“(…) foi preso e metido em ferros.

Um homem de Leis e de Arte

Foi preso só por ter sonhos

acerca da Liberdade.

Cecília Meireles – Romance I.XXVIII ou de um tal de Alvarenga

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 258 | Alvarenga Peixoto foi um dos Inconfidentes, preso, julgado e condenado a exílio perpétuo em Angola.

“Ai, terras negras d’África,

portos de desespero…

–  quem parte, já vai cativo;

– quem chega, vem por desterro.”

Cecília Meireles – Romance I.XVII ou da África do Setecentos

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 221

“Pobre daquele que sonha

fazer bem – grande ousadia –

quando não passa de Alferes

de cavalaria!”

Cecília Meireles – Romance XXXI ou de Mais Tropeiros

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 129 | Alferes: patente de oficial abaixo do Tenente, hoje chamado de segundo-tenente. O trecho se refere à Tiradentes.

“Quando a aranha estende a teia,

não se encontra asa que escape.”

Cecília Meireles – Romance XXVII ou da Denúncia de Jaquim Silvério

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 120 | Joaquim Silvério: delator da Inconfidência Mineira

“E ninguém percebe

como é necessário

que terra tão fértil,

tão bela e tão rica

por si se governe!”

Cecília Meireles – Romance XXVII ou do Animoso Alferes

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 115

“Pois o amor não é doce,

pois o bem não é suave,

pois o amanhã, como ontem,

é amarga, a Liberdade.”

Cecília Meireles – Romance XXVI ou da Semana Santa de 1789

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 113

“Liberdade, ainda que tarde,

ouve-se em redor da mesa.

E a bandeira já está viva,

E sobe, na noite imensa.

E os seus tristes inventores

já são réus – pois se atreveram a falar em Liberdade.”

Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais

“Liberdade – essa palavra

que o sonho alimenta:

que não há ninguém que explique,

e ninguém que não entenda!”

Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais

“O prazer é um intervalo na desgraça…”

Cecília Meireles – Romance XVIII ou dos Velhos do Tejuco

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 88 | Tejuco: nome original da cidade de Dimantina – MG

“Como as palavras se torcem. conforme o interesse e o tempo!”

Cecília Meireles – Romance XVI ou da Traição do Conde

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 85 | O poema se refere ao Conde de Assumar, que mandou incendiar as casas dos revoltosos da Revolta de Vila Rica, 69 anos antes da Inconfidência Mineira

“Deus do céu, como é possível penar tanto e não ter nada!”

Cecília Meireles – Romance VII ou do Negro nas Catas

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 61 | Catas: garimpo, escavação

“Nesse ponto descobrem-se as distâncias que separam o registro da invenção poética: o primeiro fixa determinadas verdades que servem à explicação dos fatos; a segunda, porém, anima essas verdades de uma força emocional que não apenas comunica fatos, mas obriga o leitor a participar intensamente deles, arrastado no seu mecanismo de símbolos, com as mais inesperadas repercussões.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 21

“Na mesma cova do tempo

cai o castigo e o perdão.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 18

“Não há poeta verdadeiro que não seja um místico.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 135