“É importante não falar com superlativos para não faltar com a verdade e ferir a própria sensatez. Os exageros indicam escassez de conhecimento e gosto. O elogio desperta curiosidade e excita o desejo. Depois, se o valor não corresponde ao preço, como acontece com frequência, a expectativa se volta contra o elogiado e o que elogiou.”
Baltasar Gracián
Livro: A arte da prudência (Ed. Sextante, 2006 – 1ª Edição publicada em 1647, com nome de “Oráculo manual e a arte da prudência”) | Autor: Baltasar Gracián | Página: 25
🔖 Citações que expressam a mesma ideia:
“Chavões e generalidades escorrem pela compreensão humana como água pelas penas de um pato. Não deixam nenhuma impressão. Dizer: ‘O melhor do mundo”, “O preço mais baixo que existe”, etc., (…) superlativos dessa espécie são usualmente prejudiciais. Sugerem frouxidão de expressão, tendência ao exagero, descuido em relação à verdade.”
Claude Hopkins
“(…) a avalanche de esterco que resultou da venda agressiva e que todos fomos forçados a cruzar a pé nos deixou extraordinariamente sensíveis a tudo que remotamente lembre um autoelogio. O autoelogio é uma forma particularmente perniciosa da venda agressiva. Além de não convencer o público, ele ainda transforma, com frequência, os partidários e indecisos em adversários e céticos – uma transformação miraculosa da pior espécie.”
Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky
