“Tenho o direito de ter raiva, de manifestá-la, de tê-la como motivação para minha briga tal qual tenho o direito de amar, de expressar meu amor ao mundo, de tê-lo como motivação da minha briga porque, histórico, vivo a história como tempo de possibilidade e não de determinação.”
Paulo Freire
Livro: Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (Ed. Paz & Terra, 2022 – Escrito em 1996) | Autor: Paulo Freire | Página: 73
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“No entanto, a raiva expressa e traduzida em uma ação a favor de nossos ideais e nosso futuro é um ato de esclarecimento que liberta e dá força, pois é nesse processo doloroso de tradução que identificamos quem são os nossos aliados com quem temos sérias diferenças e quem são nossos verdadeiros inimigos.”
Audre Lorde
Livro: Um feminismo decolonial (Editora UBU, 2020) | Autor: Françoise Vergès | Página: 23
“Essa pacificação do nosso passado militante contribui para nossa dominação no presente. De fato, o poder se serve dessa narrativa para ensinar lições a movimentos recentes. Os padrões de respeitabilidade são estabelecidos para reprimir a raiva e torná-la indigna.”
Françoise Vergès
Livro: Um feminismo decolonial (Editora UBU, 2020) | Autor: Françoise Vergès | Página: 105
“Penso: se o Frei Luiz fosse casado e tivesse filhos e ganhasse um salario mínimo, ai eu queria ver se o Frei Luiz era humilde. Diz que Deus dá valor só aos que sofrem com resignação. Se o frei visse os seus filhos comendo gêneros deteriorados, comidos pelos corvos e ratos, havia de revoltar-se, porque a revolta surge das agruras.”
Carolina Maria de Jesus
