O processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho do artista. Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado ‘exploratório’, isto é, dedicam-se a ‘explorar’ as possibilidades, ‘o que poderia ser’, em vez de se deter no que realmente é. Para isso, necessitam da imaginação.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 376

“(…) a verdade da arte não está em criar cópias ilusórias da realidade.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 373

“Ao assumir a finitude da vida, podemos reavaliar nosso comportamento, nossas escolhas, e proceder a uma diferente hierarquização de valores.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 371

“Estudos a respeito dos primórdios da nossa civilização relacionam o aparecimento das primeiras angústias metafísicas do homem ao registro dos primeiros sinais ao culto aos mortos. Na medida em que o homem se percebe finito, aguarda com ansiedade o que poderá ocorrer após a morte. A crença na imortalidade, na vida depois da morte, simboliza bem a recusa da própria destruição e o anseio de eternidade.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 368

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

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“A maneira pela qual um povo enfrenta a morte ou o significado que lhe dá refletem de certa forma o sentido que ele confere à vida. Os polos antagônicos vida e morte não são excludentes, mas são formas dialéticas inseparáveis.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 368

🔖 Leia outras frases que expressam a mesma ideia:

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“A morte é o destino inexorável de todos os seres vivos. No entanto, só o homem tem consciência da própria morte.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 368

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

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“Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia.”

Camus

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 368

“Inúmeros estudos têm mostrado como, na geografia das cidades (anteriores às megalópoles contemporâneas), o bordel é tão indispensável quanto a igreja, o cemitério, a cadeia e a escola, integrando-se à paisagem, ainda que significativamente localizado na fronteira da cidade, quase seu exterior. Nas grandes cidades contemporâneas, a localização torna-se central, mas sob a forma de guetos e, portanto, de espaço segregado, significativamente designado em São Paulo como ‘boca do lixo’. (…) Em suma, a sociedade elabora procedimentos de segregação visível e de integração invisível, fazendo da prostituta peça fundamental da lógica social.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 363 a 364

“Um comportamento que dicotomiza a figura feminina: ou é santa ou é prostituta. De qualquer forma, é interessante como a recusa de sexualizar a mulher se contrapõe, a todo instante, à tendência a sexualizá-la de forma perversa. Veja, por exemplo, o uso simples dos adjetivos honesto e sério. O que entendemos por ‘homem honesto’ ou ‘sério’ é muito diferente do que queremos dizer com ‘mulher honesta’ ou ‘séria’. Um homem indignado pode ter o seu comportamento analisado de diversas formas. Idêntico comportamento na mulher gera explicações referentes à suposta ‘precariedade’ da sua vida sexual. De um homem, no seu serviço, exige-se competência; de uma mulher, que também seja bonita e charmosa.

A própria mulher tem em si mesma esse tecido ambíguo da exposição e da negação da sexualidade. É ensinada desde cedo a ser vaidosa, insinuante. Mas deve ir até certo ponto, no limite da decência (?!).”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 363

“Na família burguês vão se tecendo os papeis destinados a cada elemento. O pai é o provedor da casa, aquele que garante a subsistência da família, e seu espaço é público (o trabalho e a política). A mulher, ‘protegida’ pelo homem, desempenha o papel biológico que lhe é destinado e fica confinada ao lar.

A consequência disso é a chamada dupla moral, isto é, a existência de uma moral para a mulher e outra para o homem.

Para que a mulher possa desempenhar seu papel de mãe, a educação da menina é orientada como se ela fosse um ser assexuado. Sua vida sexual deve começar apenas no casamento e, muitas vezes, sem os ‘prazeres da luxúria’. A virgindade é valorizada, o adultério punido (até pouco tempo, inclusive no código penal) e sempre se aceitou com naturalidade as justificativas de ‘matar para lavar a honra’.

Por outro lado, a educação do menino é bem diversa, orientada mesmo para uma vida sexual precoce.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 363

“A paixão, apesar da promessa de felicidade que a acompanha, introduz a perturbação e a desordem.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 361

Leia outras frases que expressam a mesma ideia:

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“A sexualidade humana não é simples expressão biológica: embora a atividade sexual seja comum aos animais e aos homens, apenas estes a transformam em atividade erótica. Pois só no homem ela é busca psicológica, independente do fim natural pela reprodução, e se traduz em infinita riqueza de formas que o espírito empresta à sexualidade. A ação erótica é a ocasião da expressão da alegria e da invenção.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 360

“Dizem-se: esse gênero de amor não é viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que o que é viável é um Bem? Por que durar é melhor que inflamar?”

Roland Barthes em “Fragmentos de um discurso amoroso” 

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 358

“Uma característica dos indivíduos maduros é saber integrar a possibilidade da morte no cotidiano da sua vida. E, quando falamos em morte, nos referimos não só ao sentido literal mas às diversas ‘mortes’ ou perda que permeiam nossas vidas.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 356