“(…) um estadista de nome demos: quando se viu do lado vencedor em uma luta cívica em Quios, aconselhou seus associados do partido a não banir todos os seus oponentes, mas deixar alguns para trás, ‘para que’, disse ele, ‘não comecemos a brigar com nossos amigos, por nos livrarmos completamente de nossos inimigos.’”

Plutarco

Livro: Como tirar proveito dos seus inimigos (Vozes, 2023 – Escrito no século I) | Autor: Plutarco | Página: 52

“Não deve haver falta de elogio ou devida honra no caso de um inimigo que ganhou merecidamente uma reputação justa; pois tal atitude ganha maior elogio para aqueles que a concedem, (…).”

Plutarco

Livro: Como tirar proveito dos seus inimigos (Vozes, 2023 – Escrito no século I) | Autor: Plutarco | Página: 46

“(…) uma patologia do espaço público que resulta numa patologia da política: o esvaziamento e a decadência da arte do diálogo e da negociação, e a substituição do engajamento e mútuo comprometimento pelas técnicas do desvio e da evasão.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 138 a 139

“É por cortesia de quem escolhe que a autoridade se torna uma autoridade.”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 83

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Parando para pensar, ‘numerosas autoridades’ é uma contradição em termos. Quando as autoridades são muitas, tendem a cancelar-se mutuamente, (…).”

Zygmuny Bauman

Livro: Modernidade Líquida (Zahar, 2021 – 1ª Edição 2000) | Autor: Zygmuny Bauman | Página: 83

“O povo sempre foi bom em todos os tempos e lugares; os encarregados de dirigi-lo são quase sempre quem o levam a desvariar.”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 274

“Pobre povo! Sempre alegre, folgazão, descuidado, impressionável, na embriaguez de um momento de alívio julgava-se feliz e livre do despotismo; (…). O presente o inebriava, e não deixava enxergar através dos atos (…).”

Joaquim Felício dos Santos

Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 195

“Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

George Orwell

Livro: 1984 (Companhia Editora Nacional, 2004 – Data da primeira publicação: 1949) | Autor: George Orwell | Página: 36

“Se isso for traição, então vamos aproveitá-la ao máximo.”

Patrick Henry (um dos pais fundadores dos Estados Unidos), sobre uma possível acusação de traição contra o governo de Sua Majestade  

Livro: Pense e enriqueça (BestSeller, 2023 – Primeira edição 1937) | Autor: Napoleon Hill | Página: 196

“(…) a democracia liberal é uma democracia de direito, e não de fato, pois o que ocorre é a elitização do poder: apenas as pessoas que têm propriedade têm poder político. A decorrência é que os homens não são tão iguais assim e, portanto, a ‘liberdade de escolha’ não é tão ‘livre’ quanto se poderia imaginar. Na verdade, as condições de escolha já estão predeterminadas.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 322

“Eu valho muito pouco, sou sincero, dizia o Um ao Zero, no entanto, quanto vales tu? Na prática és tão vazio e inconcludente quanto na matemática. Ao passo que eu, se me coloco a frente de cinco zeros bem iguais a ti, sabes acaso quanto fico? Cem mil, meu caro, nem um tico a menos nem um tico a mais. Questão de números. Aliás é aquilo que sucede com todo ditador que cresce em importância e em valor quanto mais são os zeros a segui-lo.”

Trissula

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 298

“Eu aceito com entusiasmo o lema que afirma ‘O melhor governo é aquele que menos governa’; e gostaria de vê-lo posto em prática de forma sistemática. Uma vez em prática, ele acabaria resultando em algo que também acredito – ‘O melhor governo é aquele que não governa’; e quando os homens estiverem preparados, será exatamente este o tipo de governo que irão ter.”

Henry Thoreau  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 286

“Segundo Gramsci, uma classe exerce a dominação não apenas pelo poder coercitivo, mas também pela persuasão, na medida em que os intelectuais elaboram um sistema convincente de ideias pelas quais se conquista o consenso e a adesão até da classe dominada. É assim também que se impede a tomada de consciência da classe dominada; esta, não tendo sua própria visão de mundo, permanece desorganizada e passiva, e as eventuais rebeliões se tornam ineficazes. Portanto, é importante o papel dos intelectuais, que asseguram a hegemonia da classe dirigente.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 280 a 281

“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acredita-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém!”

Rousseau

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 260