondeu: ‘Meu pequeno sobrinho’. E ele lhe disse: ‘Eis aí seu amor e dedicação à Deus, no seu amor e dedicação à essa criança.”

História coletada por Joseph Campbell

Livro: O poder do mito (Palas Athena, 1990) | Autor: Joseph Campbell com Bill Moyers | Página: XI

“Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica no poço onde todos os seus habitantes bebiam. Quem tomasse aquela água, ficaria louco.

Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram, menos o rei – que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguia entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde pública: mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeitá-las de jeito nenhum.

Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram até o castelo e exigiram que renunciasse.

Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: ‘vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles.’

E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando tanta sabedoria, por que não deixá-lo governando o país? O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente de seus vizinhos. E o rei pode governar até o final de seus dias.”

Paulo Coelho 

Livro: Veronika decide morrer (Objetiva, 1998) | Autor: Paulo Coelho | Página: 41 a 42

“O guerreiro da luz  – sem querer – dá um passo em falso e mergulha no abismo. Como procurou o  Bom Combate, não pensava que isto fosse acontecer com ele; mas aconteceu. Envolto pela escuridão, ele se comunica com seu mestre. ‘Mestre, caí no abismo’, diz. ‘As águas são fundas e escuras’. ‘Lembra-te de uma coisa’, responde o mestre. ‘O que afoga alguém não é o mergulho, mas o fato de permanecer debaixo d´água.’”

Paulo Coelho em “Manual do Guerreiro da Luz”    

Livro: Manual do Guerreiro da Luz (Objetiva, 1997) | Autor: Paulo Coelho| Página: 84

Livro: Palavras essenciais (Vergara & Riba Editoras S.A., 1998) | Autor: Paulo Coelho | Página: 101

“A lenda de Narciso, um belo rapaz que todos os dias ia contemplar sua própria beleza num lago. Era tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.”

Lenda de Narciso

Livro: O alquimista (Editora Rocco, 1989 – Primeira publicação em 1988) | Autor: Paulo Coelho | Página: 17

“Uma noite, um velho índio cherokee contou ao seu neto sobre uma luta que estava acontecendo dentro dele. Ele disse: ‘Meu filho, esta luta é entre dois lobos. Um é mau: raiva, inveja, ganância, medo, arrogância, desespero, autopiedade, mentira, sentimento de inferioridade, culpa, orgulho e ego. O outro é bom: alegria, coragem, paz, autodeterminação, serenidade, humidade, bondade, empatia, verdade, compaixão e fé’. O neto, ouvindo tudo atentamente, então perguntou ao avô: ‘Qual dos lobos vence?’. O velho cherokee respondeu simplesmente: ‘Aquele que eu alimento.’”

M. Conte Jr.  

Livro: Mais esperto que o Diabo (CDG, 2022 – Escrito originalmente em 1938) | Autor: Napoleon Hill | Página: 195

Surgira uma séria disputa entre o cavalo e o javali; então, o cavalo foi a um caçador e pediu ajuda para se vingar. O caçador concordou, mas disse: ‘Se deseja derrotar o javali, você deve permitir que eu ponha esta peça de ferro entre suas mandíbulas, para que possa guiá-lo com estas rédeas, e que coloque esta sela nas suas costas, para que possa me manter firme enquanto seguimos o inimigo’. O cavalo aceitou as condições e o caçador logo o selou e bridou. Assim, com a ajuda do caçador, o cavalo logo venceu o javali, e então disse: ‘Agora, desça e retire essas coisas da minha boca e das minhas costas.’ ‘Não tão rápido, amigo’, disse o caçador. ‘Eu o tenho sob minhas rédeas e esporas, e por enquanto prefiro mantê-lo assim.”

“O javali, o cavalo e o caçador”, Fábulas de Esopo   

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 23

“Existe uma história maravilhosa sobre um grupo de executivos da indústria automobilística americana que foi ao Japão para ver uma linha de montagem japonesa. No fim da linha, as portas eram fixadas em suas dobradiças, como se faz também nos Estados Unidos. Mas faltava algo. Nos Estados Unidos, um operário pegava um martelo de borracha e batia nas beiradas da porta para garantir que encaixava perfeitamente. No Japão essa tarefa não existia. Confusos, os executivos americanos perguntaram em que momento eles garantiriam que a porta encaixava perfeitamente. O guia japonês olhou para eles e sorriu encabulado: ‘Nós nos asseguramos de que encaixa quando o projetamos.’” 

Simon Sinek  

Livro: Comece pelo porquê (Sextante, 2018 – 1ª edição 2009) | Autor: Simon Sinek | Página: 24

🔖 Leia outra uma frase que expressa a mesma ideia:

“Há uma morte feliz. É aquela que acontece no tempo certo. O rei, transbordante de felicidade pelo nascimento do seu primeiro neto, convidara todos os poetas, gurus e magos do reino a ir ao palácio a fim de escreverem num livro de ouro seus bons desejos para a criança. Um sábio de muito longe, desconhecido, escreveu: ‘Morre o avô, morre o pai, morre o filho…’. O rei, enfurecido, mandou prendê-lo no calabouço. A caminho do calabouço, passou o rei, que o amaldiçoou pelas palavras escritas. O sábio respondeu: ‘Majestade, qual é a maior tristeza de um avô? Não é, porventura, ver morrer seu filho e neto? Qual é a maior tristeza de um pai? Não é, porventura, ver morrer o filho? (…) Felicidade é morrer na ordem certa.”

Rubem Alves

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 28 – Crônica: “Um único momento”

Esta história é repetida no mesmo livro, na página 154 – Crônica: “Tenho medo”

“Um velho está à morte e chama a família para perto de si. Ele dá um pauzinho curto e resistente a cada um dos seus muitos rebentos, esposas e parentes. ‘Quebrem o pauzinho’, determina ele. Com algum esforço, todos conseguem quebrar seus pauzinhos ao meio.

‘É isso que acontece quando uma pessoa está só e sem ninguém. Ela pode ser quebrada com facilidade.’

Em seguida, o velho dá a cada parente mais um pauzinho.

‘É assim que eu gostaria que vocês vivessem depois que eu me for. Juntem seus pauzinhos em feixes de dois ou três. Agora, partam esses feixes ao meio.’

Ninguém consegue quebrar os pauzinhos quando eles estão em feixes de dois ou mais. O velho sorri. ‘Temos força quando nos juntamos a outra pessoa. Quando estamos juntos não podemos ser quebrados.’”

História contada por um velho africano, segundo ele, um costume dos antigos reis africanos.

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Páginas: 141 a 142

“Talvez você já conheça a história dos três operários da construção civil: perguntou-se a cada um deles o que estava fazendo – o primeiro disse que estava quebrando pedras; o segundo disse que estava fazendo o que o chefe mandou; o terceiro disse que estava construindo uma catedral!”

Margaret Mark e Carol S. Pearson    

Livro: O herói e o fora-da-lei – Como construir marcas extraordinárias usando o poder dos arquétipos (Ed. Cultrix, 2021 – 1ª Edição 2003) | Autoras: Margaret Mark e Carol S. Pearson | Página: 345

🔖 Leia a mesma história contada de uma outra maneira por outro livro:

“Contam que, em uma carpintaria, certa vez, aconteceu uma assembleia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar as diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho – sem contar que passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento, entrou o carpinteiro juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira se converteu em um bonito móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: ‘Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com os nossos talentos.’ A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas, e o metro era preciso e exato. Perceberam-se então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.”

Parábola “Ferramentas da Marcenaria”

Livro: A estreia do líder – Os primeiros passos na trilha da liderança (Ed. Alta Books, 2017) | Autor: Paulo Vieira de Campos | Páginas: 94 a 95