“Em cada organismo o partido refaz a imagem de uma identidade social comum e elimina as possibilidades de divergências e oposição; estimula a arregimentação dos indivíduos para o partido; exalta a disciplina e mistifica a figura do chefe.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre os partidos Nazista e Fascista

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294

“O nazismo e o fascismo se desenvolvem sob o primado da ação. ‘A nossa doutrina é o fato’, afirma Mussolini em 1919, acrescentando que o fascismo não precisa da palavra, mas da disciplina. Só em 1929-1930 é que Mussolini achará necessidade de uma doutrina, mesmo assim muito imprecisa, sem preocupação com a coerência e exposição racional. Também para Hitler, na famosa obra Mein Kampf (Minha luta), o que mais importa é fazer uma autobiografia apaixonada e um apelo à ação, do que desenvolver uma clara discussão de princípios. Ambos querem desertar convicções, e não debater ideias. Os princípios não são tão importantes para eles quanto o envolvimento no sistema e a adesão a ele. A preponderância desse anti-intelectualismo fará descamar a ação para o fanatismo e a violência. Deriva daí uma visão irracionalista do mundo, calcada na promessa de ‘doação’ de uma sociedade melhor.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 292

“O termo nazismo surge quando Hitler entra para o Partido Operário Alemão e muda o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista (Nationalsozialistiche Deutsche Arbeiterpartei), cuja abreviação passa a ser Nazi. Hitler também cria o estandarte da cruz gamada (suástica), símbolo do movimento.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291 a 292

“O termo facismo, lançado por Mussolini, vem do italiano fascio, que significa ‘feixe’. Na Roma Antiga, os magistrados eram precedidos por funcionários, os littori, que empunhavam machados cujos cabos compridos eram reforçados por muitas varas fortemente atadas em torno da haste central. Os machados simbolizavam o poder do Estado de decapitar os inimigos da ordem pública; as varas amarradas representavam a unidade do povo em torno de sua liderança. Fascio são também organizações populares que surgem na Itália, desde o século XIX, formadas na luta em defesa dos interesses de determinadas comunidades. Em 1919, Mussolini funda os ‘fasci di combattimento’, que em seguida proliferam por toda a Itália.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291

“O relógio transformou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida (…).”

George Woodcock 

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 289

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

…

“Eu aceito com entusiasmo o lema que afirma ‘O melhor governo é aquele que menos governa’; e gostaria de vê-lo posto em prática de forma sistemática. Uma vez em prática, ele acabaria resultando em algo que também acredito – ‘O melhor governo é aquele que não governa’; e quando os homens estiverem preparados, será exatamente este o tipo de governo que irão ter.”

Henry Thoreau  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 286

“Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem.”

Oscar Wilde  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 286

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

…

“Segundo Gramsci, uma classe exerce a dominação não apenas pelo poder coercitivo, mas também pela persuasão, na medida em que os intelectuais elaboram um sistema convincente de ideias pelas quais se conquista o consenso e a adesão até da classe dominada. É assim também que se impede a tomada de consciência da classe dominada; esta, não tendo sua própria visão de mundo, permanece desorganizada e passiva, e as eventuais rebeliões se tornam ineficazes. Portanto, é importante o papel dos intelectuais, que asseguram a hegemonia da classe dirigente.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 280 a 281

“A luta dos povos bárbaros contra o Império Romano não é senão a luta contra a escravidão a eles imposta pelos romanos.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 275

“A moral medieval valoriza a coragem e a ociosidade de uma nobreza ocupada com a guerra, e a fidelidade, que é a base do sistema de suserania e vassalagem; do ponto de vista do direito, num mundo cuja riqueza é a posse de terras, considera-se ilegal (e imoral) o empréstimo a juros. Na Idade Moderna, valoriza-se a disciplina no trabalho e, consequentemente, critica-se a ociosidade; também ocorre a legalização do sistema bancário. Inclusive, a religião protestante corrobora os novos valores com a doutrina da predestinação, considerando o enriquecimento um sinal da escolha divina.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 273

“Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo.”

Marx  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 271

“No princípio era o Verbo… É o pensamento que tudo cria e produz? Seria preciso pôr: No princípio era a Força… O espírito vem em meu auxílio! Vejo de súbito a solução e escrevo com segurança: No princípio era a Ação.”

Goethe

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 271

“Não foi Deus que criou o homem; ao contrário, foi o homem que criou Deus e, num processo antropomórfico, projetou num céu a sua própria imagem idealizada. Mas, ao adorar esse Deus forjado por ele mesmo, o homem religioso se despersonaliza, não mais se pertence, se aliena.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre o pensamento de Feuerbach  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 270

“Do ponto de vista social, a liberdade e solidariedade são termos idênticos: a liberdade de cada um encontrar, na liberdade alheia, não um limite, mas sim um auxiliar: o homem mais livre é aquele que tem mais relação com seus semelhantes.”

Proudhon

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 268

“Todos os homens têm igual direito à satisfação das suas necessidades e ao usufruto de todos os bens da natureza, e a sociedade deve consolidar esta igualdade.”

Manifesto dos iguais (1796)

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 266

“Todo o ser contém em si mesmo o germe da sua ruína e, portanto da sua superação.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre o pensamento de Hegel  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 263