“(…) a liberdade só se torna verdadeira quando acarreta um poder, um domínio do homem sobre a natureza e sobre a sua própria natureza.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 318

“Por mais que eu procure em mim a razão que me determina, mais sinto que eu não tenho nenhuma outra senão apenas a minha vontade: sinto aí claramente minha liberdade, que consiste unicamente em tal escolha. É isto que me faz compreender que sou feito à imagem de Deus.”

Bousset no Tratado sobre o livre-arbítrio  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 317

“O ressentimento nasce da fraqueza e é nocivo ao fraco. Para o homem nobre, esquecer é uma das condições de manter-se saudável, pois sabe ‘digerir’ suas experiências. O homem ressentido, incapaz de esquecer, é como o dispéptico: fica ‘envenenado’ pela sua inveja e impotência de vingança.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 310 | Deispéptico: que sofre de dispepsia – Dispepsia: indigestão

“Eu valho muito pouco, sou sincero, dizia o Um ao Zero, no entanto, quanto vales tu? Na prática és tão vazio e inconcludente quanto na matemática. Ao passo que eu, se me coloco a frente de cinco zeros bem iguais a ti, sabes acaso quanto fico? Cem mil, meu caro, nem um tico a menos nem um tico a mais. Questão de números. Aliás é aquilo que sucede com todo ditador que cresce em importância e em valor quanto mais são os zeros a segui-lo.”

Trissula

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 298

“Uma política de natalidade premia os casais de muitos filhos e estimula o retorno da mulher ao lar, exaltando sua função de mãe e de mantenedora da harmonia familiar. Costuma-se dizer que o nazismo reduziu a atividade da mulher a três k – Kirche (Igreja), Küche (cozinha) e Kinder (criança).”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 295

“Outra característica importante do totalitarismo é a concentração de todos os meios de propaganda, a fim de veicular a ideologia oficial dirigida ao ‘homem-massa’, forjando convicções inabaláveis. Isso garante uma forte base de apoio popular. Usa-se geralmente o apelo aos sentimentos, à imaginação, e não ao intelecto. Inúmeros recursos materiais e técnicos são empregados na manipulação da opinião pública, exaltando as criações dos líderes e tecendo deles um perfil psicológico característico da genialidade. Fotografias ampliadas e falas exaltadas completam o culto à personalidade. São feitos desfiles espetaculares, as pessoas cantam músicas especialmente produzidas e recitam slogans. Na verdade, tudo muito próximo a uma mitologia….”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294

“Em cada organismo o partido refaz a imagem de uma identidade social comum e elimina as possibilidades de divergências e oposição; estimula a arregimentação dos indivíduos para o partido; exalta a disciplina e mistifica a figura do chefe.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires sobre os partidos Nazista e Fascista

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 294

“O nazismo e o fascismo se desenvolvem sob o primado da ação. ‘A nossa doutrina é o fato’, afirma Mussolini em 1919, acrescentando que o fascismo não precisa da palavra, mas da disciplina. Só em 1929-1930 é que Mussolini achará necessidade de uma doutrina, mesmo assim muito imprecisa, sem preocupação com a coerência e exposição racional. Também para Hitler, na famosa obra Mein Kampf (Minha luta), o que mais importa é fazer uma autobiografia apaixonada e um apelo à ação, do que desenvolver uma clara discussão de princípios. Ambos querem desertar convicções, e não debater ideias. Os princípios não são tão importantes para eles quanto o envolvimento no sistema e a adesão a ele. A preponderância desse anti-intelectualismo fará descamar a ação para o fanatismo e a violência. Deriva daí uma visão irracionalista do mundo, calcada na promessa de ‘doação’ de uma sociedade melhor.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 292

“O termo nazismo surge quando Hitler entra para o Partido Operário Alemão e muda o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista (Nationalsozialistiche Deutsche Arbeiterpartei), cuja abreviação passa a ser Nazi. Hitler também cria o estandarte da cruz gamada (suástica), símbolo do movimento.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291 a 292

“O termo facismo, lançado por Mussolini, vem do italiano fascio, que significa ‘feixe’. Na Roma Antiga, os magistrados eram precedidos por funcionários, os littori, que empunhavam machados cujos cabos compridos eram reforçados por muitas varas fortemente atadas em torno da haste central. Os machados simbolizavam o poder do Estado de decapitar os inimigos da ordem pública; as varas amarradas representavam a unidade do povo em torno de sua liderança. Fascio são também organizações populares que surgem na Itália, desde o século XIX, formadas na luta em defesa dos interesses de determinadas comunidades. Em 1919, Mussolini funda os ‘fasci di combattimento’, que em seguida proliferam por toda a Itália.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 291

“O relógio transformou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida (…).”

George Woodcock 

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 289

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“Eu aceito com entusiasmo o lema que afirma ‘O melhor governo é aquele que menos governa’; e gostaria de vê-lo posto em prática de forma sistemática. Uma vez em prática, ele acabaria resultando em algo que também acredito – ‘O melhor governo é aquele que não governa’; e quando os homens estiverem preparados, será exatamente este o tipo de governo que irão ter.”

Henry Thoreau  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 286

“Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem.”

Oscar Wilde  

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 286

🔖 Leia outra frase que expressa a mesma ideia:

“Segundo Gramsci, uma classe exerce a dominação não apenas pelo poder coercitivo, mas também pela persuasão, na medida em que os intelectuais elaboram um sistema convincente de ideias pelas quais se conquista o consenso e a adesão até da classe dominada. É assim também que se impede a tomada de consciência da classe dominada; esta, não tendo sua própria visão de mundo, permanece desorganizada e passiva, e as eventuais rebeliões se tornam ineficazes. Portanto, é importante o papel dos intelectuais, que asseguram a hegemonia da classe dirigente.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 280 a 281

“A luta dos povos bárbaros contra o Império Romano não é senão a luta contra a escravidão a eles imposta pelos romanos.”

Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires

Livro: Filosofando: Introdução à filosofia (Moderna, 1986) | Autoras: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins | Página: 275