“(…) evidentemente é absurdo considerar o não-ser como um mal; com efeito, todo mal, como todo bem, tem por pressuposto a existência, e mesmo a consciência; mas essa consciência cessa com a vida, como também no sono e no desmaio; sabemos, portanto, com certeza e por uma experiência familiar, que a desaparição da consciência não comporta nenhum mal, e em todo caso a produção desse fenômeno é coisa de um instante.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 28 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“Há uma luta entre os dois princípios – conhecimento e vontade -, e nosso juízo aplaude a vitória do conhecimento sobre a vontade.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 27 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

“O animal vive sem ter conhecimento da morte: por isso (…) desfruta imediatamente de toda a imutabilidade da espécie, visto que só tem consciência de si como infinito. Entre os homens surgiu, com a razão, por uma conexão necessária, a certeza terrível da morte. Mas, como sempre na natureza a todo mal é dado um remédio, ou pelo menos uma compensação, então essa mesma reflexão, que nasce da ideia da morte, também nos leva a concepções metafísicas consoladoras, (…). É, em especial, em torno desse fim que se dirigem todos os sistemas religiosos e filosóficos, que são, portanto, como que o antídoto que a razão, por força de suas reflexões, fornece contra a certeza da morte.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 23 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

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“A morte é propriamente o gênio inspirador, ou a musa da filosofia, e por isso Sócrates a definiu como ‘preparação para a morte’.”

Arthur Schopenhauer   

Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 23 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si