“As seitas que vos oferecem um sistema para a solução do problema do sofrimento econômico, social ou religioso, são as piores; porque então o sistema se torna mais importante do que o homem – quer se trate de um sistema religioso ou um sistema da esquerda ou da direita. O sistema ganha importância, a filosofia e a ideia também; o homem não; e por causa da ideia, da ideologia, estamos prontos a sacrificar toda a Humanidade, como está, justamente, acontecendo no mundo. (…) O sistema se tornou importante. Por conseguinte, os homens, vós e eu, ficam sem importância e os que manejam o sistema, religioso ou social, da esquerda ou da direita, assumem a autoridade, o poder e, portanto, sacrificam o indivíduo.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 23

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Quando há confusão no mundo, psicologicamente e em todos os aspectos, nós nos fechamos em alguma espécie de segurança – um depósito no banco, uma ideologia ou, ainda, recorremos à oração, entramos no templo. Em verdade, esta atitude significa fugir ao que está acontecendo no mundo. Vemos formarem-se seitas e mais seitas, nascerem ‘ismos’ e mais ‘ismos’, no mundo inteiro. Porque, quanto mais confusão existe, tanto mais desejamos um guia, alguém que nos salve desta desordem; por isso apelamos para os livros religiosos ou para um dos instrutores mais em moda ou, então, agimos e reagimos de acordo com um sistema que promete resolver o problema, um sistema da esquerda ou da direita.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 22 a 23

“Para mim a humanidade ainda está no embrião por pensar que o governo é o responsável por todas desorganizaçôes do país. É necessário que todos cooperam no progresso do país.”  

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 425 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Não culpo os políticos da atualidade. Nós estamos recebendo negligência do passado.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 340 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“A pior tolice é a do governo que não dá liberdade ao seu povo. Um povo livre sente-se feliz e ama seus dirigentes. Os ditadores angariam inimigos.”

Carolina Maria de Jesus 

Livro: Casa de alvenaria, volume 2: Santana (Companhia das letras, 2021 – Escrito em 1960 e publicado originalmente em 1961) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 260 | A fim de resguardar a integridade da voz e da escrita de Carolina, esta edição mantêm todos as grafias destoantes dos dicionários do início da década de 1960, quando o livro foi escrito.

“Certamente, o Conselho sabe o que é uma democracia. É a fila que se forma sem confusão. É o ‘não’ em não empurre. É o furo no saco de cereais que vaza lentamente; é um amassado na cartola. Democracia é a suspeita recorrente de que mais da metade das pessoas está certa mais que a metade do tempo. É a sensação de privacidade na cabine eleitoral, a sensação de comunhão nas bibliotecas, a sensação de vitalidade em toda parte. Democracia é a carta ao editor. Democracia é o placar na nona entrada. É uma ideia que ainda não foi desmentida, uma canção cuja letra não desandou. É a mostarda no cachorro-quente e o creme no café racionado. Democracia é um pedido do Conselho de Guerra no meio da manhã, no meio de uma guerra, querendo saber o que é democracia.”

E. B. White, escritor. Durante a Segunda Guerra Mundial foi convidado pelo Conselho de Guerra dos Escritores, criado pelo governo federal norte-americano, a escrever uma resposta rápida à questão “O que é a democracia?”

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Páginas: 217 a 218

“A democracia é um empreendimento compartilhado. Seu destino depende de todos nós.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 217

“O fato puro e simples é que o mundo jamais construiu uma democracia multiétnica na qual nenhum grupo étnico em particular tenha uma maioria, na qual igualdade política, igualdade social e econômica que empodere a todos tenham sido alcançadas.”

Danielle Allen  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 215

“Uma imprensa independente é um bastião das instituições democráticas; nenhuma democracia pode viver sem ela.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 189

“Todas as democracias bem-sucedidas confiam em regras informais que, embora não se encontrem na Constituição nem em quaisquer leis, são amplamente conhecidas e respeitadas.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 102

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Ao longo de todo a sua vida, Washington observou que ‘ganhou poder em função de sua prontidão a abrir mão dele’.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt sobre George Washington  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 127

“A polarização pode destruir as normas democráticas. Quando diferenças socioeconômicas, raciais e religiosas dão lugar a sectarismo extremo, situação em que as sociedades se dividem em campos políticos cujas visões de mundo não são apenas diferentes, mas mutuamente excludentes, torna-se difícil sustentar a tolerância.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 115

“Para demagogos cercados por restrições constitucionais, uma crise representa uma oportunidade para começar a desmantelar o inconveniente e às vezes ameaçador sistema de freios e contrapesos que vem com a política democrática.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 98

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

“Aspirantes a autocratas costumam usar crises econômicas, desastres naturais e, sobretudo, ameaças à segurança – guerras, insurreições armadas ou ataques terroristas – para justificar medidas antidemocráticas. Em 1969, depois de ganhar a reeleição para seu segundo e último mandato, o presidente Ferdinand Marcos, das Filipinas, começou a estudar como poderia usar uma emergência para estender seu governo.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 94 a 95

🔖 Leia outras frases que falam sobre o potencial das crises:

“Uma das grandes ironias de como as democracias morrem é que a própria defesa da democracia é muitas vezes usada como pretexto para a sua subversão.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 94

“(…) a democracia é um trabalho árduo. Enquanto negócios familiares e esquadrões de exércitos podem ser governados por ordens, democracias exigem negociações, compromissos e concessões. Reveses são inevitáveis, vitórias são sempre parciais. Iniciativas presidenciais podem morrer no Congresso ou ser bloqueadas por tribunais. Todos os políticos se veem frustrados por essas restrições, mas os democráticos sabem que têm que aceitá-las.”

Steven Levitsku e Daniel Ziblatt  

Livro: Como as democracias morrem (Zahar, 2018) | Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt | Página: 80

“A democracia está perdendo seus adeptos. No nosso país tudo está enfraquecendo. O dinheiro está fraco. A democracia é fraca e os políticos fraquíssimos. E tudo que está fraco, morre um dia.”

Carolina Maria de Jesus  

Livro: Quarto de despejo: diário de uma favelada (Editora Ática, 2014 / 10ª edição 2021 – Publicado originalmente em 1960) | Autora: Carolina Maria de Jesus | Página: 39 | A edição respeita fielmente a linguagem da autora, que muitas vezes contraria a gramática, incluindo a grafia e a acentuação das palavras, mas que por isso mesmo traduz com realismo a forma de o povo enxergar e expressar seu mundo.