“As ideias dos enciclopedistas com rapidez propagaram-se por todo o mundo, pela facilidade da língua francesa; o Espírito das Leis e o Contrato Social constituíam o código da ciência política. No Brasil, apesar da proibição, ou talvez por causa dela, que excitava a curiosidade pública, eram essas obras introduzidas como contrabando, lidas com avidez; e assim nós também participávamos do influxo benéfico da grande revolução moral, que se realizava na Europa.”
Joaquim Felício dos Santos
Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 168
🔖 Leia outra frase sobre a curiosidade provocada pela proibição de livros:
“Existe a atração que os livros proibidos exercem, sua antifragilidade, aos interditos. O primeiro livro de Graham Greene que li na infância foi O poder e a glória, selecionado por uma única razão, ter sido incluído no Index (isto é, ter sido proibido) pelo Vaticano. Da mesma forma, quando adolescente, eu me joguei nas obras do expatriado norte-americano Henry Miller – sua obra mais importante vendeu 1 milhão de exemplares em um ano, graças ao fato de ter sido banida em 23 estados do país.”
Nassim Nicholas Taleb
