“A moral medieval valoriza a coragem e a ociosidade de uma nobreza ocupada com a guerra, e a fidelidade, que é a base do sistema de suserania e vassalagem; do ponto de vista do direito, num mundo cuja riqueza é a posse de terras, considera-se ilegal (e imoral) o empréstimo a juros. Na Idade Moderna, valoriza-se a disciplina no trabalho e, consequentemente, critica-se a ociosidade; também ocorre a legalização do sistema bancário. Inclusive, a religião protestante corrobora os novos valores com a doutrina da predestinação, considerando o enriquecimento um sinal da escolha divina.”
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires
Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 273
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