“O espírito de associação, natural ao homem, se se consentia em coisas religiosas; e nessas suntuosas, porventura belíssimas, obras de arte, inspiradas em sentimentos íntimos da alma, temos o prodigioso poder das pequenas forças coligadas para um mesmo fim. Nada mais fraco e miserável que os infelizes escravos; e até eles, de migalha em migalha, edificaram seus templos ao nível dos mais formosos. Hoje nos parece demasiado o número de igrejas, mas eram necessárias. A sociedade estava profundamente dividida em classes e até em cores; pelo quê se fizeram diversos santuários, para que à vontade orassem os fiéis de cada agrupamento.”
Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação)
Livro: História da civilização mineira: Bispado de Mariana – Diogo de Vasconcelos; Francisco Eduardo de Andrade e Mariza Guerra de Andrade (coordenação) (Autêntica Editora, 2014) | Página: 59 a 60
