“Quem pode ser verdadeiro, sem que desagrade?”

Cecília Meireles – Romance XXXI ou de Mais Tropeiros

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 128

“Quando a aranha estende a teia,

não se encontra asa que escape.”

Cecília Meireles – Romance XXVII ou da Denúncia de Jaquim Silvério

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 120 | Joaquim Silvério: delator da Inconfidência Mineira

“E ninguém percebe

como é necessário

que terra tão fértil,

tão bela e tão rica

por si se governe!”

Cecília Meireles – Romance XXVII ou do Animoso Alferes

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 115

“Pois o amor não é doce,

pois o bem não é suave,

pois o amanhã, como ontem,

é amarga, a Liberdade.”

Cecília Meireles – Romance XXVI ou da Semana Santa de 1789

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 113

“Liberdade, ainda que tarde,

ouve-se em redor da mesa.

E a bandeira já está viva,

E sobe, na noite imensa.

E os seus tristes inventores

já são réus – pois se atreveram a falar em Liberdade.”

Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais

“Liberdade – essa palavra

que o sonho alimenta:

que não há ninguém que explique,

e ninguém que não entenda!”

Cecília Meireles – Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 108 | A bandeira da Inconfidência se tornou a bandeira de Minas Gerais

“O prazer é um intervalo na desgraça…”

Cecília Meireles – Romance XVIII ou dos Velhos do Tejuco

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 88 | Tejuco: nome original da cidade de Dimantina – MG

“Como as palavras se torcem. conforme o interesse e o tempo!”

Cecília Meireles – Romance XVI ou da Traição do Conde

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 85 | O poema se refere ao Conde de Assumar, que mandou incendiar as casas dos revoltosos da Revolta de Vila Rica, 69 anos antes da Inconfidência Mineira

“Deus do céu, como é possível penar tanto e não ter nada!”

Cecília Meireles – Romance VII ou do Negro nas Catas

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 61 | Catas: garimpo, escavação

“A obra de arte não é feita de tudo – mas apenas de algumas coisas essenciais. A busca desse essencial expressivo é que constitui o trabalho do artista.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 21

“Nesse ponto descobrem-se as distâncias que separam o registro da invenção poética: o primeiro fixa determinadas verdades que servem à explicação dos fatos; a segunda, porém, anima essas verdades de uma força emocional que não apenas comunica fatos, mas obriga o leitor a participar intensamente deles, arrastado no seu mecanismo de símbolos, com as mais inesperadas repercussões.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 21

“(…), como no equilíbrio do universo, tudo tem seu lugar, e nada é casual nem insignificante.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 20

“Sem sombra de positivismo, posso, no entanto, confirmar por experiência a verdade de que ‘somos sempre e cada vez mais governados pelos mortos’. Porque nesse mundo emocional que o tempo acumula todos os dias nem o mais breve suspiro se perde, se ele foi dedicado ao aperfeiçoamento da vida. Muitas coisas se desprendem e perdem – ou parecem desprendidas e perdidas – ilimitado tempo; mas outros vêm, como heranças intactas, de geração em geração, caminhando conosco, vivas para sempre, vivas e atuantes, e não lhes podemos escapar, e sentimos que não lhes podemos resistir.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 19 | Dos anos 1889 a 1930 o Brasil foi influenciado pelo positivismo. O lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” é de inspiração positivista.

“Muitas vezes me perguntei por que não teria existido um escritor do século 18 – e houve tantos, em Minas! – que pusesse por escrito essa grandiosa e comovente história. Mas a duzentos anos de distância pode-se entender porque isso não aconteceu, principalmente se levarmos em conta a importância do traumatismo provocado por um episódio desses, em tempos de duros castigos, severas perseguições, lutas sangrentas pela transformação do mundo, em grande parte estruturada por instituições secretas, de invioláveis arquivos.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 19

“Na mesma cova do tempo

cai o castigo e o perdão.”

Cecília Meireles

Livro: Romanceiro da Inconfidência (Editora Nova Fronteira, 1989 – Data da primeira publicação 1953) | Autora: Cecília Meireles | Página: 18

“Às vezes, até mulheres adultas precisam do consolo da mãe, só para deixar um pouco de lado a obrigação de ser forte o tempo inteiro.”

Colleen Hoover 

Livro: É assim que acaba (Galera Record, 2024 – Primeira edição 2016) | Autora: Colleen Hoover | Página: 325

“Imagine todas as pessoas que você conhece ao longo da vida. São muitas. Elas surgem como ondas, entrando e saindo aos poucos, dependendo da maré. Algumas ondas são muito maiores e causam mais impacto que outras. Às vezes, as ondas trazem coisas lá do fundo do mar e as largam no litoral. Marcas nos grãos de areia que provam que as ondas estiveram lá, muito depois de a maré recuar.”

Colleen Hoover 

Livro: É assim que acaba (Galera Record, 2024 – Primeira edição 2016) | Autora: Colleen Hoover | Página: 214

“Sinto que todo mundo finge ser quem é, que, no fundo, somos todos igualmente ferrados. Alguns apenas escondem isso melhor que os outros.”

Colleen Hoover 

Livro: É assim que acaba (Galera Record, 2024 – Primeira edição 2016) | Autora: Colleen Hoover | Página: 21