“Eu gostaria que os homens meditassem sobre uma tríade que está neles mesmos. (…) Refiro-me à tríade seguinte: ser, conhecer, querer. Eu sou e sei e quero; sou um ser que sabe e quer; e sei que sou e quero; e quero ser e saber. Perceba quem pode, então, como a vida está inseparavelmente nessa tríade: uma única vida, uma única mente, uma única essência. Está diante de si mesmo, por certo: olhe para si e veja e me diga. Mas, quando encontrar algo nisso e o disser, não julgue já ter encontrado aquilo que permanece acima disso imutavelmente, porque é imutavelmente, sabe imutavelmente e quer imutavelmente. E se é Trindade por causa disso, ou se os três estão em cada pessoa, de maneira a serem uma tríade em cada uma, ou se ambas as hipóteses são verdadeiras, em admiráveis modos, simples e múltiplos, num fim a si mesmo que é infinito em si, que é e se conhece e se satisfaz, eternamente ele mesmo, na copiosa grandeza de sua unidade.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 378

“(…) a Lei é boa, desde que seja usada legitimamente, porque sua finalidade é a caridade que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem hipocrisia.”

 Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 354 | Contexto: Leis de Deus

“(…) as perturbações da alma são quatro: desejo, alegria, medo e tristeza, (…).”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 269

“Julguei bom, inclusive, tomar um banho. Porque ouvira que a palavra banho [balineum] deriva dos gregos chamarem de balaneion aquilo que rechaça a angústia da mente.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 250 | Contexto: Santo Agostinho após a morte da mãe, procurando modos de confortar a tristeza de seu coração.

🔖 Outra citação que aborda o mesmo tema:

…

“A felicidade, quando é compartilhada entre muitos, se torna mais abundante também nos indivíduos, que animam e acaloram um ao outro.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 205

“E o hábito estabelece que a esposa prometida não seja entregue imediatamente, para que o marido não a tenha em pouca conta, porque não a desejou por algum tempo enquanto noivo.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 204

“O comandante vitorioso é levado em triunfo, e não teria vencido se não houvesse luta; e quanto maior foi o perigo da batalha tanto maior é o tripudio do triunfo.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 203

🔖 Outra citação que aborda a mesma ideia:

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“Até tu, pai misericordioso, mais te alegras por um único penitente do que por noventa e nove justos, que não precisam de penitência.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Páginas: 202 a 203

🔖 Veja mais citações que expressam a mesma ideia:

…

“Segundo Simpliciano me contou, ele lia as Sagradas Escrituras, estudava com a maior atenção os escritos cristãos e dizia a Simpliciano, não publicamente, mas de forma mais confidencial e íntima: ‘Saiba que já sou cristão’. Mas o outro respondia: ‘Não acreditarei nem te considerarei cristão, se não te vir na igreja de Cristo’. Ele então rindo dizia: ´Então, são as paredes que fazem os cristãos?´.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 201 | Contexto: Relato de Simpliciano sobre Mário Vitorino (275/80 – pós 362), professor da cátedra oficial de retórica da cidade de Roma, tradutor de Plotino, Porfírio e Aristóteles e autor de vários tratados filosóficos e retóricos. Vitorino, após “ganhar firmeza lendo e aprendendo avidamente e temendo negar Cristo diante dos santos anjos por temor de confessá-lo diante dos homens”, decidiu ir à igreja para se tornar cristão e ser batizado.

“E experimentei pelos sentidos que é suplício para um paladar doente o pão que é gostoso para um são, e que para olhos enfermos é odiosa a luz que é agradável para os sadios.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Páginas: 188 a 189

“(…) quem ama o perigo cai nele.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 164

🔖 Leia outra frase sobre o mesmo tema:

…

“(…) nada deve parecer verdadeiro porque dito com eloquência; nem falso porque os sinais proferidos pelos lábios soam desordenados; inversamente, uma fala não é verdadeira porque pronunciada de maneira grosseira; nem falsa porque é brilhante. Há sabedoria e estultice em ambos os casos, assim como há alimentos úteis e inúteis, e as palavras elegantes ou rudes são como vasos refinados ou rústicos, em que ambos os tipos de alimentos podem ser servidos.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 127

“(…) conversar e rir juntos e comprazer um ao outro afetuosamente, ler juntos livros de suave elóquio, brincar juntos e juntos ficar sérios, discordar de vez em quando sem ódio, como um homem consigo mesmo, e misturar essa discórdia raríssima com frequentes concórdias, ensinar um ao outro e aprender um do outro, desejar quem se ausentava com nostalgia, receber quem chegava com alegria. Esses sinais e outros semelhantes procedem do coração de quem ama e é amado, através da boca, da língua, dos olhos e de mil movimentos agradabilíssimos, como combustíveis para derreter as almas e de muitas fazer uma só.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Páginas: 105 a 106 | Contexto: Santo Agostinho referindo-se ao amor entre amigos. O amor entre homem e mulher é reprimido por Santo Agostinho por representar pecado, ou pela ideia de que o casamento pode dificultar o homem na busca de Deus ou da Sabedoria.

“Alguém disse com razão de um amigo seu: ‘a metade de minha alma’. De fato, sentia minha alma e a alma dele como se fossem uma única alma em dois corpos, e por isso sentia horror à vida, porque não queria viver pela metade; mas por isso talvez tivesse medo de morrer, porque não queria que morresse inteiramente aquele que tanto amara.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 104 | Contexto: Santo Agostinho relatando a dor de perder um amigo.

“(…) o mal não é senão a privação do bem, (…).”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 85