“Quando há confusão no mundo, psicologicamente e em todos os aspectos, nós nos fechamos em alguma espécie de segurança – um depósito no banco, uma ideologia ou, ainda, recorremos à oração, entramos no templo. Em verdade, esta atitude significa fugir ao que está acontecendo no mundo. Vemos formarem-se seitas e mais seitas, nascerem ‘ismos’ e mais ‘ismos’, no mundo inteiro. Porque, quanto mais confusão existe, tanto mais desejamos um guia, alguém que nos salve desta desordem; por isso apelamos para os livros religiosos ou para um dos instrutores mais em moda ou, então, agimos e reagimos de acordo com um sistema que promete resolver o problema, um sistema da esquerda ou da direita.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 22 a 23
