“A moral medieval valoriza a coragem e a ociosidade de uma nobreza ocupada com a guerra, e a fidelidade, que é a base do sistema de suserania e vassalagem; do ponto de vista do direito, num mundo cuja riqueza é a posse de terras, considera-se ilegal (e imoral) o empréstimo a juros. Na Idade Moderna, valoriza-se a disciplina no trabalho e, consequentemente, critica-se a ociosidade; também ocorre a legalização do sistema bancário. Inclusive, a religião protestante corrobora os novos valores com a doutrina da predestinação, considerando o enriquecimento um sinal da escolha divina.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 273

“Os filósofos não têm feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo.”

Marx  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 271

“No princípio era o Verbo… É o pensamento que tudo cria e produz? Seria preciso pôr: No princípio era a Força… O espírito vem em meu auxílio! Vejo de súbito a solução e escrevo com segurança: No princípio era a Ação.”

Goethe

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 271

“Não foi Deus que criou o homem; ao contrário, foi o homem que criou Deus e, num processo antropomórfico, projetou num céu a sua própria imagem idealizada. Mas, ao adorar esse Deus forjado por ele mesmo, o homem religioso se despersonaliza, não mais se pertence, se aliena.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre o pensamento de Feuerbach  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 270

“Do ponto de vista social, a liberdade e solidariedade são termos idênticos: a liberdade de cada um encontrar, na liberdade alheia, não um limite, mas sim um auxiliar: o homem mais livre é aquele que tem mais relação com seus semelhantes.”

Proudhon

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 268

“Todos os homens têm igual direito à satisfação das suas necessidades e ao usufruto de todos os bens da natureza, e a sociedade deve consolidar esta igualdade.”

Manifesto dos iguais (1796)

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 266

“Todo o ser contém em si mesmo o germe da sua ruína e, portanto da sua superação.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre o pensamento de Hegel  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 263

“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acredita-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém!”

Rousseau

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 260

“O interesse comum não é o interesse de todos, no sentido de uma confluência dos interesses particulares mas o interesse de todos e de cada um enquanto componentes do corpo coletivo e exclusivamente nesta qualidade. Daí o perigo de predominar o interesse da maioria, pois é sempre possível conseguir-se a concordância dos interesses privados de um grande número, nem por isso assim se estará atendendo ao interesse comum.”

Gomes Machado na nota de rodapé do livro sobre Rousseau, coleção Os Pensadores   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 258

“É necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe de valer-se disso segundo a necessidade.”

Maquiavel   

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 234

“A Idade Média abarca um período tão extenso, que é difícil caracterizá-la sem incorrer no risco da simplificação.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 230

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“(…) formas de governo: a timocracia, quando o custo da virtude é substituído pela norma guerreira; a oligarquia, quando prevalece o gosto pelas riquezas, e o censo é a medida da capacidade para o exercício do poder; a democracia, quando o poder pertence ao povo, que, sendo incapaz de conhecer a ciência política, facilita, através da demagogia, o aparecimento da tirania; esta é a pior forma de governo, exercido por um só homem através da força.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 223

“Seu verdadeiro nome era Arístocles, e foi apelidado de Platão por ter ombros largos.”

 Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 221

🔖 Leia um trecho de outro livro que fala sobre o mesmo fato:

“Vindos de todas as partes do mundo grego, os sofistas desenvolvem um ensino itinerante pelos locais em que passam, mas não se fixam em lugar nenhum. Para escândalo de seus contemporâneos, costumam cobrar pelas aulas. Por esse motivo, Sócrates os acusava de prostituição.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre Atenas no séc. V a.C.  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 220