“O homem não nasceu para o trabalho. Quem trabalha não é livre.”
Byung-Chul Han
Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 119
“No regime neoliberal a exploração tem lugar não mais como alienação e autodesrealização, mas como liberdade e autorrealização. Aqui não entra o outro como explorador, que me obriga a trabalhar e me explora. Ao contrário, eu próprio exploro a mim mesmo de boa vontade na fé de que possa me realizar. E eu me realizo na direção da morte. Otimizo a mim mesmo para a morte. Nesse contexto não é possível haver nenhuma resistência, levante ou revolução.”
Byung-Chul Han
Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 116
“O excesso de trabalho e desempenho agudiza-se numa autoexploração. Essa é mais eficiente que uma exploração do outro, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. O explorador é ao mesmo tempo o explorado.”
Byung-Chul Han
Livro: Sociedade do cansaço (Ed. Vozes, 2017) | Autor: Byung-Chul Han | Página: 30
“(…) foi preso e metido em ferros.
Um homem de Leis e de Arte
Foi preso só por ter sonhos
acerca da Liberdade.”
Cecília Meireles – Romance I.XXVIII ou de um tal de Alvarenga
Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 258 | Alvarenga Peixoto foi um dos Inconfidentes, preso, julgado e condenado a exílio perpétuo em Angola.
“Pois o amor não é doce,
pois o bem não é suave,
pois o amanhã, como ontem,
é amarga, a Liberdade.”
Cecília Meireles – Romance XXVI ou da Semana Santa de 1789
Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 113
“Liberdade, ainda que tarde,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
E sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus – pois se atreveram a falar em Liberdade.”
Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência
Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais
“Liberdade – essa palavra
que o sonho alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!”
Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência
Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais
“A decisão de Sócrates de tomar veneno, em vez de renegar aquilo em que realmente acreditava, foi uma decisão corajosa, que fez o mundo avançar em cerca de mil anos e deu a pessoas que ainda nem tinham nascido as liberdades de pensamento e opinião.”
Napoleon Hill
Livro: Pense e enriqueça (BestSeller, 2023 – Primeira edição 1937) | Autor: Napoleon Hill | Página: 189
“Dessas folias, diga-se, como se poderiam condenar as do Rosário, se eram as únicas a dar ocasião de desafogo aos pobres africanos que, com suas danças características, com o seu congado, ao som dos tristes instrumentos, restos de sua pátria, aqui viviam, ao menos pela ilusão de um dia, as cerimônias e os usos de seus fetiches? Fingiam-se de livres, tinham seu rei, sua rainha e seus generais, dançavam e cantavam. Quem teria ânimo de separá-los desses regozijos?”
Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)
Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 73
“O amor supõe a liberdade, e não a exploração: o outro não é alguém de quem nos servimos. O amor maduro é livre e generoso, fundando-se na reciprocidade.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 356
“O ponto de partida não deve ser a liberdade individual, mas sim o interesse coletivo. É a partir dele que o comportamento individual se regula. Só assim será possível a efetiva liberdade de cada um, como processo final de uma ação calcada na cooperação, na reciprocidade e no desenvolvimento da noção de responsabilidade e compromisso. Nesse sentido, o outro não é o limite da nossa liberdade, mas a condição para atingi-la.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 322
“(…) a democracia liberal é uma democracia de direito, e não de fato, pois o que ocorre é a elitização do poder: apenas as pessoas que têm propriedade têm poder político. A decorrência é que os homens não são tão iguais assim e, portanto, a ‘liberdade de escolha’ não é tão ‘livre’ quanto se poderia imaginar. Na verdade, as condições de escolha já estão predeterminadas.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 322
“(…) liberdade é pessoal e intransferível, cabe a cada homem decidir sobre o que é melhor para si. Determinar o que é melhor para todos é violar a liberdade de cada um.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 320
“A liberdade não é um dom, não é uma dádiva, não é um ponto de partida: é uma árdua tarefa; não é algo que é dado, mas alguma coisa que o home deve conquistar.
A liberdade não é a ausência de obstáculos, mas o desenvolvimento da capacidade de dominá-los e superá-los.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 318
“(…) a liberdade só se torna verdadeira quando acarreta um poder, um domínio do homem sobre a natureza e sobre a sua própria natureza.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 318
“Por mais que eu procure em mim a razão que me determina, mais sinto que eu não tenho nenhuma outra senão apenas a minha vontade: sinto aí claramente minha liberdade, que consiste unicamente em tal escolha. É isto que me faz compreender que sou feito à imagem de Deus.”
Bousset no Tratado sobre o livre-arbítrio
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 317
“Do ponto de vista social, a liberdade e solidariedade são termos idênticos: a liberdade de cada um encontrar, na liberdade alheia, não um limite, mas sim um auxiliar: o homem mais livre é aquele que tem mais relação com seus semelhantes.”
Proudhon
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 268