“Em 1712, como vimos na História Antiga, o rei, já então Dom João V, querendo favorecer a serviço dos paulistas, elevou à categoria de cidade a vila de São Paulo, com a promessa de um bispado. É preciso relembrar que as terras do Brasil, pertencendo ao senhorio de Cristo, só vilas podiam ter. As cidades exigiam o município em terra livre, e por isso o rei, como soberano, podia cria-las, mas primeiro, como grão mestre de Cristo, havia de emancipá-las a terra, a pretexto de propagar a fé com a criação de bispados. Porque o papa também de seu lado não instituía bispos que residem em vilas, em terras de senhorio. Daí a promessa de um bispado para elevar São Paulo a cidade.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 55

“Como num vasto descampado cheio de paganismo, encontrava-se uma ou outra casa humilde e modesta da família cristã, de onde se irradiou a fé, e o mundo converteu-se pela educação de gerações novas (…).”  

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 53 a 54

“Chateaubriand, comentando a Idade Média, aponta-lhes as antíteses e contradições: ignorância geral e obras geniais; guerra omnímoda e caridade perfeita; costumes corruptos e sentimentos angélicos; ódios atrozes e poesia divina; heresias e fé ardente; reis de estola e papas de espada.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 53

“O Imperador Valeriano, apertado por dinheiro, ordenou a confiscação dos objetos preciosos pertencentes à Igreja. Em consequência, o Prefeito Cornélio Seculares mandou intimar São Lourenço, arquidiácono da Igreja romana, a lhos entregar. O santo, porém, prevenido, os havia distribuído aos pobres, dizendo serem os verdadeiros donos. Preso, foi queimado numa grelha a 10 de agosto de 258, (…).”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 42

“Toda a glória de um artista assenta em ciar de matéria tosca as figuras divinas do pensamento a que serve.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 31 e 123

“No território das Minas Gerais, a Coroa fez bom negócio com a Igreja, ficando com os recursos dos dízimos, que eram lucrativos, mesmo quando passou a pagar as côngruas dos vigários ou dos párocos encomendados, cujo número foi insuficiente para as necessidades da população. Diogo indicou que os dízimos aumentaram a receita do Estado, na medida em que a sua contrapartida, que eram as despesas com a religião, foi sempre insatisfatória. O leitor é levado a concluir, então, que o Estado foi a causa primária dos emolumentos ‘excessivos’ dos párocos, ou da cobrança ‘odiosa’ aos fiéis, em troca dos serviços pastorais.”

Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 23 | Côngrua: valor pago ao padre para seu sustento

“As estatuas de bronze e os monumentos de mármore eram os recursos com que os homens contavam para insultarem os nevoeiros da história e atalharem o esquecimento da posteridade. Daqui em diante, porém, reconhecida a insuficiência destes meios, demanda-se a imortalidade mesmo em suas divinas regiões, onde o cinzel imparcial e severo da civilização talha monumentos eternos a seus gênios tutelares.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 16

“Considerando que a velha e tradicional cidade mineira não é apenas ‘um museu de igrejas e um panteón de mitras’, mas ainda a Roma de Minas e relicário inestimável de obras artísticas.”

Diogo de Vasconcelos, historiador 

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 14 | Panteón: conjunto de homens ilustres – Mitra: ornamento usado por bispos, cardeais e papas. – Relicário: lugar para guardar relíquias

“Falando mais do passado que do presente e mais do presente que do futuro, os monumentos ativam a energia conservadora dos sentimentos, e são o lastro moderador das virtudes antigas no ímpeto ardente das ideias. Formas de vida, que passa, temos de desaparecer para darmos lugar a novas, que representem o progresso; e por isso a brevidade da vida nos afasta, cada século, mais, do meio em que se geraram as tradições. O remédio é, pois, deixarmos símbolos, que não morram conosco, mas lembrem a solidariedade dos tempos no aperfeiçoamento da marcha coletiva.”

Diogo de Vasconcelos (1843-1927)  

Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos (Autêntica Editora, 2014) | Coordenação: Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade | Página: 13