“(…) devem ser governados e conduzidos os cidadãos, a saber, para que não sejam servos, mas para que façam livremente o que é melhor.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 229

“(…) cada um, o quanto pode, se esforça para que os outros amem aquilo que ele ama e odeiem aquilo que ele odeia.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 287

“O Amor é a Alegria conjuntamente à ideia de causa externa e o Ódio é a Tristeza conjuntamente à ideia de causa externa (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 285

“Se alguém fez algo que imagina afetar os outros de Alegria, será afetado de Alegria conjuntamente à ideia de si como causa, ou seja contemplará a si próprio com Alegria. Se, ao contrário, fez algo que imagina afetar os outros de Tristeza, inversamente contemplará a si próprio com Tristeza.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 285

“Vemos facilmente acontecer que o homem estime além da medida a si e à coisa amada e, ao contrário, aquém da medida à quem odeia; imaginação que, quando diz respeito ao próprio homem que se estima além da medida, é chamada Soberba, e é uma espécie de Delírio, porque o homem sonha de olhos abertos poder todas as coisas que alcança pela só imaginação e que por isso contempla como se reais, (…). Ademais, a Alegria que se origina de o homem estimar outrem além da medida chama-se Superestima; e enfim Despeito, aquela que se origina de estimar outrem aquém da medida.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 279

“Na Mente não há nenhuma vontade absoluta, ou seja, livre; mas a Mente é determinada a querer isso ou aquilo por uma causa, que também é determinada por outra, e esta de novo por outra, e assim ao infinito.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 215

🔖 Leia outras citações que abordam o mesmo tema:

…

“E disto se origina a maioria das controvérsias, a saber, porque os homens não explicam corretamente seu pensamento ou porque interpretam mal o pensamento de outrem. Pois, em verdade, enquanto se contradizem ao máximo, eles pensam ou as mesmas coisas ou coisas diversas, de tal maneira que aquilo que pensam ser erros e absurdos em outrem na verdade não são.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 215

“E seguramente a maioria dos erros consiste só em não aplicarmos corretamente nomes às coisas. Com efeito, quando alguém diz que as linhas traçadas do centro do círculo até sua circunferência são desiguais, ele decerto entende por círculo, ao menos nesta ocasião, outra coisa que os Matemáticos. Assim, quando os homens erram no cálculo, têm na mente uns números, no papel outros. Pois se prestar atenção a suas Mentes, decerto não erram; parecem todavia errar porque pensamos que têm na Mente os números que estão no papel.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 213

“Que os homens não tenham de Deus um conhecimento tão claro quanto o das noções comuns, isto vem de não poderem imaginar Deus, como aos corpos, e de terem ajuntado o nome Deus às imagens das coisas que costumam ver; o que os homens mal podem evitar, porque são continuamente afetados pelos corpos externos.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 213

“É da natureza da razão perceber as coisas sob algum aspecto de eternidade.”

Benedictus de Spinoza

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 209

“Daí segue serem dadas certas ideias, ou seja, noções, comuns a todos os homens. Pois (…) todos os corpos convêm em certas coisas, que (…) devem ser por todos percebidas adequadamente, ou seja, clara e distintamente.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 195

🔖 Outras citações que abordam a ideia do inconsciente coletivo:

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“(…) os homens equivocam-se ao se reputarem livres, opinião que consiste apenas em serem cônscios de suas ações e ignorantes das causas pelas quais são determinadas.”

Benedictus de Spinoza

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 191

🔖 Leia outras citações que abordam o mesmo tema:

…

“A ideia de qualquer afecção do Corpo humano não envolve o conhecimento adequado do próprio Corpo humano.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 181

“Quando a Mente humana contempla corpos externos pelas ideias das afecções de seu Corpo, dizemos então que ele imagina (…); e sob nenhuma outra condição da Mente (…) pode imaginar corpos externos como existentes em ato. E por isso (…), enquanto a Mente imagina corpos externos, não tem deles conhecimento adequado.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 181

“A Mente está unida ao Corpo pelo fato de que o Corpo é objeto da mente (…).”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 175

“Digo de maneira geral que quanto mais um Corpo é mais apto do que outros para fazer [agir] ou padecer muitas coisas simultaneamente, tanto mais sua Mente é mais apta do que outras para perceber muitas coisas simultaneamente; e quanto mais as ações de um corpo dependem somente dele próprio, e quanto menos outros corpos concorrem com ele para agir, tanto mais é apta sua mente para entender distintamente. E a partir disto podemos conhecer a superioridade de uma mente diante de outras; (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 151

“(…) quando dirigiram o ânimo para a contemplação da natureza divina, em nada puderam pensar menos do que em suas primeiras ficções sobre as quais haviam construído o conhecimento das coisas naturais, (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 143 a 145

“À essência do homem não pertence o ser da substância, ou seja, a substância não constitui a forma do homem.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 141 | O ser da substância: Deus. | Para Spinoza, Deus não pertence à essência do homem pois Deus é eterno, portanto, se pertencesse, o homem também seria eterno, o que como diz Spinoza, “é absurdo”.