“Pela aceitação de crença compreendemos a nós mesmos? Ao contrário. Uma crença, religiosa ou política, impede-nos, obviamente, a compreensão de nós mesmos. É como uma cortina, através da qual nos olhamos, a nós mesmos.”

J. Krishnamurti 

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51

“Se refletirdes, vereis que o temor é uma das razões do desejo de aceitar uma crença. Se nenhuma crença tivéssemos, que nos aconteceria? Não ficaríamos aterrorizados com o que poderia acontecer? Se não tivéssemos nenhum padrão de ação, baseado em crença – crença em Deus, ou no comunismo, ou no socialismo, no imperialismo, ou em alguma espécie de fórmula religiosa, algum dogma pelo qual somos condicionados – sentir-nos-íamos perdidos, não?”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51

“Pode-se ver como as crenças políticas e religiosas, nacionais e de vários outros tipos, separam os homens, geram conflitos, confusão e antagonismo. É um fato óbvio. Entretanto, não temos vontade de abandoná-las.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Páginas: 50 a 51

“Para transformarmos o mundo, precisamos começar por nós mesmos; e o que é relevante no começar por nós mesmos, é a intenção. A intenção deve ser a de compreendermos a nós mesmos e não de esperarmos que outros se transforme ou realizem uma alteração superficial pela revolução da esquerda ou da direita. Importa compreendermos que esta obrigação é nossa, vossa e minha.

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 38

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Tal é o nosso problema. Vemos que a sociedade está ruindo e se desintegrado, e somos nós, – vós e eu – que temos de ser os arquitetos. Este problema é nosso. Cumpre-nos descobrir de novo os valores e construir sobre bases mais profundas e duradouras. Porque, se ficarmos contando com os arquitetos profissionais, os construtores políticos e religiosos, continuaremos exatamente na mesma situação de antes.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 36

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Quando cremos de um modo qualquer – religioso, econômico ou social – quando cremos em Deus, em ideias, num sistema social que separa o homem do homem, no nacionalismo, etc., estamos sem dúvida atribuindo um falso valor à crença, o que denota estupidez, uma vez que a crença divide os homens, não une os homens.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 35

“As seitas que vos oferecem um sistema para a solução do problema do sofrimento econômico, social ou religioso, são as piores; porque então o sistema se torna mais importante do que o homem – quer se trate de um sistema religioso ou um sistema da esquerda ou da direita. O sistema ganha importância, a filosofia e a ideia também; o homem não; e por causa da ideia, da ideologia, estamos prontos a sacrificar toda a Humanidade, como está, justamente, acontecendo no mundo. (…) O sistema se tornou importante. Por conseguinte, os homens, vós e eu, ficam sem importância e os que manejam o sistema, religioso ou social, da esquerda ou da direita, assumem a autoridade, o poder e, portanto, sacrificam o indivíduo.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 23

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Quando há confusão no mundo, psicologicamente e em todos os aspectos, nós nos fechamos em alguma espécie de segurança – um depósito no banco, uma ideologia ou, ainda, recorremos à oração, entramos no templo. Em verdade, esta atitude significa fugir ao que está acontecendo no mundo. Vemos formarem-se seitas e mais seitas, nascerem ‘ismos’ e mais ‘ismos’, no mundo inteiro. Porque, quanto mais confusão existe, tanto mais desejamos um guia, alguém que nos salve desta desordem; por isso apelamos para os livros religiosos ou para um dos instrutores mais em moda ou, então, agimos e reagimos de acordo com um sistema que promete resolver o problema, um sistema da esquerda ou da direita.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 22 a 23

“Para mim a humanidade ainda está no embrião por pensar que o governo é o responsável por todas desorganizaçôes do país. É necessário que todos cooperam no progresso do país.”  

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 425 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Não culpo os políticos da atualidade. Nós estamos recebendo negligência do passado.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 340 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“A pior tolice é a do governo que não dá liberdade ao seu povo. Um povo livre sente-se feliz e ama seus dirigentes. Os ditadores angariam inimigos.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 260 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“Certamente, o Conselho sabe o que é uma democracia. É a fila que se forma sem confusão. É o ‘não’ em não empurre. É o furo no saco de cereais que vaza lentamente; é um amassado na cartola. Democracia é a suspeita recorrente de que mais da metade das pessoas está certa mais que a metade do tempo. É a sensação de privacidade na cabine eleitoral, a sensação de comunhão nas bibliotecas, a sensação de vitalidade em toda parte. Democracia é a carta ao editor. Democracia é o placar na nona entrada. É uma ideia que ainda não foi desmentida, uma canção cuja letra não desandou. É a mostarda no cachorro-quente e o creme no café racionado. Democracia é um pedido do Conselho de Guerra no meio da manhã, no meio de uma guerra, querendo saber o que é democracia.”

E. B. White, escritor. Durante a Segunda Guerra Mundial foi convidado pelo Conselho de Guerra dos Escritores, criado pelo governo federal norte-americano, a escrever uma resposta rápida à questão “O que é a democracia?”

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Páginas: 217 a 218

“A democracia é um empreendimento compartilhado. Seu destino depende de todos nós.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 217

“O fato puro e simples é que o mundo jamais construiu uma democracia multiétnica na qual nenhum grupo étnico em particular tenha uma maioria, na qual igualdade política, igualdade social e econômica que empodere a todos tenham sido alcançadas.”

Danielle Allen  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 215

“Uma imprensa independente é um bastião das instituições democráticas; nenhuma democracia pode viver sem ela.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 189

“Todas as democracias bem-sucedidas confiam em regras informais que, embora não se encontrem na Constituição nem em quaisquer leis, são amplamente conhecidas e respeitadas.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 102

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Ao longo de todo a sua vida, Washington observou que ‘ganhou poder em função de sua prontidão a abrir mão dele’.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt sobre George Washington  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 127