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“Eu gostaria que os homens meditassem sobre uma tríade que está neles mesmos. (…) Refiro-me à tríade seguinte: ser, conhecer, querer. Eu sou e sei e quero; sou um ser que sabe e quer; e sei que sou e quero; e quero ser e saber. Perceba quem pode, então, como a vida está inseparavelmente nessa tríade: uma única vida, uma única mente, uma única essência. Está diante de si mesmo, por certo: olhe para si e veja e me diga. Mas, quando encontrar algo nisso e o disser, não julgue já ter encontrado aquilo que permanece acima disso imutavelmente, porque é imutavelmente, sabe imutavelmente e quer imutavelmente. E se é Trindade por causa disso, ou se os três estão em cada pessoa, de maneira a serem uma tríade em cada uma, ou se ambas as hipóteses são verdadeiras, em admiráveis modos, simples e múltiplos, num fim a si mesmo que é infinito em si, que é e se conhece e se satisfaz, eternamente ele mesmo, na copiosa grandeza de sua unidade.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 378

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