“O interesse comum não é o interesse de todos, no sentido de uma confluência dos interesses particulares mas o interesse de todos e de cada um enquanto componentes do corpo coletivo e exclusivamente nesta qualidade. Daí o perigo de predominar o interesse da maioria, pois é sempre possível conseguir-se a concordância dos interesses privados de um grande número, nem por isso assim se estará atendendo ao interesse comum.”

Gomes Machado na nota de rodapé do livro sobre Rousseau, coleção Os Pensadores   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 258

“(…) formas de governo: a timocracia, quando o custo da virtude é substituído pela norma guerreira; a oligarquia, quando prevalece o gosto pelas riquezas, e o censo é a medida da capacidade para o exercício do poder; a democracia, quando o poder pertence ao povo, que, sendo incapaz de conhecer a ciência política, facilita, através da demagogia, o aparecimento da tirania; esta é a pior forma de governo, exercido por um só homem através da força.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 223

“A democracia supõe o exercício da cidadania, pela qual os homens abandonam os maus hábitos da passividade e do individualismo para se tornarem mais participantes e conscientes da ‘coisa pública’.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 205

“Pois a arte, sendo ‘apolítica’, não quer dizer outra coisa senão estar aliada ao grupo dominante.”

Brecht, Teatro dialético, p. 207  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 86

🔖 Leia outras frases que expressam a mesma ideia:

“De um ponto de vista amplo, o conflito tem muitas funções positivas. Previne a estagnação decorrente da constante concordância, estimula o interesse e a curiosidade pelo desafio da oposição, descobre problemas e demanda sua resolução. Funciona, verdadeiramente, como a base de mudanças pessoais, grupais e sociais.”

Damáris Vieira Novo, Edna de Assunção Melo Chernicharo e Mary Suely Souza Barradas

Livro: Liderança de equipes (FGV, 2008) | Autoras: Damáris Vieira Novo, Edna de Assunção Melo Chernicharo e Mary Suely Souza Barradas | Página: 136

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

“Daltônicos de todo mundo, uni-vos! Somos uma minoria incompreendida, que precisa se organizar agora que todas as minorias já acharam o sentido político de suas vidas nesta década.”

Affonso Romano de Sant´Anna – 09/06/1985

Livro: Porta de colégio e outras crônicas (Editora Ática, 1997) | Autor: Affonso Romano de Sant´Anna | Página: 74

“… uma sociedade que não está submetida a nenhuma autoridade vertical e em que as associações voluntárias interligadas substituem o Estado na tarefa de articular as partes da totalidade social. Sociedade basicamente fundada na solidariedade, na qual esta é obtida por acordo entre os diversos grupos sociais, territoriais e profissionais livremente estabelecidos no âmbito da produção e do consumo social.”

Definição de Anarquismo – Tragtenberg, 1987 

Livro: Teoria crítica nas organizações (Thomson Learning, 2008) | Autora: Ana Paula Paes de Paula | Página: 93

“Na realidade, quando o anarquismo propõe uma sociedade sem Estado e sem governo, está sugerindo uma sociedade sem autoridade e burocracia, o que não implica uma sociedade sem organização, mas uma sociedade organizada de maneira autônoma a partir das suas bases e fundamentada na educação integral dos indivíduos.”

Ana Paula Paes de Paula   

Livro: Teoria crítica nas organizações (Thomson Learning, 2008) | Autora: Ana Paula Paes de Paula | Página: 91

“Pela aceitação de crença compreendemos a nós mesmos? Ao contrário. Uma crença, religiosa ou política, impede-nos, obviamente, a compreensão de nós mesmos. É como uma cortina, através da qual nos olhamos, a nós mesmos.”

J. Krishnamurti 

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51

“Se refletirdes, vereis que o temor é uma das razões do desejo de aceitar uma crença. Se nenhuma crença tivéssemos, que nos aconteceria? Não ficaríamos aterrorizados com o que poderia acontecer? Se não tivéssemos nenhum padrão de ação, baseado em crença – crença em Deus, ou no comunismo, ou no socialismo, no imperialismo, ou em alguma espécie de fórmula religiosa, algum dogma pelo qual somos condicionados – sentir-nos-íamos perdidos, não?”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51

“Pode-se ver como as crenças políticas e religiosas, nacionais e de vários outros tipos, separam os homens, geram conflitos, confusão e antagonismo. É um fato óbvio. Entretanto, não temos vontade de abandoná-las.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Páginas: 50 a 51

“Para transformarmos o mundo, precisamos começar por nós mesmos; e o que é relevante no começar por nós mesmos, é a intenção. A intenção deve ser a de compreendermos a nós mesmos e não de esperarmos que outros se transformem ou realizem uma alteração superficial pela revolução da esquerda ou da direita. Importa compreendermos que esta obrigação é nossa, vossa e minha.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 38

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Tal é o nosso problema. Vemos que a sociedade está ruindo e se desintegrado, e somos nós, – vós e eu – que temos de ser os arquitetos. Este problema é nosso. Cumpre-nos descobrir de novo os valores e construir sobre bases mais profundas e duradouras. Porque, se ficarmos contando com os arquitetos profissionais, os construtores políticos e religiosos, continuaremos exatamente na mesma situação de antes.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 36

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Quando cremos de um modo qualquer – religioso, econômico ou social – quando cremos em Deus, em ideias, num sistema social que separa o homem do homem, no nacionalismo, etc., estamos sem dúvida atribuindo um falso valor à crença, o que denota estupidez, uma vez que a crença divide os homens, não une os homens.”

J. Krishnamurti  

Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 35