“Portanto, quando (…) veneramos um homem por admirarmos sua prudência, fortaleza, etc., isso ocorre (…) porque imaginamos que estas virtudes estão nele singularmente, e não comuns à nossa natureza, (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 327

“O homem não conhece a si próprio senão pelas afecções de seu Corpo e as ideias dela (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 321

🔖 Outra citação de Spinoza que expressa a mesma ideia:

…

“Um objeto que antes vimos simultaneamente com outros ou que imaginamos nada ter senão o que é comum a muitos, não o contemplaremos por tanto tempo quanto aquele que imaginamos ter algo singular.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 317

“(…) não se dá Esperança sem Medo, nem Medo sem Esperança (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 315

“Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Esperança ou Medo.”

Benedictus de Spinoza

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 313

🔖 Outra citação que aborda a mesma ideia:

…

“A Alegria que se origina por imaginarmos a coisa que odiamos destruída ou afetada de outro mal não se origina sem alguma Tristeza do ânimo.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 309

“O Ódio plenamente vencido pelo Amor converte-se em Amor; e por causa disso o Amor é maior do que se o ódio não o tivesse precedido.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 307

“O Ódio é aumentado pelo ódio recíproco e, ao contrário, pode ser apagado pelo amor.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 305

🔖 Veja outras citações que abordam o mesmo tema:

…

“Por bem entendo aqui todo gênero de Alegria e, além disso, o que quer que conduza a ela, sobretudo o que satisfaz a carência, seja ela qual for. Por mal entendo todo gênero de Tristeza, sobretudo o que frustra a carência. Com efeito, acima (…) mostramos que não desejamos nada porque o julgamos bom, mas, ao contrário, chamamos de bom ao que desejamos; e, consequentemente, denominamos mau aquilo a que temos aversão; (…).”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 299

“Se alguém tiver começado a odiar a coisa amada de tal maneira que o Amor seja plenamente abolido, nutrir-lhe-á, mantidas as mesmas condições, um ódio maior do que se nunca a tivesse amado, e tanto maior quanto maior tenha sido antes o Amor.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 297

🔖 Leia outra frase que exemplifica a ideia de Spinoza:

…

“A Tristeza (…) diminui ou coíbe a potência de agir do homem, isto é, (…) diminui ou coíbe o esforço pelo qual o homem se esforça para perseverar no seu ser.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 295

“Este ódio à coisa amada unido à Inveja chama-se Ciúme, o qual, por isso, nada outro é que a flutuação do ânimo originada simultaneamente do Amor e do Ódio conjuntamente a ideia do outro a quem se inveja. Além disso, esse ódio à coisa amada será maior em proporção à Alegria com que o Ciumento costumava ser afetado pelo Amor recíproco da coisa amada, e também em proporção ao afeto que tinha por aquele outro ao qual imagina que a coisa amada se una.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 293

“(…) a maioria dos homens está constituída de tal maneira que se comisera dos que estão mal e inveja os que estão bem, e (…) com um ódio tanto maior quanto mais amam a coisa que imaginam ser possuída pelo outro. Vemos, ainda, que da mesma propriedade da natureza humana da qual segue que os homens são misericordiosos, segue também que são invejosos e ambiciosos.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 289

“Este esforço de fazer com que os outros aprovem o que cada um ama ou odeia é, na verdade, Ambição (…); assim vemos que cada um por natureza apetece que os outros vivam conforme seu engenho, e vemos também que, enquanto todos igualmente o apetecem, igualmente são impedimento uns para os outros e, enquanto todos querem ser louvados ou amados por todos, são odiados uns pelos outros.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 287

“(…) Inveja, que em vista disso é nada outro que o próprio Ódio, enquanto é considerado dispor o homem de tal maneira que se regozije com o mal do outro e, ao contrário, se entristeça com o bem dele.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 275

“(…) Comiseração, a qual podemos definir como sendo a Tristeza originada do dano ao outro. (…) Além disso, o Amor por aquele que faz bem ao outro chamaremos Apreço e, ao contrário, o Ódio por aquele que fez mal ao outro, Indignação.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 273

“Pelo que assim foi dito, entendemos o que são Esperança, Medo, Segurança, Desespero, Gozo e Remorso. Pois a esperança é nada outro que a Alegria inconstante originada da imagem de uma coisa futura ou passada, de cuja ocorrência duvidamos. O Medo, ao contrário, é a Tristeza inconstante originada de uma coisa duvidosa. Além disso, caso a dúvida seja suprimida desses afetos, da Esperança faz-se a Segurança, e do Medo o Desespero; a saber, a Alegria ou a Tristeza originadas da imagem de uma coisa que temíamos ou esperávamos. O Gozo, ademais é a Alegria originada da imagem de uma coisa passada, de cuja ocorrência duvidáramos. O Remorso, enfim, é a tristeza oposta ao gozo.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 269

“Qualquer coisa pode ser, por acidente, causa de Alegria, Tristeza ou Desejo.”

Benedictus de Spinoza

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 261 | Para Spinoza, Alegria, Tristeza e Desejo são os três sentimentos primários e todos os outros se originam deles (pg. 257).

🔖 Outra citação que aborda a mesma ideia:

…

“Assim, por Alegria, entenderei na sequência a paixão pela qual a Mente passa a uma maior perfeição. Por Tristeza, a paixão ela qual ela passa a uma menor perfeição. Em seguida, o afeto de Alegria simultaneamente relacionado à Mente e ao Corpo, chamo de Carícia ou Hilariedade; e o de Tristeza, por sua vez, Dor ou Melancolia.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 257 | Para Spinoza a perfeição está relacionada à capacidade de existência.

“Este esforço, quando referido só a Mente, chama-se Vontade; mas quando é referido simultaneamente à Mente e ao Corpo chama-se Apetite, que portanto não é nada outro que a própria essência do homem, de cuja natureza necessariamente segue aquilo que serve à sua conservação; e por isso o homem é determinado a fazê-lo. Em seguida, entre apetite e desejo não há nenhuma diferença senão que o desejo é geralmente referido aos homens enquanto são cônscios de seu apetite, e por isso pode ser assim definido: o Desejo é o apetite quanto dele se tem consciência.”

Benedictus de Spinoza  

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Páginas: 253 a 255