“Proibições com penas as mais rigorosas não nos permitiam utilizar-nos das riquezas, que a natureza com tanta prodigalidade disseminara sobre nosso solo. Todo o comércio era exercido por monopólios; toda a indústria fabril era proibida aos brasileiros; exauria-se a colônia para enriquecer os negociantes de Lisboa; muitos gêneros de primeira necessidade, que abundavam em nosso país, não podíamos obter senão comprando-os às companhias portuguesas, e quando os importávamos vinham sobrecarregados de pesados direitos.”
Joaquim Felício dos Santos
Livro: Memórias do Distrito Diamantino (Editora Itatiaia e Editora da Universidade de São Paulo, 1976 – Data da primeira publicação: 1868) | Autor: Joaquim Felício dos Santos | Página: 225
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“… Qual foi o meu crime? Tirar diamantes da terra. Mas quem foi que ahi os escondeu, senão Deos, para nós com o nosso trabalho irmos procura-los? Que direito, portanto, há para se nos proibir a mineração? Deos creou os quatro elementos para goso dos homens: o ar que respiramos, a água que bebemos, o fogo que nos aquece, e a terra para d’ela tirarmos todo o proveito, já cavando-lhe as entranhas para extrahirmos os mineraes e pedras preciosas, já cultivando-a para alimentarmo-nos, já caçando nas suas matas e campos. Sou proscripto e criminoso por ter querido gosar dos benefícios concedidos pela Providencia…”
Carta escrita em São João Del Rei, em 15 de fevereiro de 1796 por um despejado a um seu irmão residente no Tijuco
