“Está lá nos Salmos e nos Evangelhos que Deus sabe tudo antes que a gente fale qualquer coisa. Ora, se a gente fica no falatório é porque não acredita nisso. Não acredito em oração em que a gente fala e Deus escuta. Acredito mesmo é na oração em que a gente fica quieto para ouvir a voz que se faz ouvir no meio do silêncio.”

Rubem Alves   

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 45 – Crônica: “Sobre Deuses e Rezas”

“- Pois Deus é como o ar – continuei. – Quando a gente está em boas relações com ele, não é preciso falar. Mas quando a gente está atacado de asma, então é preciso ficar gritando por Deus. (…) E é por isso que andam sempre com Deus engarrafado em Bíblia e outros livros e coisas de função parecida. Só que o vento não pode ser engarrafado…”

Rubem Alves   

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Páginas: 44 a 45 – Crônica: “Sobre Deuses e Rezas”

🔖 Rubem Alves fala sobre a mesma ideia em outro livro:

…

“Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira.”

Rubem Alves   

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 31 – Crônica: “Um único momento”

“Há uma morte feliz. É aquela que acontece no tempo certo. O rei, transbordante de felicidade pelo nascimento do seu primeiro neto, convidara todos os poetas, gurus e magos do reino a ir ao palácio a fim de escreverem num livro de ouro seus bons desejos para a criança. Um sábio de muito longe, desconhecido, escreveu: ‘Morre o avô, morre o pai, morre o filho…’. O rei, enfurecido, mandou prendê-lo no calabouço. A caminho do calabouço, passou o rei, que o amaldiçoou pelas palavras escritas. O sábio respondeu: ‘Majestade, qual é a maior tristeza de um avô? Não é, porventura, ver morrer seu filho e neto? Qual é a maior tristeza de um pai? Não é, porventura, ver morrer o filho? (…) Felicidade é morrer na ordem certa.”

Rubem Alves

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 28 – Crônica: “Um único momento”

Esta história é repetida no mesmo livro, na página 154 – Crônica: “Tenho medo”

“Pois a beleza sempre nasce de feridas. As feridas a produzem para que a sua dor seja suportável.”

Rubem Alves

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 15 – Crônica: “O feitiço de Áquila”

🎵 Leia um trecho de música que aborda o mesmo tema:

…

“Textos de fazer pensar são alimento para a inteligência. É preciso lê-los como quem come: devagar, ruminando, para que a inteligência tenha tempo de mastigá-los e digeri-los.”

Rubem Alves   

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Páginas: 11 e 12

“Dizem alguns que não devemos abandonar nossos sonhos. Mas nem todo sonho é bom. Os loucos sonham, os criminosos sonham, os corruptos sonham. Há sonhos que são ilusões e nos levam por caminhos errados e se transformam em pesadelos.”

Rubem Alves   

Livro: Palavras para desatar nós (Papirus Editora, 2011 – 8ª Reimpressão 2019) | Autor: Rubem Alves | Página: 10

“Ganhei saudades, adquiri afetos,

vou fazer destes bens melhor tesouro.”

Tomás Antônio Gonzaga | Terceira Parte – Soneto XIII  

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 157 | Escrito quando Tomás Antônio Gonzaga deixou de ser Ouvidor de Vila Rica para ser Desembargador da Bahia.

“Quem quer cingir o loureiro

Também vai sofrer primeiro

Todo o trabalho da guerra.”

Tomás Antônio Gonzaga | Terceira Parte – Lira I  

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 130

“O voraz Tempo,

Que o ferro come,

Que aos mesmos Reinos

Devora o nome,

Também, Marília,

Também consome

Dentro do peito

Qualquer pesar.”

Tomás Antônio Gonzaga | Segunda Parte – Lira XXV  

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 109

🔖 Leia outra citação que aborda o mesmo tema:

…

“Ignora o bruto como lhe dispomos a sorte; um vai forçado à vida, vai outro alegre à morte.”

Tomás Antônio Gonzaga | Segunda Parte – Lira XIII  

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 93

Leia outra citação que aborda o mesmo tema:

…

“Devora o coração, que mal palpita, o abutre da saudade.”

Tomás Antônio Gonzaga | Segunda Parte – Lira XI 

ivro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 91

“Espalha a cega

Sobre os humanos

Os bens e os danos,

E a quem se devam

Nunca escolheu.”

Tomás Antônio Gonzaga | Segunda Parte – Lira VI  

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 83 | Cega: a fortuna

🔖 Leia outras frases que expressam a mesma ideia:

…

“Eu tenho um coração maior que o mundo.”

Tomás Antônio Gonzaga | Segunda Parte – Lira II

Livro: Marília de Dirceu (Ed. Garnier, 2019 – a 1ª parte foi publicada originalmente em 1792 e a 2ª em 1799) | Autor: Tomás Antônio Gonzaga | Página: 79