“Embora a Abjeção seja contrária à Soberba, o abjeto é contudo próximo do soberbo. Pois, visto que sua Tristeza se origina de julgar sua impotência a partir da potência ou virtude dos outros, sua Tristeza será portanto aliviada, isto é, ele se alegrará, se sua imaginação for ocupada com a contemplação de vícios alheios, donde nasceu aquele provérbio; o consolo dos infelizes é ter companheiros miseráveis, e, inversamente, tanto mais se entristecerá quanto mais crer-se inferior aos outros; donde ocorre que ninguém seja mais propenso à Inveja do que os abjetos, (…).”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 465

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema:

“A máxima Soberba ou Abjeção é a máxima ignorância de si.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 461

“(…) aquele que é facilmente tocado pelo afeto de Comiseração e comovido pela miséria ou pelas lágrimas do outro, frequentemente faz algo de que depois se arrepende, tanto porque por afeto não fazemos nada que sabemos certamente ser bom, quanto porque facilmente somos enganados com falsas lágrimas.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 455

“Quanto mais nos esforçamos para viver sob a condução da razão, tanto mais nos esforçamos para depender menos da Esperança, para nos libertar do Medo, para comandar a fortuna o quanto pudermos, e para dirigir nossas ações pelo conselho certo da razão.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 453

“Quem vive sob a condução da razão esforça-se o quanto pode para compensar com Amor, ou seja, com Generosidade, o Ódio, a Ira, o Desprezo, etc. do outro para consigo.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 451

🔖 Veja outra citações que abordam o mesmo tema:

“(…) quanto maior é a Alegria com que somos afetados, tanto maior é a perfeição a que passamos, (…). E, assim, é do homem sábio usar as coisas e, o quanto possível, deleitar-se com elas (…). É do homem sábio, insisto, refazer-se e gozar moderadamente de comida e bebidas agradáveis, assim como cada um pode usar, sem qualquer dano a outrem, dos perfume, da amenidade dos bosques, do ornamento, da música, dos jogos esportivos, do teatro e de outras coisas deste tipo.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 449

“Em que, com efeito, matar a fome e a sede é mais decente que expulsar a melancolia? Esta é minha regra e assim me orientei.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 449 | Spinoza sobre o riso.

🔖 Leia frases que fazem oposição a ideia de Spinoza:

“O ódio nunca pode ser bom.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 447

“A Carícia pode ter excesso e ser má; a Dor, por sua vez, pode ser boa apenas enquanto a Carícia ou a Alegria é má.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 445

“O bem que cada um que segue a virtude apetece para si, ele também o desejará para os outros homens, e tanto mais quanto maior conhecimento de Deus ele tiver.”

 Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 431

“Enquanto se defrontam com afetos que são paixões, os homens podem discrepar em sua natureza e, nesta medida, também um só e o mesmo homem é variável e inconstante.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 423

“Ninguém pode desejar ser feliz, agir bem e viver bem se, simultaneamente, não deseja ser, agir e viver, isto é, existir em ato.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 411

“Ninguém, portanto, a não ser vencido por causas externas e contrárias à sua natureza, negligência apetecer o seu útil, ou seja, conservar o seu ser. Ninguém, insisto, tem aversão aos alimentos ou se mata pela necessidade de sua natureza, mas apenas coagido por causas exteriores, (…).”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 409

“Nada, pois, mais útil ao homem do que o homem. Nada, insisto, os homens podem escolher de preferível para conservar o seu ser do que convir todos em tudo de tal maneira que as Mentes e os Corpos de todos componham como que uma só Mente e um só Corpo, e que todos simultaneamente, o quanto possam, se esforcem para conservar o seu ser, e que todos busquem simultaneamente para si o útil comum a todos. Disso segue que os homens governados pela razão, isto é, os homens que buscam o seu útil sob a condução da razão, nada apetecem para si que não desejem também para os outros e, por isso, são justos, confiáveis e honestos.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 407

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

“Como a razão nada postula contra a natureza, ela postula portanto que cada um ame a si mesmo, que busque o seu útil, o que deveras é útil, que apeteça tudo que deveras conduz o homem a uma maior perfeição e, falando absolutamente, que cada um, o quanto está em suas forças, se esforce por conservar o seu ser.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 405

🔖 Leia outras frases que abordam o mesmo tema:

“Vejo o melhor e o aprovo, sigo o pior.”

Ovídio

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 403

“Para com uma coisa futura que imaginamos que depressa acontecerá, somos afetados mais intensamente do que se imaginássemos que seu tempo de existir dista mais do presente; e também somos afetados mais intensamente pela memória de uma coisa que imaginamos não ter passado há muito tempo do que se imaginássemos que a mesma passou há muito.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 395

🔖 Leia outras citações que abordam o mesmo tema:

“Chamamos bem ou mal o que serve ou obsta à conservação de nosso ser (…), isto é (…), o que aumenta ou diminui, favorece ou coíbe nossa potência de agir. E assim (…), enquanto percebemos que alguma coisa nos afeta de Alegria ou Tristeza, chamamo-la boa ou má; (…).”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 391

“Quanto ao bem e ao mal, também não indicam nada de positivo nas coisas consideradas em si mesmas, e não são nada outro além de modos de pensar ou noções que formamos por compararmos as coisas entre si. Pois uma e a mesma coisa pode ao mesmo tempo ser boa e má e também indiferente. Por exemplo, a Música é boa para o Melancólico, má para o Lastimosos; no entanto, ne boa nem má para o surdo.”

Benedictus de Spinoza 

Livro: Ética – Spinoza (Editora da Universidade de São Paulo, 2021 – Publicado originalmente em 1677) | Autor: Benedictus de Spinoza | Página: 377

🔖 Leia outra frase que aborda o mesmo tema: