“Basta entrarmos numa catedral gótica, com seus vitrais e seu espaço interior gigantesco, para sentimos o objetivo principal desse estilo: dar a ideia solene e teatral do sobrenatural, da infinita superioridade de Deus sobre os homens. O belo e o feio, para o homem medieval, correspondem ao bem ou ao mal. O belo agrada a Deus e o feio demonstra a inferioridade do Mundo Terreno sobre o Mundo Celeste.”

Flávio D´Aquino sobre a arte gótica do século XI a XIII  

Livro: Biblioteca Educação é cultura – Artes Plásticas I (Bloch, 1980) | Autor: Flávio D´Aquino | Página: 21

“Aparentemente, damos um peso às cores. Na realidade, olhando para uma cor damos um valor-peso, mas esse peso é predominantemente psicológico.”

Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos    

Livro: Psicodinâmica das cores em comunicação (Ed. Edgard Blücher, 2006) | Autores: Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos | Página: 108

“A cor prata é uma cor que carrega os sentidos do luxo e solenidade, mas a cor principal ainda é ouro. A cor prata fica como uma cor adicional. A cor ouro simboliza o valor ideal e a cor prata, o valor material.”

Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos     

Livro: Psicodinâmica das cores em comunicação (Ed. Edgard Blücher, 2006) | Autores: Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos | Página: 106

“O céu é azul e por isso o azul é a cor do divino, a cor do eterno. A experiência continuada converteu a cor azul na cor de tudo que desejamos que permaneça, de tudo que deve durar eternamente.”

Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos     

Livro: Psicodinâmica das cores em comunicação (Ed. Edgard Blücher, 2006) | Autores: Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos | Página: 102

“Do latim cinicia (cinza) ou do germânico gris (gris, cinza); nós utilizamos o termo de origem latina. Simboliza a posição intermediária entre luz e sombra. Não interfere junto às cores em geral.”

Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos     

Livro: Psicodinâmica das cores em comunicação (Ed. Edgard Blücher, 2006) | Autores: Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos | Página: 98

“As cores quentes parecem nos dar uma sensação de proximidade, calor, densidade, opacidade, secura, além de serem estimulantes. Em contraposição, as cores frias parecem distantes, leves, transparentes, úmidas, aéreas, e são calmantes.”

Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos     

Livro: Psicodinâmica das cores em comunicação (Ed. Edgard Blücher, 2006) | Autores: Modesto Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos | Página: 86

“As listas de significados de cores raramente consideram contextos em que cada cor é aplicada, e com quais contrastes presentes. Faz-se aqui uma reiteração (…), enfatizando a relatividade da cor, a importância dos contrastes e o fato de que a cor sempre interage com seu redor.”

Paula Csillag

Livro: Comunicação com cores – Uma abordagem científica pela percepção visual (Senai – SP Ed., 2015) | Autora: Paula Csillag | Página: 131

“(…) as listas de significados de cores geralmente são restritas, pois se referem a categorias amplas. Por exemplo, vejamos uma lista de significados para a cor genérica ‘azul’. Ocorre que o matiz azul pode variar de um azul-turquesa extremamente refrescante até um azul da Prússia, profundo e misterioso.”

Paula Csillag

Livro: Comunicação com cores – Uma abordagem científica pela percepção visual (Senai – SP Ed., 2015) | Autora: Paula Csillag | Página: 130

“As publicações sobre cor são inumeráveis, mas muitas vezes decepcionantes. Nomeadamente publicações recentes, que pretendem estudar a psicologia ou a simbologia das cores. Trata-se de uma literatura frequentemente esotérica, que faz malabarismos com o tempo e espaço, que procura arquétipos ou uma “verdade” transcultural da cor e, portanto, sem qualquer interesse, nem para o investigador, nem para o público.”

Michel Pastoureau

Livro: Comunicação com cores – Uma abordagem científica pela percepção visual (Senai – SP Ed., 2015) | Autora: Paula Csillag | Página: 130

“De fato, listinhas prontas ou “dicionários” de cores seriam muito práticos, mas veremos que há que se tomar muito cuidado com elas. Trata-se de uma tentativa universalista de categorização de significados das cores, que nem sempre são corretos.” 

Paula Csillag

Livro: Comunicação com cores – Uma abordagem científica pela percepção visual (Senai – SP Ed., 2015) | Autora: Paula Csillag | Página: 129