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“Um velho está à morte e chama a família para perto de si. Ele dá um pauzinho curto e resistente a cada um dos seus muitos rebentos, esposas e parentes. ‘Quebrem o pauzinho’, determina ele. Com algum esforço, todos conseguem quebrar seus pauzinhos ao meio.

‘É isso que acontece quando uma pessoa está só e sem ninguém. Ela pode ser quebrada com facilidade.’

Em seguida, o velho dá a cada parente mais um pauzinho.

‘É assim que eu gostaria que vocês vivessem depois que eu me for. Juntem seus pauzinhos em feixes de dois ou três. Agora, partam esses feixes ao meio.’

Ninguém consegue quebrar os pauzinhos quando eles estão em feixes de dois ou mais. O velho sorri. ‘Temos força quando nos juntamos a outra pessoa. Quando estamos juntos não podemos ser quebrados.’”

História contada por um velho africano, segundo ele, um costume dos antigos reis africanos.

Livro: Mulheres que correm com os lobos (Editora Rocco, 2018 – publicado originalmente em 1992) | Autor: Clarissa Pinkola Estés | Páginas: 141 a 142

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