“No território das Minas Gerais, a Coroa fez bom negócio com a Igreja, ficando com os recursos dos dízimos, que eram lucrativos, mesmo quando passou a pagar as côngruas dos vigários ou dos párocos encomendados, cujo número foi insuficiente para as necessidades da população. Diogo indicou que os dízimos aumentaram a receita do Estado, na medida em que a sua contrapartida, que eram as despesas com a religião, foi sempre insatisfatória. O leitor é levado a concluir, então, que o Estado foi a causa primária dos emolumentos ‘excessivos’ dos párocos, ou da cobrança ‘odiosa’ aos fiéis, em troca dos serviços pastorais.”
Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)
Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 23 | Côngrua: valor pago ao padre para seu sustento
