“Uma diminuição da hipocrisia e um aumento de autoconhecimento só podem resultar numa maior consideração para com o próximo, pois somos facilmente levados a transferir para nossos semelhantes a falta de respeito e violência que praticamos contra nossa própria natureza.”

C. G. Jung   

Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 18

“Quando se acompanha atentamente a história de uma neurose, sempre se depara com o momento crítico do aparecimento de um problema do qual o indivíduo se desviou. Ora, esse desviar-se é uma reação tão natural e constante como a preguiça, o comodismo, a covardia, o medo, o não saber e a inconsciência que estão em sua base. Em geral hesitamos diante de coisas desagradáveis, difíceis e perigosas, e delas não nos aproximamos.”

C. G. Jung   

Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 16

“(…) a natureza instintiva do homem sempre colide com as barreiras culturais. Os nomes vão mudando, mas o fato permanece o mesmo. Hoje em dia, sabe-se também que nem sempre é só a natureza instintiva animal que está em desacordo com a coerção cultural. Muitas vezes, novas ideias são premidas do inconsciente para a luz do dia, entrando em choque com a cultura dominante, tanto quanto os instintos.”

C. G. Jung  

Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 12

“Como é sabido, o processo cultural consiste na repressão progressiva do que há de animal no homem; é um processo de domesticação que não pode ser levado a efeito sem que se insurja a natureza animal, sedenta de liberdade.”

C. G. Jung   

Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: 11

“O autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às suas origens, ao seu próprio ser e à sua verdade individual e social, eis o começo da cura e cegueira que domina o mundo de hoje.”

C. G. Jung  

Livro: Psicologia do Inconsciente (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1916) | Autor: C. G. Jung | Página: IX | Contexto: 1ª Guerra Mundial

“Dei a este ponto central o nome de si mesmo (Selbst). Intelectualmente, ele não passa de um conceito psicológico, de uma construção que serve para exprimir o incognoscível que, obviamente, ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreender. O si mesmo também pode ser chamado de ‘o Deus em nós’.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 112

“Não há exemplo que possa convencer o leitor do mesmo modo que convenceu o indivíduo que passou pela experiência viva. Só lhe daremos crédito, à base de uma analogia com o que nós mesmos tenhamos experimentado.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Páginas: 96 a 97

“A maioria esmagadora dos homens é incapaz de colocar-se individualmente na alma do outro. Esta é uma arte rara, que não nos leva muito longe. Quando pensamos entender alguém, melhor do que aos outros, com a confirmação espontânea dessa pessoa, mesmo assim devemos confessar: no fundo, esse alguém é-nos estranho. É o outro. O melhor que podemos fazer é acolher essa leve ideia de uma alteridade, respeitá-la e evitar a grande estupidez de querer explicá-la.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 96

“Sempre partimos do pressuposto ingênuo de que somos os senhores em nossa própria casa. Deveríamos habituar-nos, no entanto, com a ideia de que mesmo em nossa vida psíquica mais profunda, vivemos numa espécie de casa cujas portas e janelas se abrem para o mundo: os objetos e conteúdos deste último atuam sobre nós, mas não nos pertencem.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Páginas: 81 a 82

“As velhas religiões, com seus símbolos sublimes e ridículos, carregados de bondade e de crueldade, não nasceram do ar, mas da alma humana, tal como vive em nós neste momento.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 80

“O hábito de interromper o afluxo do inconsciente, corrigi-lo ou criticá-lo reforçou-se pela tradição e pelo medo que se tem de admitir diante dos outros ou de si mesmo a angústia mobilizada pelas verdades insidiosas, compreensões arriscadas e constatações desagradáveis; o receio, enfim, de tudo que faz o homem fugir de si mesmo como um flagelo.”

C. G. Jung

Livro: O eu e o inconsciente. (Ed. Vozes, 1987 – 1ª Edição 1934) | Autor: C. G. Jung | Página: 78