“Requer-se muita inteligência para sermos simples, (…).”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 76
“A identificação é um processo de auto esquecimento. Enquanto estou cônscio do ‘eu’, sei que há dor, luta, medo constante. Mas se posso identificar-me, ao menos temporariamente, com algo maior, algo vantajoso, (…) nisso há uma fuga do ‘eu’, não é verdade? (…) Se posso identificar-me com minha família, com um grupo, com determinado partido, certa ideologia, há então uma fuga temporária.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 75
“Só posso ter medo do que conheço. Quando digo que temo a morte, estarei realmente com medo do desconhecido, que é a morte, ou estarei com medo de perder as coisas que conheço? Não tenho medo da morte e sim de perder a associação com as coisas que me pertencem. Meu medo está sempre em relação com o conhecido, não com o desconhecido.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 72
“(…) estamos sempre pensando em termos do passado ou do futuro; por essa razão nunca temos um conhecimento completo do presente, nunca estamos perfeitamente cônscios do presente.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 65
“Não sei se já tendes notado que quando executais uma coisa com facilidade, com destreza, não há esforço e sim uma ausência completa de luta; mas, visto que nossas vidas são, pela maior parte, uma série de batalhas, conflitos e lutas, não podemos imaginar uma vida, um ‘estado de ser’ em que haja cessado completamente a luta.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 60
“Se não tivermos crenças com que a mente esteja identificada, então, livre dessa identificação, ela é capaz de olhar a si mesma tal como é; começa aí, sem dúvida, a compreensão de nós mesmos.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 52
“Pela aceitação de crença compreendemos a nós mesmos? Ao contrário. Uma crença, religiosa ou política, impede-nos, obviamente, a compreensão de nós mesmos. É como uma cortina, através da qual nos olhamos, a nós mesmos.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51
“Uma taça só tem utilidade quando vazia e a mente cheia de crenças, de dogmas, de asserções, de citações, é, com efeito, estéril; é, apenas, mente repetitiva, (…).”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51
“Se refletirdes, vereis que o temor é uma das razões do desejo de aceitar uma crença. Se nenhuma crença tivéssemos, que nos aconteceria? Não ficaríamos aterrorizados com o que poderia acontecer? Se não tivéssemos nenhum padrão de ação, baseado em crença – crença em Deus, ou no comunismo, ou no socialismo, no imperialismo, ou em alguma espécie de fórmula religiosa, algum dogma pelo qual somos condicionados – sentir-nos-íamos perdidos, não?”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 51
“Pode-se ver como as crenças políticas e religiosas, nacionais e de vários outros tipos, separam os homens, geram conflitos, confusão e antagonismo. É um fato óbvio. Entretanto, não temos vontade de abandoná-las.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Páginas: 50 a 51
“O amor não é memória. O amor não é experiência. Não é amor pensarmos na pessoa que amamos, pois isso é apenas pensamento. Não se pode pensar o amor. (…) O amor, por conseguinte, não é uma experiência.
Quando há amor, há ação, (…).”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 49
“A maioria de nós não é criadora; somos relógio de repetição, meros gramofones a tocar e a retocar certas cantigas da experiência, certas conclusões e lembranças, nossas próprias ou de outrem.”
J. Krishnamurti
Livro: A primeira e última liberdade (Cultrix, 1981 – Primeira publicação em 1954) | Autor: J. Krishnamurti | Página: 43