“(…) nada deve parecer verdadeiro porque dito com eloquência; nem falso porque os sinais proferidos pelos lábios soam desordenados; inversamente, uma fala não é verdadeira porque pronunciada de maneira grosseira; nem falsa porque é brilhante. Há sabedoria e estultice em ambos os casos, assim como há alimentos úteis e inúteis, e as palavras elegantes ou rudes são como vasos refinados ou rústicos, em que ambos os tipos de alimentos podem ser servidos.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 127

“(…) conversar e rir juntos e comprazer um ao outro afetuosamente, ler juntos livros de suave elóquio, brincar juntos e juntos ficar sérios, discordar de vez em quando sem ódio, como um homem consigo mesmo, e misturar essa discórdia raríssima com frequentes concórdias, ensinar um ao outro e aprender um do outro, desejar quem se ausentava com nostalgia, receber quem chegava com alegria. Esses sinais e outros semelhantes procedem do coração de quem ama e é amado, através da boca, da língua, dos olhos e de mil movimentos agradabilíssimos, como combustíveis para derreter as almas e de muitas fazer uma só.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Páginas: 105 a 106 | Contexto: Santo Agostinho referindo-se ao amor entre amigos. O amor entre homem e mulher é reprimido por Santo Agostinho por representar pecado, ou pela ideia de que o casamento pode dificultar o homem na busca de Deus ou da Sabedoria.

“Alguém disse com razão de um amigo seu: ‘a metade de minha alma’. De fato, sentia minha alma e a alma dele como se fossem uma única alma em dois corpos, e por isso sentia horror à vida, porque não queria viver pela metade; mas por isso talvez tivesse medo de morrer, porque não queria que morresse inteiramente aquele que tanto amara.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 104 | Contexto: Santo Agostinho relatando a dor de perder um amigo.

“(…) o mal não é senão a privação do bem, (…).”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 85

“E certamente a ciência das letras não é mais profunda do que aquilo que está gravado em sua consciência: que ele faz a outro o que não queria fosse feito a ele.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 60

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“Parece evidente que no aprendizado é eficaz, muito mais do que uma obrigação ameaçadora, a curiosidade livre.”

Santo Agostinho  

Livro: Santo Agostinho – Confissões (Penguin Classics Companhia das Letras, 2017 – Escrito de 397 a 400 d. C.) | Autor: Santo Agostinho | Página: 55

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