“O animal vive sem ter conhecimento da morte: por isso (…) desfruta imediatamente de toda a imutabilidade da espécie, visto que só tem consciência de si como infinito. Entre os homens surgiu, com a razão, por uma conexão necessária, a certeza terrível da morte. Mas, como sempre na natureza a todo mal é dado um remédio, ou pelo menos uma compensação, então essa mesma reflexão, que nasce da ideia da morte, também nos leva a concepções metafísicas consoladoras, (…). É, em especial, em torno desse fim que se dirigem todos os sistemas religiosos e filosóficos, que são, portanto, como que o antídoto que a razão, por força de suas reflexões, fornece contra a certeza da morte.”
Arthur Schopenhauer
Livro: Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. (Ed. Martin Claret, 2004 – Escrito em 1851) | Autor: Arthur Schopenhauer | Página: 23 – Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si
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“A morte é o destino inexorável de todos os seres vivos. No entanto, só o homem tem consciência da própria morte.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
“Estudos a respeito dos primórdios da nossa civilização relacionam o aparecimento das primeiras angústias metafísicas do homem ao registro dos primeiros sinais ao culto aos mortos. Na medida em que o homem se percebe finito, aguarda com ansiedade o que poderá ocorrer após a morte. A crença na imortalidade, na vida depois da morte, simboliza bem a recusa da própria destruição e o anseio de eternidade.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
